29 setembro 2021

Economia: HP anuncia projeto para restaurar parte da Floresta Amazônica

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A iniciativa Forest Positive apoiará o plantio de 48 mil árvores nativas em conjunto com comunidades locais e povos indígenas

Redação

A HP Inc. (NYSE: HPQ) anuncia uma nova iniciativa com a Conservação Internacional para a restauração de áreas degradadas da Floresta Amazônica, ao lado de povos indígenas e comunidades locais. Os esforços da HP e da Conservação Internacional serão realizados no final de 2021 e em 2022 no Brasil, Colômbia, Equador e Peru. A colaboração está alinhada com o programa Forest Positive da HP, com foco em retribuir às florestas mais do que se retira delas. O objetivo é que cada página impressa com a HP seja adquirida com responsabilidade e contribua para a restauração e proteção.

De acordo com os termos da iniciativa, a HP apoiará o plantio de 48 mil árvores nativas em colaboração com comunidades locais e povos indígenas diretamente afetados pelo desmatamento e pela degradação florestal. Mais de 60 famílias participarão de todas as etapas do processo de restauração. O esforço conjunto apoiará especificamente as comunidades indígenas Siona e Awajun na Colômbia e no Peru, bem como as comunidades locais no Brasil e no Equador.

"Os esforços da HP na Floresta Amazônica representam o início da nossa ampla colaboração com organizações não governamentais comprometidas com a proteção dos recursos naturais, com a prevenção da perda de biodiversidade e com o combate às mudanças climáticas", diz Marcos Razón, Diretor Geral da HP Inc. América Latina. "O projeto é mais um passo para ajudar a HP a se tornar a empresa de tecnologia mais sustentável e justa do mundo. Por meio do nosso programa Forest Positive, nosso objetivo é ajudar a construir um futuro sustentável tanto para a natureza, como para as pessoas”.

 Floresta Amazônica e Contexto do Projeto[i]

A Floresta Amazônica desempenha um papel fundamental para ajudar a mitigar as mudanças climáticas. Ela contém 20% da água doce mundial, é o lar de mais de 10% de toda a biodiversidade terrestre, e portanto, crucial para o bem-estar de toda a vida na Terra1.

No total, ela abrange nove países e apoia a vida e o sustento de mais de 30 milhões de pessoas, incluindo mais de 350 grupos indígenas.

No entanto, apesar de sua importância global, a Floresta Amazônica está ameaçada. As taxas de desmatamento têm aumentado desde 2016, sendo a agricultura não sustentável, a pecuária, a extração madeireira, a mineração e a construção de estradas as principais causas. Medidas críticas, como a restauração de paisagens, são urgentemente necessárias.

Conforme o desmatamento acontece juntamente com incêndios que aumentam a cada ano em toda a região, a Floresta Amazônica pode atingir um ponto de inflexão perigoso que transformaria esta valiosa floresta em uma savana, caso o desmatamento atinja 20-25%.

"Devemos proteger esta floresta tropical única e restaurar suas áreas críticas, a fim de reduzir os impactos das mudanças climáticas e apoiar as vidas e meios de subsistência de mais de 30 milhões de pessoas que vivem na bacia amazônica antes que seja tarde demais", diz Rachel Biderman, Vice-Presidente Sênior da Divisão de Campo das Américas da Conservação Internacional. "Este projeto é um exemplo do tipo de ação crítica que é necessária nesse momento".

Proteção e restauração florestal

A HP também tem projetos baseados na natureza com parceiros globais, como World Wildlife Fund (WWF), Arbor Day Foundation, além de sua própria iniciativa, Sustainable Forests Collaborative. Em 2020, a empresa atingiu a marca de desmatamento zero para 99% dos papeis da marca HP e embalagens de produtos de papel, com o 1% restante avaliado para garantir que o uso de fibra relatado esteja em conformidade com a política de papel e madeira sustentável da HP[ii].

Agora, para além do próprio fornecimento responsável de papéis da marca HP, a empresa expandirá o investimento em iniciativas de restauração florestal, proteção e gerenciamento aprimorado, representando o uso de todo o restante de papéis e madeiras utilizados em produtos de impressão, serviços de impressão e embalagens da marca até 2030, por meio do programa Forest Positive. A empresa manterá o desmatamento zero³ para todo papel e madeira utilizados nos produtos, serviços de impressão e serviços de embalagens da HP[iii] até 2030, e indo além de sua própria pegada, a companhia irá combater o desmatamento de papel utilizado em produtos e serviços de impressão, mas que não seja de propriedade da HP, até 2030.

Economia: Nova fábrica da Bem Brasil Alimentos abrirá 300 vagas

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Além das contratações, a empresa investe no desenvolvimento dos atuais funcionários para assumirem novos desafios

Redação

A política de valorizar a “prata da casa” já nasceu com a Bem Brasil Alimentos. Neste ano, quando a empresa completa 15 anos e se prepara para abrir sua terceira unidade produtiva, no município de Perdizes, no Triângulo Mineiro, não seria diferente. Com as obras entrando em sua fase final, a companhia iniciou as contratações, que seguem a linha Employee Value Proposition (EVP) – ou proposta de valor ao empregado, em tradução literal. Ao todo, são 300 empregos diretos na nova fábrica, entre áreas técnicas, de gestão e operacionais.

Simplificadamente, a estratégia de EVP significa oferecer oportunidades de desenvolvimento aos funcionários atuais, por meio de melhoria da experiência no ambiente de trabalho, promoções e investimentos em treinamentos e capacitações. Para aqueles que estão chegando, é traçada uma jornada na companhia, para que se sintam acolhidos, preparados para as funções e, ao mesmo tempo, engajados com a cultura e possam desenvolver o sentido de pertencimento ao time.

De acordo com a gerente de Recursos Humanos da Bem Brasil, Franciele Reis, cerca de 76% das oportunidades para a nova linha foram fechadas com pessoal interno. “É um índice muito relevante e, para nós, importante, pois o colaborador consegue vislumbrar um crescimento dentro da empresa e possibilidades reais na sua carreira”, pontua.

Assim, a companhia seguirá uma dinâmica de treinamentos e programas de desenvolvimento das pessoas para atuarem na fábrica de Perdizes. “Serão mentorias técnicas e processos de coaching, para a formação de profissionais para os cargos de liderança. Nossa aposta é no On the Job Training, ou seja, oportunidades e capacitação dentro do local de trabalho, valorizando líderes que vão ocupar cargos de supervisor, assim como quem estava no operacional e vai para os cargos de liderança”, detalha.

Franciele acrescenta, no entanto, que haverá contratação externamente, tanto para novos postos de trabalho, quanto para ocupar as vagas daqueles que alcançaram uma promoção. “A Bem Brasil tem, no seu DNA, a diretriz de valorização do profissional e de oferta de oportunidades internamente. Mas também acredita na importância de buscar pessoas de fora para promover uma oxigenação e ampliar a inovação. As duas estratégias são complementares”, explica.


Nova planta
Hoje a Bem Brasil é líder em vendas de batata pré-frita congelada no país e conta com duas unidades, em Araxá (MG) e Perdizes. Após a inauguração da terceira planta, conseguirá ampliar a atual capacidade produtiva da empresa de 250 mil toneladas ao ano para mais de 500 mil. Na nova fábrica, além dos diversos formatos de batata – canoa, palito, bolinha, cortada etc. –, será processada uma linha de anéis de cebola pré-fritos congelados. A expectativa é de que a inauguração aconteça no início de 2022. O total de empregos diretos passará de, aproximadamente, 800 para 1.100.

O método de gestão via employer branding, adotado pela companhia, tem sido cada vez mais utilizado em todo o mundo, a fim de garantir a competitividade das marcas. O intuito é reter os talentos, reduzir a rotatividade e ainda atrair os melhores profissionais, justamente pela visibilidade dos pontos positivos de se trabalhar na empresa. Prova de que a receita funciona é que a Bem Brasil acaba de receber, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio “Lugares Incríveis para Trabalhar”, definido por meio de avaliação conduzida pela Fundação Instituto de Administração (FIA), justamente com os próprios colaboradores.

Sobre a Bem Brasil
Fabricante 100% brasileira de batata pré-frita congelada e flocos desidratados de batata, a Bem Brasil foi fundada em dezembro de 2006, em Araxá, no Triângulo Mineiro. 

Opinião: A fome continua castigando o brasileiro

A distribuição de cestas básicas é a saída para muitas famílias driblarem a fome em casa

O desemprego se tornou o fiador para o despejo, aliado com o caos trazido pela pandemia

 *Luís Alberto Alves

A manhã desta quarta-feira (29) era esperança de garantir a comida sobre a mesa de milhares de pessoas que precisam recorrer a doações para espantar o fantasma da fome do interior de suas casas. Numa igreja católica no bairro do Paraíso, Zona Sul de São Paulo, na esquina da Rua Tutóia com Tomaz Carvalhal, distante poucos metros do local onde muitos brasileiros perderam as vidas sob tortura, no então DOI/Codi, na ditadura militar, mais de 200 mulheres aguardam a distribuição de cestas básicas.

É o Brasil atual. Longe dos holofotes, das mentiras governamentais, principalmente do ministro da Economia, Paulo Guedes, para quem miséria é invenção da imprensa. Coisa de comunista. De pessoas interessadas “no quanto pior, melhor”.  Hoje é grande o número de famílias morando nas ruas. O desemprego se tornou o fiador para o despejo, aliado com o caos trazido pela pandemia.

Próximo de chegar ao 10º mês de 2021 e nada mudou no País. A situação se deteriora a cada dia. Quem driblou a covid-19 carrega no corpo as sequelas da falta de ar, dores terríveis de cabeça e na coluna tiram o sossego. É mais fácil conseguir acertar sozinho na Mega-Sena do que voltar ao mercado, trabalhando com carteira registrada e demais benefícios.

No dia 26 (domingo), 1,6 milhão de candidatos disputaram nas salas de aula uma das 4.480 vagas de escriturário oferecidas pelo Banco do Brasil. A grosso modo eram 3.750 “sem emprego” tentando agarrar uma das vagas. O sacrifício para impedir o reino da fome dentro do lar.

Neste quinhão de loucura, os jovens entram em parafuso. Olham para os pais, já escolados pela vida e experientes na arte de sustentar a família por meio do salário, e percebem que a situação deles não é boa. Nem como motorista de aplicativo é possível ganhar alguns trocados. Por causa da terrível reforma da Previdência da era Michel Temer, nenhum trabalhador que entrar agora no batente vai conseguir se aposentar antes dos 65 anos. Como fazer isto, se depois dos 40 anos as empresas não aceitam contratar alguém com esta idade?

*Luís Alberto Alves é jornalista e editor do Boca Ligeira

28 setembro 2021

Cidades: Estudantes brasileiros participam de projeto global sobre mudanças climáticas

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Na segunda semana, eles aprendem sobre os efeitos das mudanças climáticas localmente

Redação

Por meio do Climate Action Project, mais de um milhão de jovens, em seis continentes, estudam os problemas mundiais e locais relacionados às mudanças climáticas, com o objetivo de encontrar soluções e “colocar a mão na massa” para melhorar o planeta. Para isso, alunos de 143 países interagem para troca de ideias e constatações.

O Climate Action Project é realizado há cinco anos no mundo todo com apoio de cientistas, figuras públicas renomadas e entidades como Greenpeace, ONU, WWF e National Geographic. O projeto começou, simultaneamente, em todos os países envolvidos, na última segunda-feira, dia 27 de setembro, e tem a duração de seis semanas. Na primeira delas, os alunos estudam o que são as mudanças climáticas e anotam as causas dos problemas das cidades onde moram. Na segunda semana, eles aprendem sobre os efeitos das mudanças climáticas localmente. A semana três também busca causas e efeitos, porém, de forma global. Para isso, eles se conectam com estudantes de outros países para debaterem os temas.

Na semana quatro, eles discutem as soluções para os problemas que detectaram nos contatos anteriores. Na semana de 25 de outubro, com interações on-line, os alunos analisam as soluções encontradas com outros estudantes, além de participarem de webinars com experts no assunto. Nos sete dias finais, é hora de colocar em ação o que constataram e entenderam como parte da mudança. Cada semana é encerrada com um vídeo com os trabalhos desenvolvidos, produzido pelos alunos e enviado às turmas de outros países.

Mão na massa

Ana Paula Teixeira, coordenadora do Ensino Bilíngue do CIPP - Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento do Colégio Positivo e facilitadora do Climate Action Project nas escolas da rede, conta que é o segundo ano que seus alunos participam do projeto – e avalia que é uma experiência única, não só do ponto de vista do aprendizado, mas também, do enriquecimento cultural dos jovens e crianças que participam. “Sempre foi nosso desejo despertar nos alunos essa consciência multicultural, porém, indo além de celebrações e datas importantes de outros países. Essa troca sobre experiências climáticas com alunos estrangeiros os coloca em outro patamar de conhecimento internacional. Eles aprendem a se colocar no lugar dos outros, a ver o problema por outras perspectivas. Sem contar o desenvolvimento do Inglês. E esse aspecto nos surpreendeu porque, além da comunicação em si, eles têm usado fluentemente termos relacionados ao meio ambiente na conversação”, disse a professora.

Camila Bombonato, professora e assessora do Ensino Bilíngue nos anos iniciais no CIPP, conta que, na edição anterior, os alunos brasileiros presenciaram algumas descobertas ambientais interessantes de outros países. "Na Índia, por exemplo, os alunos relataram que não existem mais vagalumes onde moram. Sem contar que a poluição do ar é tão grande que não se enxerga nada quando há nevoeiro. Já na Espanha, uma turma comentou que, em certa época do ano, sempre aparecia na cidade uma espécie de pássaro de outro país, que sumiu. E isso se tornou um marco ambiental para os jovens espanhóis, que entendem que a ausência do pássaro é resultado de algum desequilíbrio climático. Na Sérvia, a percepção foi inversa. Os alunos disseram que os brasileiros possuem coisas que lá não tem, como queimada de florestas. No entanto, na Sérvia, uma vez por ano, há inundação de um rio, que força as pessoas a esvaziar a cidade",  finalizou.


Cidades: Prefeitura/SP realiza nesta quarta-feira (29) reunião para discutir Plano Diretor

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Encontro começa às 15h e é aberto a todos os cidadãos

Redação

Nesta quarta-feira (29), a partir das 15h, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), realiza mais uma reunião temática aberta a toda a população sobre a revisão intermediária do Plano Diretor Estratégico (PDE). O tema "Instrumentos de Política Urbana" será debatido. Para participar de forma ativa, acesse o link do Microsoft Teams. Caso queira apenas acompanhar as discussões, acesse o canal de Youtube da SMUL, onde haverá transmissão simultânea.

As reuniões temáticas são virtuais, abertas a qualquer cidadão e sem limite de acesso. Elas dão continuidade às discussões realizadas entre agosto e setembro com as entidades da sociedade civil que se cadastraram em chamamento público aberto pelo Munícipio. Os links para cada encontro estão disponíveis na plataforma digital Plano Diretor SP (https://planodiretorsp.prefeitura.sp.gov.br/)

Confira o calendário abaixo:

27/09 - Desenvolvimento Econômico e Social
28/09 - Meio Ambiente
29/09 - Instrumentos de Política Urbana
30/09 - Mobilidade
01/10 - Habitação

Lembrando que, desde o fim de agosto, os munícipes também podem enviar contribuições para a revisão do PDE através do site Participe+ (https://participemais.prefeitura.sp.gov.br/legislation/processes/159). Quem preferir também pode encaminhar seus comentários por meio da Ficha de Cadastro de Propostas, disponível no site Plano Diretor SP.

Após a conclusão dessa etapa do processo participativo, que envolve reuniões temáticas com as entidades cadastradas no chamamento e a população em geral, todas as contribuições recebidas serão sistematizadas e publicadas no site.

Processo de discussão
A participação social é essencial para a construção de uma proposta de revisão à altura dos desafios e pluralidades de São Paulo. O Município adotará um modelo amplo de debates com a população, e as reuniões virtuais temáticas são apenas uma das ações previstas.

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19, a Prefeitura iniciou em julho as primeiras ações presenciais para ouvir a população na revisão do Plano Diretor SP. Até o mês de outubro equipes visitarão os 96 distritos da cidade, começando pela periferia, para receber pessoalmente contribuições da sociedade. O objetivo é viabilizar a participação dos paulistanos que tenham alguma dificuldade de acesso à internet ou ferramentas digitais. Até o momento foram recebidas mais de 13 mil contribuições.

Em agosto, o Município também disponibilizou 105 telecentros para a população participar de enquetes, oficinas e audiências públicas virtuais. É necessário agendamento prévio via 156 ou marcar um horário diretamente na unidade desejada, seja por telefone ou presencialmente.

Além disso, desde maio são disponibilizadas enquetes na plataforma digital Plano Diretor SP para conscientizar a sociedade sobre a importância da revisão e estimular a participação de todos nos debates que acontecerão ao longo deste ano. O primeiro questionário, aberto entre maio e julho, registrou mais de 2,9 mil respostas.

Toda a sociedade civil também pode discutir a revisão do Plano Diretor por outros canais, como as audiências públicas, previstas para acontecerem em outubro; em conselhos participativos e deixando contribuições na plataforma digital Plano Diretor SP.

Plano Diretor
O Plano Diretor (Lei 16.050/2014) é uma lei municipal que orienta o desenvolvimento e crescimento da cidade para atender às necessidades coletivas da população. Seu maior objetivo é tornar a cidade mais inclusiva, ambientalmente responsável, produtiva e, sobretudo, melhor para as pessoas.

O plano atual é válido até 2029, mas a própria lei que o criou determina que, em 2021, o Executivo faça uma revisão, de forma participativa, das estratégias e diretrizes desta legislação urbanística.

O objetivo da revisão intermediária é fazer aperfeiçoamentos, ajustes, calibragens e melhorias à luz da realidade atual (crise econômica, pandemia, aspectos sociais, entre outros). Esses ajustes respeitarão todas as premissas que o Plano Diretor de 2014 propõe em relação a seus Objetivos, Diretrizes e Ações Prioritárias.

A Prefeitura entende ser fundamental a participação da sociedade civil neste processo e, para isso, prevê um modelo híbrido de participação com ações presenciais e digitais (reuniões, audiências públicas, visitas regionais, enquetes online). Vale ressaltar que o maior compromisso da Prefeitura de São Paulo é com a vida, e o processo de participação social do Plano Diretor respeitará todos os protocolos sanitários. Após o cumprimento de todas as etapas de debates, a atual administração encaminhará até dezembro um projeto de lei ao Legislativo Municipal com a proposta de revisão do PDE.

Veículos: o que acontece ou deveria acontecer com os carros abandonados?

 


O Brasil segue com um acumulo de carros de frotas velhas, abandonados ou em desmontes

*Daniel Schnaide

A evolução dos elétricos e autônomos fez com que um antigo problema, já existente, ganhasse força: qual destino correto dar aos veículos que já atingiram sua vida útil ou precisam sair de circulação?

Enquanto 100% dos carros nessas condições nos Estados Unidos vão para reciclagem, no Brasil muitos seguem abandonados pelas ruas, desmontes ou pátios causando prejuízos ambientais irreparáveis, como contaminação de solo e água, além de ameaças a saúde pública com a proliferação de doenças como a dengue, por exemplo.

No Estado de São Paulo, a Lei Nº 15.276, criada em 2014, decreta que os veículos que se tornarem inviáveis às formalidades legais devem ter suas peças recuperadas. O objetivo é regulamentar, de forma rígida, o mercado de empresas que tenham interesse na reciclagem, bem como reduzir os golpes em seguradoras, desmanches e oficinas clandestinas que impulsionam os roubos e furtos de carros no país. 

No entanto, continuamos atrasados por conta da falta de incentivos e legislações de política reversa para o descarte, mesmo com algumas ideias em andamento, como o caso do Projeto de Lei nº 4121, de 2020, que institui uma Política Nacional de Resíduos Sólidos, que tem o objetivo de assegurar a preservação e a melhoria das condições do meio ambiente, proposto pelo senador Confúcio Moura.

Entre 2019 e 2020, a Prefeitura de São Paulo recebeu 67.794 solicitações de averiguação para veículos abandonados, sendo que 4.138 foram recolhidos das ruas. Para Daniel Schnaider, presidente da Pointer by PowerFleet Brasil, líder em soluções de IoT para gestão de frotas, “é preciso ter mais conscientização quanto aos danos ambientais e os benefícios da reciclagem automotiva, mais interligação entre governo, sociedade, ONGs e empresas para tornarmos leis e projetos vigentes. A Comissão Europeia, por exemplo, declarou uma lei principal Diretiva sobre veículos em fim de vida, que está em vigor desde setembro de 2000, conectada com o Acordo Verde europeu a estimativa é de que 93% das peças foram reaproveitadas”.

Schnaider ressalta que no Brasil, carros alienados por seguradoras já conseguem alcançar um reuso de 85% de suas peças, que voltam ao mercado de forma rastreável, com custos reduzidos e otimização de soluções para o descarte adequado, quando for o momento.

Veículos podem ser reciclados de diferentes formas por causa de seus materiais. As mais utilizadas são reuso, reciclagem energética, química e mecânica. O reuso é tirar componentes de um veículo que está no final do seu ciclo útil para utilizá-lo em outro com a mesma função ou reaproveitá-los em outros tipos de reciclagem para novas peças. A reciclagem energética ainda é bastante desafiadora por conta de seus poluentes, no entanto pode ser muito vantajosa para a indústria. A química visa recuperar os compostos químicos, possível com a quebra parcial ou total das moléculas de resíduos plásticos selecionados para reutiliza-los como matéria prima secundária na produção de novos materiais. A mecânica fecha o ciclo de reciclagem de um produto, pois consiste no reprocessamento dos materiais transformando-o em matéria prima para gerar o mesmo produto que fora ou um novo.

A fragmentação de veículos pode reciclar de 45% a 55% dos metais de um carro. Schnaider acredita que o caminho esteja correto se considerarmos a grande quantidade de frotas existentes no Brasil e o destino que estas peças podem receber para gerar economia, como o caso do mercado de carros usados.

A reciclagem de um produto se justifica quando ele causa danos ao ecossistema e quando há uma indústria de recicladores disposta a recebê-los. E para o especialista em tecnologias, os veículos fazem a cadeia se completar de forma perfeita.

*Daniel Schnaider é CEO da Pointer by Powerfleet Brasil

Saúde: Especialistas pedem atenção à qualidade de vida do idoso

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O idoso, em boa parte dos países, é deixado de lado pela sociedade

Redação

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 29 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2025 o país será o sexto no mundo com maior número de pessoas nesta faixa etária.

Com o aumento na expectativa de vida e consequente envelhecimento da população brasileira, torna-se ainda mais relevante ampliar o debate sobre os cuidados com a saúde e bem-estar dos idosos, uma vez que, com o avanço da idade, a diminuição orgânica e funcional contribui para o desenvolvimento de doenças crônicas que impactam a qualidade de vida dessa parcela da população, aumentando os riscos de surgimento ou agravamento de doenças graves, como no caso da Covid-19.

Segundo especialistas da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o processo de envelhecimento torna o sistema imunológico menos eficaz, dessa forma o idoso com ou sem comorbidades pode se tornar mais vulnerável à evolução de doenças.

Saúde: Live discute os cuidados com o coração pós-Covid-19

    



Promovido pela Roche Diagnóstica, evento tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da saúde cardíaca em pessoas que tiveram a doença
Redação

O Dia Mundial do Coração é celebrado em 29 de setembro, data que tem por objetivo conscientizar a população geral sobre a importância de prevenir doenças cardiovasculares. Para marcar a data, neste ano a Roche Diagnóstica promove a live "Impactos da Covid-19 na saúde do coração", buscando informar e sensibilizar a população a respeito dos possíveis impactos da Covid-19 na saúde do coração. O evento será transmitido às 19h e contará com a presença do médico cardiologista Humberto Villacorta, pesquisador e professor associado da Universidade Federal Fluminense.

Serviço

Live Impactos da Covid-19 na saúde do coração

Data: 29 de setembro de 2021

Horário: 19h

Transmissão no Youtube e no Facebook

Opinião: Será que tudo é notícia?

 



Quem não cria polêmica, cria germes!

*Luís Alberto Alves

Hoje qualquer besteira aparece nas redes sociais, como se fosse algo que mereça crédito. Com a banalização do jornalismo, após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, colocar no papel (e ele aceita qualquer coisa, que o diga o que usamos no banheiro...) que para exercer a profissão de jornalista não era preciso de diploma, todo mundo se coloca no lugar de repórteres...

O resultado disso são inúmeros textos agressivos ao português, a maioria sem concordância verbal, pronominal, erros terríveis de ortografia. Enfim, um monte de informação que de informação não tem nada, apenas baboseira.

A proposta deste blog, “Boca Ligeira”, é publicar notícias que de fato sejam notícias, que tenham conteúdo. Afinal de contas continuo acreditando que o número de inteligentes ainda é maior do que o de “burros”, ignorantes.  Creio na massa cinzenta existente na cabeça dessas pessoas para ler e repassar para frente algo de bom, não apenas delírios de alguém que adora “viajar na maionese”.

Não sou ingênuo a ponto de imaginar que vão gostar das minhas publicações. Também não estou ligando para isso, para a política besta do cancelamento. Visto que essas pessoas não pagam as minhas contas, nem choram comigo quando o desespero bate à porta do meu coração. Muito menos estendem às mãos para me prestar qualquer tipo de ajuda.

Portanto, não me preocupo com este tipo de postura. Precisam fazer história, ralar bastante, como eu fiz em 34 anos de jornalismo, escrevendo reportagens sobre tudo, inclusive com direito a enfrentar inundação com água acima do joelho para entrevistar morador atingido pela enchente ou consolar mãe que acabou de perder a filha numa chacina, tão comum na década de 90. Leiam e passem para frente!!!

*Luís Alberto Alves é jornalista e editor do Boca Ligeira

 

Flash black: Isley Brothers e a linda "The Highways of My Life"

Luís Alberto Alves/Hourpres Em 1973, a banda Isley Brothers lançava a bela "The Higways of My Love", que estourou nos bailes e rád...