09 dezembro 2021
Flash back: Trio Esperança e o eterno sucesso " Aurora"
Em algum lugar do passado: Erradicação do vírus da varíola
Agência Brasil
Redação
Em 9 de dezembro de 1979 era certificada a erradicação do vírus da varíola, tornando a varíola a primeira das duas únicas doenças que foram levadas à extinção (a peste bovina em 2011 sendo a outra)
Pé de borracha: Fiat segue na liderança do mercado brasileiro pelo 11° mês consecutivo
Nova Strada é o comercial leve mais emplacado do país e conquista a vice-liderança do ranking nacional com 8.535 unidades
| O destaque do mês ficou novamente com a Nova Strada |
Luís Alberto Alves
- Marca coloca três modelos entre os 10 mais vendidos de novembro
O fim do ano está chegando e a Fiat continua a celebrar seu desempenho comercial com três modelos entre os mais vendidos do País, além de manter sua liderança no ranking nacional pelo 11° mês consecutivo (19% de participação com 30.692 unidades em novembro).
O destaque do mês ficou novamente com a Nova Strada, que conquistou a vice-liderança do mercado com 8.535 unidades, seguido pelo Argo na quinta posição com 6.340 unidades e a Nova Toro na oitava, com 5.921 unidades. Já o recém-lançado SUV Pulse fecha seu primeiro mês de emplacamento com 2.228 unidades e, na sala de troféus, com o título de Carro do Ano 2022, em premiação da revista Autoesporte.
Com esse resultado, a Fiat segue na liderança do ranking de vendas em 2021, com 22,1% de market share e 395 mil unidades emplacadas, sendo a marca com maior crescimento no mercado (5,7 pontos percentuais).
Entre os veículos mais vendidos do ano, a Fiat também faz bonito com a Nova Strada em primeiro lugar, superando a marca de 100 mil unidades vendidas. O Argo vem na sequência com mais de 80 mil unidades comercializadas.
Confira um resumo dos resultados da Fiat por segmento:
- B Suv: Fiat tem sua estreia com o Pulse, e fecha seu primeiro mês com 5,6% de participação na categoria em novembro;
- Pickup: Fiat reforça sua liderança do ano, atingindo 48,6% de participação no mês e à frente no acumulado ano com 50,9%;
- B Pickup: domínio absoluto da Nova Strada, que fecha novembro com a marca de 80,2% de participação no segmento, e com 79,1% no acumulado ano;
- CD Pickup: também com aumento na liderança do mês com a Nova Toro (com 31,1%), e mantendo sua liderança no acumulado ano em 33,4%;
- Hatch: Fiat fecha na 3º posição do segmento em novembro com 19% de share, mas se mantém na liderança no acumulado do ano com 32,1%;
- A Hatch: Mobi na liderança do segmento no acumulado ano com 56,7%;
- B Hatch: Argo fecha o mês na 3º posição do segmento com 19,4% de market share, e continua na liderança no ano com 20,5%
- B Sedan: Cronos fecha na 2º posição do segmento com 16% de participação no segmento em novembro.
Trabalho: Tire as principais dúvidas sobre férias coletivas
Há possibilidade de realizar fracionar as férias
Férias coletivas junta dinheiro com descanso
Redação
Saúde: Ômicron: o que sabemos sobre a nova variante
Especialista aponta o que são certezas sobre a Ômicron e o que ainda não passa de especulação
Divulgação
| Ainda é cedo para afirmar sobre uma nova pandemia |
Ao que parece, os riscos de uma nova pandemia têm sido subestimados, e, por consequência, as ações de como enfrentá-la já sofrem
Um dos fatores de maior contribuição para o favorecimento de pandemias é a maior facilidade de deslocamento entre cidades, países e continentes em curtos períodos de tempo, o que propicia o transporte de agentes infecciosos. “Um mundo globalizado está sempre em risco eminente de pandemia. O trânsito de pessoas, produtos, mercadorias e animais favorece a disseminação continental das doenças infectocontagiosas e parasitárias”, explica a Dra. Raquel Xavier de Souza Saito, docente do curso de graduação em enfermagem da Faculdade Santa Marcelina.
No entanto, a especialista afirma que ainda é cedo para afirmar sobre uma nova pandemia, visto que ainda não foi vencida aquela iniciada em 2020 (SARS-CoV-2), de modo que o foco deve estar no controle e monitoramento da doença e suas variantes. “Equipes de inteligência epidemiológica devem triar e acompanhar as variantes genômicas que podem representar maior risco futuro, assim como garantir acesso e certificar a eficácia de vacinas, inclusive em países mais pobres como a África do Sul - onde surgiu a variante Ômicron”.
A nova variação da Covid-19 foi classificada em 26 de novembro de 2021, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma Variante de Preocupação (VOC). Após dois dias (28/11), 12 países já haviam confirmado a detecção da Ômicron em seus territórios. “No Brasil, até o dia 02 de dezembro, três pessoas haviam testado positivo para a nova variante. Nesse cenário, o mais importante é que se mantenham as medidas de precaução”, comentou a professora.
O que se sabe sobre a Ômicron?
Ainda existem poucas evidências sobre a nova variação da Covid-19 que tem alarmado pessoas no mundo inteiro. “Até o momento não há consenso, por exemplo, que indique que a infecção com Ômicron possa causar uma doença mais grave em comparação com infecções de outras variantes”, explica Raquel. O mesmo se aplica em termos de transmissibilidade – ainda não se pode afirmar que ela seja mais contagiosa que seus pares.
No entanto, se sabe que dados preliminares de reinfecção sugerem que pessoas que já tiveram Covid-19 podem ser reinfectadas com Ômicron. Os testes de PCR também continuam valendo e são eficazes na identificação da infecção com a nova variante. Sobre a eficácia da vacina, a docente alerta: “as vacinas continuam sendo essenciais para reduzir doenças graves e morte, inclusive contra essa variante. Os imunizantes atuais permanecem eficazes contra doenças graves e morte”.
As medidas de precaução
Frente a esse cenário, é importante manter os cuidados adotados desde o começo do surto de coronavírus, como o uso de máscaras, medidas de higiene, incluindo lavagem de mãos ou uso de álcool gel a 70%, e a etiqueta respiratória, protegendo boca e nariz quando tossir, falar ou espirrar. “As experiências e conhecimentos acumulados nos quase dois anos de pandemia, contribuem para o melhor manejo tanto do controle da doença, por meio de vacinas e medidas preventivas não farmacológicas, quanto na condução dos casos de síndromes respiratórias mais graves. Em todos os aspectos, o sucesso do enfrentamento da pandemia independentemente da variante, depende e deve ser de responsabilidades de todos”, finalizou a doutora.
Saúde: Mitos e verdades sobre HIV/Aids
Arquivo
| Atualmente, cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV no Brasil |
Dados do Unaids indicam que, em 2020, 6 milhões de pessoas desconheciam ser portadoras do vírus no mundo
Redação
Quarenta anos depois da descoberta da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS) no mundo, muitas dúvidas ainda cercam a doença causada pela infecção do vírus HIV. Apesar de não ter cura, a evolução da ciência ao longo destas décadas permite o controle da carga viral no organismo, impedindo seu progresso e garantindo uma expectativa de vida longa.
Atualmente, cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Dessas, 89% foram diagnosticadas e 77% fazem tratamento com antirretroviral. Em 2020, até outubro, cerca de 642 mil pessoas estavam em tratamento, um aumento de mais de 8% em relação a 2018.
Ainda assim, segundo dados do relatório divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), em 2020, cerca de 6 milhões de pessoas no mundo desconheciam ser portadoras do vírus.
Com o objetivo de desmistificar o assunto e promover a prevenção e o autocuidado no Dia Mundial do Combate à AIDS, lembrado em 1º de dezembro, a infectologista Dra. Anna Claudia Turdo, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, esclarece os principais mitos e verdades sobre a doença.
Todos os portadores de HIV têm Aids
Mito. Ser portador do vírus HIV não é a mesma coisa que ter AIDS, que é um estágio avançado da infecção com diminuição grave da imunidade do organismo. Muitos portadores do vírus vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença, caracterizada pelo enfraquecimento do sistema de defesa do corpo, facilitando o surgimento de doenças oportunistas.
A infectologista explica que, ao detectar a contaminação pelo vírus através do teste de HIV, o paciente deve iniciar o tratamento com antirretrovirais (ARVs) e acompanhamento médico a fim de evitar o desenvolvimento da Aids e prevenir infecções secundárias.
Beijo na boca transmite HIV
Depende. O vírus não é transmitido por meio da saliva. No entanto, é válido alertar para o risco de contaminação em casos de uma ferida na boca. “Apesar de raro, é possível entrar em contato com o sangue do parceiro durante o beijo e, nestes casos, é importante ter cuidado”, diz a médica.
Mulheres com HIV não podem engravidar
Mito. Com a evolução no tratamento do HIV, mulheres soropositivas podem engravidar e dar à luz a crianças sem o vírus. Chamada transmissão vertical, a contaminação do bebê pela mãe pode ser evitada quando as gestantes aderem ao tratamento corretamente e ficam sem vírus detectáveis nos exames de sangue (carga viral indetectável).
Dra. Anna ressalta que o Brasil é signatário do compromisso global de eliminar a transmissão vertical do HIV. “Essa é uma das prioridades das entidades de saúde do país e a estratégia adotada pelo Ministério da Saúde tem reduzido consideravelmente o número de casos de crianças contaminadas ao longo dos anos, principalmente com o diagnóstico materno durante o pré-natal.”
Preservativos nas relações sexuais previnem HIV/Aids
Verdade. O preservativo é o método mais acessível e eficaz na prevenção do HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis, HPV, gonorreia e alguns tipos de hepatites. “Pessoas com ou sem parceiros jamais devem abrir mão desta proteção. Lembrando que soropositivos com carga viral indetectável não propagam o vírus na população, mas ainda são susceptíveis e transmissores de outras doenças infecciosas”, complementou a infectologista.
Portadores de HIV têm expectativa de vida reduzida
Mito. A especialista do São Camilo reforça que, com a adesão ao tratamento adequado, os portadores de HIV podem apresentar a mesma expectativa de uma pessoa sem o vírus. Ela lembra que a doença não tem cura e, portanto, a prevenção é fundamental.
De acordo com dados do UNAIDS, a mortalidade por HIV teve uma queda de 42% desde 2010. O último relatório da organização aponta que, em 2020, cerca de 37,6 milhões de pessoas estavam vivendo com a doença no mundo, sendo que, desse total, 27,4 milhões tiveram acesso à terapia antirretroviral.
“Os dados indicam que ainda é necessário reforçar o alerta a população sobre os riscos da contaminação, que ocorre principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas e compartilhamento de seringas, bem como a importância de realizar testes regularmente”, alertou a médica.
A Dra. Anna destaca ainda a necessidade de combater o preconceito com a doença. “O estigma da pessoa com HIV faz com que muitas pessoas não realizem o teste regularmente, aumentando os riscos de contaminação e atrasando o início dos tratamentos, que são fundamentais para evitar o desenvolvimento da AIDS”, finalizou.
Economia: Inatividade presumida resulta em mais de mil contribuintes com inscrição estadual cassada
A cassação da inscrição ocorreu pela omissão na entrega das Guias de Informação e Apuração do ICMS
Redação
A Secretaria da Fazenda cassou a inscrição estadual de 1.064 contribuintes paulistas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por inatividade presumida. As notificações foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (7) e a relação dos contribuintes cassados pode ser consultada na página do Cadesp, clicando em Mais informações > Cassação.
A cassação da inscrição ocorreu pela omissão na entrega das Guias de Informação e Apuração do ICMS (GIAs) relativas a outubro, novembro e dezembro de 2019. Conforme disciplina a Portaria CAT 95/06, o contribuinte que desejar restabelecer a eficácia da inscrição tem prazo de 15 dias - contados da data de publicação em Diário Oficial - para apresentar reclamação e regularizar sua situação cadastral junto ao Posto Fiscal de sua vinculação. No caso de decisão desfavorável ao contribuinte (proferida pelo Chefe do Posto Fiscal), cabe recurso uma única vez ao Delegado Regional Tributário, sem efeito suspensivo, no prazo de 30 dias contados da notificação do despacho.
Os contribuintes omissos de GIA que efetuaram o recolhimento de ICMS, emitiram NF-e (Modelo 55) ou entregaram os arquivos de Escrituração Fiscal Digital do Sintegra ou do Registro Eletrônico de Documentos Digitais (REDF), não tiveram suas inscrições estaduais cassadas nos termos do §1º do Art. 4º da Portaria CAT 95/06. Entretanto, estes contribuintes continuam sujeitos às penalidades previstas em regulamento devido à falta do cumprimento das obrigações acessórias.
Veja abaixo o número de contribuintes que tiveram suas inscrições cassadas, de acordo com a respectiva Delegacia Regional Tributária:
Economia: Falta de transparência no processo de contratação de fretes é desafio para empresas
Com eficiente e rápida circulação de entregas, carregamentos e descargas
| Na greve dos caminhoneiros de 2018, por exemplo, em dez dias de duração, o país chegou à beira do caos |
Redação
Com mais de 1 milhão e 700 mil quilômetros de estradas, e considerada a quarta maior rede de rodovias do mundo, é óbvia a importância que o transporte de cargas tem para a economia e o desenvolvimento do Brasil. Na greve dos caminhoneiros de 2018, por exemplo, em dez dias de duração, o país chegou à beira do caos.
Ocorre que, mesmo com este modal concentrando 75% da movimentação de mercadorias, são muitos os problemas do setor, como a falta de transparência e de agilidade no processo de contratação de fretes, normalmente sem automação e ferramentas de apoio ao usuário. Para reverter este cenário, a Everlog, startup paulistana de gestão de logística criada há cinco anos e com clientes da indústria, varejo e e-commerce em várias regiões do país, após ter recebido um aporte de R$ 1,5 milhão, liderados pela Cedro Capital.
Com o dinheiro em mãos, a startup desenvolverá uma nova plataforma de compra de fretes, cuja previsão é de estar disponível para os usuários no primeiro trimestre de 2022.
Na prática, o novo serviço fornecerá aos embarcadores (empresas que necessitam do deslocamento do produto entre dois pontos da cadeia de suprimentos) acesso direto aos transportadores e principais aplicativos de carga no mercado, sem intermédio algum, garantindo estoques abastecidos, com eficiente e rápida circulação de entregas, carregamentos e descargas.
Para isso, a startup contratou profissionais de tecnologia da informação (TI) e projeta dobrar de tamanho nos próximos meses, conforme ressalta o sócio fundador da Everlog, Rodrigo Fávero. “Sendo o transporte de cargas uma fase considerável para o crescimento dos negócios, nossa meta é fazer com que a contratação de fretes deixe de ser um assunto crítico nas organizações”.
Para o lançamento deste novo aplicativo, a Everlog tem como “braço direito” a tecnologia, fazendo com que as empresas abandonem atividades vistas como “tradicionais”, mas que, na verdade, estão ultrapassadas por serem feitas manualmente.
Geralmente, os processos de contratação de fretes acontecem da seguinte forma: quando há uma nova demanda de serviço de entrega de mercadorias, o departamento de logística de um estabelecimento solicita das transportadoras, já listadas na relação de fornecedores, uma cotação, por e-mail ou por telefone. Estas, por sua vez, retornam o contato pelo mesmo canal, estabelecendo os termos do serviço, como prazo e valor. Como toda comunicação se dá de forma manual, tanto a empresa quanto a transportadora ficam restritas à capacidade de, no mínimo, dois funcionários (um de cada lado da negociação) para estabelecer os melhores parâmetros e, depois, fechar a contratação. “Este tipo de operação favorece que a empresa tenha, em seu time, colaboradores voltados a questões que não agregam valor e nem trazem benefícios e resultados para a operação”, comenta Fávero.
Com a nova ferramenta da Everlog, que levará em consideração as necessidades da operação logística do começo ao fim, como rota de transporte, característica da carga, data de saída e chegada, além de as empresas terem oportunidade de reduzir custos em transportes e operacionais, haverá um impacto direto no aproveitamento da equipe para trabalhos mais estratégicos, com controle e indicadores de gestão.
Economia: Como ter sucesso no empreendedorismo feminino?
Enorme esforço em conquistar algo que parecia muito distante da realidade
As mulheres empreendedoras estão ganhando seu devido espaço
Raquel Santos
O mercado está sendo cada vez mais tomado pelo protagonismo feminino. Mesmo ainda diante de inúmeras dificuldades marcadas pela extensa jornada de trabalho, sobrecarga e conciliação com as tarefas domésticas, as mulheres empreendedoras estão ganhando seu devido espaço.
Por muitos anos, a insegurança frente à baixa representatividade delas, seja no empreendedorismo ou mesmo no mercado de trabalho, foi um dos principais empecilhos enfrentados pela grande maioria das mulheres que tentavam conquistar seu espaço. Muitas acabavam desistindo de seus sonhos, desestimuladas pelo enorme esforço em conquistar algo que parecia muito distante da realidade.
Mas hoje, mesmo ainda presenciando diferenças, já notamos importantes sinais de mudanças. Em 2020, a participação feminina no empreendedorismo cresceu 40%, de acordo com a Rede Mulher Empreendedora. Atualmente, são mais de 30 milhões de mulheres empreendedoras no país, segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor.
Assim, o público feminino vem conquistando seu merecido espaço, onde suas extraordinárias competências podem ser utilizadas para gerir suas próprias empresas. Um dos aspectos mais relevantes desse movimento é o comando das finanças, que antes era delegada a pais, irmãos, maridos e primos, por ser considerada como uma área tipicamente masculina, onde eles teriam mais facilidade.
Atualmente, vemos que as empreendedoras não se deixam mais levar por esses estereótipos. Já estava mais do que na hora de rompê-los, entendendo que somos donas de nossas vidas e empresas por inteiro – e não somente pela atividade fim dela. Devemos assumir nossas responsabilidades e seguir nossos sonhos, enfrentando e superando dificuldades que, inevitavelmente, fazem parte de qualquer jornada de sucesso.
Obviamente, o sucesso do empreendedorismo feminino não tem uma fórmula mágica. Não existe uma receita pronta. É preciso que a mulher analise suas habilidades, interesses e identifique boas oportunidades de mercado, entendendo quais problemas elas têm capacidade de resolver para seus futuros clientes. Toda empresa nasce do preenchimento dessa lacuna, um cruzamento entre as competências do empreendedor e as necessidades da sociedade.
Cabe destacar que estamos presenciando constantes mudanças no comportamento do consumidor, fortemente impulsionadas pela pandemia. Os critérios levados em consideração na busca de um produto ou serviço, as características que eles prezam no atendimento ao cliente, assim como muitos outros fatores da jornada de compra, foram intensamente modificadas, o que torna esse entendimento o primeiro passo estratégico para a construção de um empreendimento de sucesso.
Portanto, é imprescindível conhecer seu público. Saiba o que seus clientes precisam, como e quando desejam comprar. Entenda as suas demandas, a qualidade esperada, o preço que aceitam pagar. Não se limite a criar negócios que são “mais do mesmo”. Inove. Crie seus próprios diferenciais. E, acima de tudo, respeite sua própria individualidade, buscando criar um negócio que te realize por completo.
Por fim, não tenha receio em tomar a frente da gestão financeira da sua empresa. Preze por uma boa administração, tendo um fluxo de caixa e o controle das receitas e despesas. É importante ainda ter uma reserva que permita que o negócio sobreviva por alguns meses. Isso fez toda a diferença durante a pandemia. A saúde financeira é fundamental para qualquer empresa.
As oportunidades estão sempre aparecendo e, devemos mais do que nunca, permitir e incentivar que as mulheres assumam o comando de suas próprias empresas, buscando liberdade, independência e realização pessoal, profissional e financeira. À elas, o lugar que merecem.
Raquel Santos é fundadora da iDelas, plataforma de gestão financeira exclusiva para mulheres empreendedoras.
Cidades: Direitos das vítimas de violência é pauta de audiência pública
A vítima não é adequadamente assistida
“O sistema é burocrático, as vítimas, na maioria dos casos, precisam esperar o encerramento do processo..."
Redação
A elaboração da Política Nacional dos Direitos das Vítimas da Violência foi o tema de uma audiência pública promovida pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) nesta quarta-feira (8). A proposta do evento foi ouvir especialistas e autoridades no tema e coletar informações para estruturar um instrumento de Estado efetivo, que proteja vítimas e familiares.
Na ocasião, a titular da Secretaria Nacional de Proteção Global (SNPG/MMFDH), Mariana Neris, ressaltou a necessidade do desenvolvimento de ações que apoiem as pessoas que sofrem violências. “Queremos construir de forma coletiva um projeto comum que realmente contenha ações e diretrizes para a proteção da vítima. Atualmente, há muitas leis de proteção ao agressor. Eles devem ter os seus direitos respeitados, mas é importante que tenhamos um olhar mais atento para as pessoas que sofrem a violência”, disse.
Segundo a secretária, o resultado dos debates servirão para a elaboração de uma minuta do decreto que instituirá a Política Nacional e será enviado, ainda, um projeto de lei ao Congresso Nacional para que seja discutida a temática no Legislativo.
Também participante da audiência, o diretor de Proteção e Defesa de Direitos Humanos da SNPG/MMFDH, Herbert de Barros, lembrou que os estudos para a construção desta política são realizados há algum tempo e com os esforços de vários atores relacionados ao tema.
“A Política Nacional que estamos elaborando visa à garantia dos direitos humanos para todas as vítimas com um olhar amplo. Essas vítimas gritam por justiça e a proposta prevê que elas sejam atendidas com apoio, proteção, informação clara e compreensível, reparação e maior participação no processo penal. A Política Nacional terá a participação e interligação de todos órgãos públicos que atuam no tema”, explicou.
Representantes do Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública, do Parlamento, de Governos Estaduais e da sociedade civil que participaram da reunião foram unânimes em dizer que, em muitos casos, a vítima não é adequadamente assistida e que uma atualização da legislação é urgente.
“O sistema é burocrático, as vítimas, na maioria dos casos, precisam esperar o encerramento do processo para ter, por exemplo, uma indenização e reparação. Acreditamos que, com essas inserções no documento que norteará a Política Nacional, os processos terão mais celeridade e as vítimas estarão mais protegidas e amparadas”, disse o representante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Marcelo Weitzel.
Opinião: O politicamente correto é correto?
Arquivo
| Muita gente sofreu, e pagou com a própria vida, para o Brasil ter democracia |
Também não me causa nenhum medo, as intimidações de Pms da #Rota
Luís Alberto Alves
Atualmente nós caímos numa
armadilha: a perda da #liberdade de
falar sobre determinados assuntos. Igual em uma #ditadura, caso seja rebelde acaba punido. No #regime militar brasileiro de 1964, a punição era na cadeia, após
sofrer as dores da #tortura por dias
e até meses. Hoje, é o esculacho nas #redes
sociais.
Os atuais #ditadores de plantão escolheram
grafias corretas, na visão deles, para que você se enquadre naquele
quadradinho. Portanto, antes de abrir a sua boca, pense bem no assunto que será
abordado. Do contrário, a infeliz cultura do #“cancelamento” cairá sobre a tua cabeça. Entrará para o clube dos
malditos, na visão desta minoria, que se julga acima do bem e do mal.
Jamais caia no erro de me
chamar de #negro, mas de cidadão
afro-descendente. Para esse pessoal, a palavra #negro soaria de forma pejorativa. Sou #negro há 61 anos e nunca tive problema com a minha #negritude, nem quando me chamavam de
criolo, moreno, cor de chocolate. Sabia distinguir quando era ofensa ou não.
Hoje não é assim, na visão do regime ditatorial existente no País.
Favela
Se você conhece algum dos
11,4 milhões de brasileiros que, por falta de recursos financeiros, tenha uma
casa numa das 6.329 #favelas
espalhadas por 323 cidades deste Brasil, segundo cálculo do #IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística), diga que ele mora numa comunidade, nunca #favela. Falar assim é desrespeito.
De repente você está numa
avenida bem movimentada e encontra alguém que pretenda atravessá-la, mas por
sérios problemas visuais não consegue, nunca diga que ajudou um dos 1,1 milhão
de #cegos que existe em nosso País
atualmente. Encha os pulmões de ar e fale #“deficiente
visual”. O contrário é deselegante, mesmo para os 4,4 milhões de pessoas
que têm doenças graves nos olhos.
Caso esteja almoçando em um #boteco e percebeu que alguém encontra
dificuldade para mastigar um pedaço de #carne
durante o almoço, não seja infeliz ao chamá-lo de #“banguela”. Infelizmente ele é um dos 20 milhões de pessoas que
não tem nenhum #dente na boca. No
jargão da atual #ditadura, é um
deficiente bucal.
Fome
Caso você passe pelo inferno
da #Cracolândia, no Centro de SP,
próximo à Praça Princesa Isabel, Avenidas Rio Branco e Duque de Caxias, não
cometa o desatino de dizer que ali se encontra parte dos 3,5 milhões de #drogados existentes no Brasil. Apenas
repita o mantra, de que eles são “usuários de substâncias ilícitas”. Como se
falando assim, a situação se tornasse boa.
Ao ver alguém pedindo
dinheiro para comprar #comida,
também seja educado e nunca fale que essa pessoa está incluída na triste
estatística dos 10,3 milhões de #famintos
existentes no Brasil, de acordo com dados do #IBGE. Apenas diga que são pessoas que enfrenta carência alimentar
ou famélica.
Abra a boca com cuidado e
pronuncie pausadamente que o Brasil tem, atualmente 221.869 pessoas em #situação de rua, segundo dados do #Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada). Para evitar a punição do atual regime ditatorial do #cancelamento, fique longe dos seus
lábios a indecente palavra #“mendigo”.
Médico
Cuidado ao ver ladrões sendo
presos pela #polícia. Como cidadãos,
que recusam trabalho e optam por roubar, os chamem de pessoas que “subtraem
recursos alheios”. A palavra #ladrão
é degradante e pode provocar sérios transtornos psicológicos.
Perante os nossos atuais #ditadores de plantão, uma minoria que
nunca andou de ônibus lotado às 5h da manhã para ajudar no sustento da família,
estudou em escola pública, onde bandidos ameaçam estuprar e roubar professoras;
aguentou histeria de chefe cobrando rápidos resultados, do contrário é
candidato à #demissão, ficou horas à
espera de atendimento médico em #hospital
público, morou na #periferia,
onde a sobrevivência é garantida pela famosa lei do “nada vi, nada falo, nada
ouvi’, o politicamente correto é correto.
Não é! Este que vos escreve
já levou borrachada da #PM, no final
da década de 1970, quando este país vivia numa #ditadura militar, reivindicado que um dia a democracia fosse
realidade. Também perdi parente torturado na casa de terror da Rua Tomaz
Carvalhal, 1.030, bairro do Paraíso, onde funcionava o #DOI/Codi.
Frescura
Por causa de minha #cor, da qual me orgulho, perdi muito emprego e sofri inúmeras
perseguições. Já nem me preocupo quando vou a algum #shopping center, sozinho ou com minha família, e me torno alvo dos
olhos dos seguranças.
Também não me causa nenhum
medo, as intimidações de Pms da #Rota
(Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) e da #Força
Tática, quando me observam lentamente ao volante do meu carro, principalmente
quando chego em casa à noite.
Correto, em minha opinião, é
deixar essa frescura do #“politicamente correto de lado” e
olhar para o próximo. Procurar ajudá-lo. Lutar para que os seus sonhos sejam
realidade algum dia. É levar comida, roupa e palavra de fé aos moradores de
ruas, como faço quando tenho oportunidade, sem a preocupação de aparecer nas
redes sociais.
Revolução
É socorrer alguém,
financeiramente, sem luz, água e comida em casa. É entrar num quarto de #UTI (Unidade de Terapia Intensiva),
como já fiz diversas vezes, e trazer uma palavra de conforto para os familiares
de pacientes próximos da morte. É chorar e se alegrar com o próximo.
Fazer revolução ou acusação
escondido atrás de um celular ou computador é fácil. Difícil é colocar a cara
para bater em público. Em tempo: a #Constituição
Federal me permite a livre manifestação de pensamento, conforme art.5º,
inciso IV, do capítulo I, Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos.
*Luís Alberto Alves,
jornalista e editor do blogue Boca Ligeira.
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