11 junho 2022

Rala bucho: Ghabi e Bruno Chelles lançam "Era Tão Fácil"

 Música chega acompanhada de videoclipe gravado em um teatro

Redação/Hourpress

Trazendo a suavidade à sua música, a cantora Ghabi lança nesta sexta-feira (10) a faixa "Era Tão Fácil", com participação do cantor e produtor Bruno Chelles. Composta em um song camp na Bahia, a música marca uma mudança no trabalho autoral da cantora e chega acompanhada de videoclipe gravado em um teatro.

Veja o clipe: https://youtu.be/x8uaDQQo6dw

Se despedindo do pop mais melódico e leve, Ghabi canta sobre as mudanças nos relacionamentos, baseadas no desejo de se encaixar no mundo. Mas essa busca, muitas vezes, gera uma descaracterização pessoal.

"É uma música que fala basicamente sobre separação e sobre a dificuldade de amar nos dias de hoje, num mundo de redes sociais, num mundo onde as pessoas estão cada vez mais superficiais e é difícil a gente achar profundidade nos relacionamentos novos. E essa música fala sobre uma mudança na pessoa amada, tanto que ela fala sobre uma lembrança de um começo e como essa pessoa mudou, como essa pessoa ficou distante, e ele vê a pessoa pela tela, pela tela de um telefone, e se pergunta quem é ela. Por essa coisa de mudança de comportamento, de querer se espelhar nas pessoas que a gente vê nas redes sociais, e isso às vezes não reflete a nossa identidade", explica Ghabi.

Ouça a música: https://ada.lnk.to/erataofacil  

Segundo a cantora, esse fluxo gera uma padronização nos indivíduos, que acabam perdendo suas características pessoais. 

"A gente tem ficado cada vez mais padronizado, tanto esteticamente, quanto de comportamento, e tem deixado cada vez menos a nossa essência falar. Então 'Era Tão Fácil' fala sobre essa estranheza em ver a pessoa amada depois do término do relacionamento e é uma música que tem toda a linha melódica muito do 3030, ela foi toda produzida pelo LK, que é uma linha melódica que fala muito comigo também, essa coisa da brasilidade, de elementos brasileiros dentro de uma música urbana", acrescentou. 


Rala bucho: Leandro Lehart lança versão da clássica "Falsa Consideração"

 Faixa faz parte do álbum Violão É no Fundo do Quintal 2



Redação/Hourpress

Leandro Lehart lança hoje, 10 de junho, o novo single Falsa Consideração, que faz parte do projeto Violão É no Fundo do Quintal 2. Na companhia de um violão, o cantor adiciona seu próprio toque à clássica canção de maneira melancólica e suave.

Ouça aqui.

Para comemorar o lançamento com os fãs, Leandro cantou em uma Live exclusiva para quem fez o pré-save da música e convidou os fãs para assistirem à estreia do clipe. É tocando violão e sentado no meio de um palco vazio que Leandro interpreta a canção para o telespectador. O jogo de luzes cria um cenário belo e simples, deixando o foco para a mensagem que o cantor passa ao longo dos três minutos de música. “Agora eu sei que o amor que você prometeu não foi igual ao que você me deu. Era mentir o que você jurou, mas não faz mal. Eu aprendi que não se deve crer em tudo aquilo que alguém nos diz num momento de prazer, ou de amor. ”, canta Leandro os tão conhecidos versos.

Assista ao vídeo aqui.

Sobre reinterpretar um grande clássico, Leandro comentou:

“Regravar um clássico muito conhecido, para mim, é uma grande responsabilidade. É uma música que vem dos anos 80, estourou e perdura até os dias de hoje. Ela continua sendo uma das músicas mais conhecidas, mais tocadas. ‘Falsa Consideração’ é um hino, ela é cantada em todos os pagodes pelas novas gerações. Trazer esse clássico de volta é uma coisa incrível, porque eu cantava isso nas ruas, nas rodas de samba com o Art Popular. E, depois de quase quatro décadas, ainda fazer as pessoas cantarem ela, é maravilhoso. ”

Rala bucho: Yunk Vino lança "VLife", o primeiro single de seu próximo álbum de estúdio

 


Redação/Hourpress

Em menos de quatro anos, Yunk Vino despontou como uma das principais revelações do trap nacional. O artista paulistano, que soma mais de 1,6 milhões de ouvintes mensais no Spotify, 78 milhões de visualizações em seu canal do YouTube, ao longo de 5 mixtapes lançadas, inicia um novo projeto. “VLife” é o primeiro single do próximo álbum de estúdio do trapper, previsto para o segundo semestre. Com produção de Wiu, a faixa chegou aos aplicativos de streaming de áudio no dia 10 de junho (ouça aqui), acompanhada de um videoclipe produzido pela Labbel Records, selo da gravadora Boogie Naipe, e já disponível no canal de YouTube de Vino (assista aqui).

“Eu acho que esse single foi escolhido para ser o primeiro do álbum porque senão eu ia acabar perdendo o feeling da música. E isso é algo que acontece muito, e como eu tenho um carinho, um gosto muito grande por essa música, eu não queria que isso acontecesse com ela”, explica Yunk Vino, que só este ano já colaborou em mais de cinco novas tracks, somando assim altos números e a presença em importantes festivais como Rep Festival (RJ), Alma Festival  (RJ) e o CENA 2K22 (SP).

Dirigido por Miguel & Lucas Santos, o videoclipe de “VLife” teve sua trilha sonora produzida por Wiu, e, além de marcar o retorno dos projetos solos de Vino, é também uma criação que fala sobre o fechamento em amizades, bebidas, relacionamentos e ostentação. “Eu estou muito ansioso para saber o feedback do pessoal. É uma música que os meus fãs já queriam muito, então esse é um momento bom para lançá-la”, finalizou o artista. 

 

Ouça o single “VLife” aqui
Assista ao videoclipe de “VLife” aqui

Fogo puro: Inadimplência no Brasil soma R$ 92 bilhões, maior desde 2012

 Credores apostam na tecnologia para reaver esses recursos

    Pixabay

As dívidas não pagas referentes à carteira correspondem a R$ 92 bilhões


Redação/Hourpress

De acordo com o Painel de Operações de Crédito do Banco Central, o país iniciou 2022 com R$ 4,6 trilhões (dados de dezembro de 2021) em carteira de crédito – isto é, o dinheiro que empresas e pessoas físicas têm em empréstimos tomados. Ainda segundo o mesmo levantamento, a taxa de inadimplência equivale a 2% desse montante. Ou seja: as dívidas não pagas referentes à carteira correspondem a R$ 92 bilhões.

Essa inadimplência registrou ligeiro crescimento, se comparada ao final de 2020, quando, em dezembro daquele ano, estava em 1,86%. Em termos percentuais, a situação é melhor que dez anos atrás, por exemplo, quando essa inadimplência atingiu 3%. Em contrapartida, àquela altura a carteira de crédito pouco passava dos R$ 2 bilhões. Em outras palavras, em cifras absolutas, os R$ 92 bilhões de inadimplência atuais são o maior montante desde 2012, pelo menos.

Se para quem toma dinheiro emprestado a inadimplência é um problema a resolver, para as instituições credoras reaver esses recursos muitas vezes é um desafio. Primeiro, porque se trata de montantes que precisam retornar ao caixa da empresa credora, a fim de se assegurar a sustentabilidade financeira. Depois, porque nem sempre recuperar o dinheiro emprestado e não devolvido é tarefa das mais fáceis.

Paraná

A remessa de valores para paraísos fiscais e o uso de laranjas costumam complicar a retomada dos recursos emprestados e em inadimplência. Por essa razão, instrumentos tecnológicos avançados e metodologias minuciosas entram em cena no trabalho de busca de patrimônio dos devedores, conforme explica o coordenador de investigações Guilherme Cortez, de uma empresa de base tecnológica especializada em inteligência forense – a Leme Inteligência Forense, do Paraná.

“As estratégias de investigação patrimonial contemporâneas envolvem inteligência artificial e automatização para cruzamento de dados e informações. Por exemplo, dados do próprio inadimplente, e entre os do inadimplente e seu círculo familiar e de relações. Dessa forma, é possível identificar patrimônios desse inadimplente que são registrados em nome de terceiros. Com essa constatação, abre-se caminho para a empresa credora reaver os recursos”, expõe Guilherme Cortez.

Os indicadores do trabalho da Leme são um termômetro para medir o quanto a inteligência forense de base tecnológica vem sendo procurada por grandes instituições credoras. De 2019 para cá, a carteira de clientes da legaltech vem crescendo em média 10% ao ano, informa o CEO da empresa, Valdo Silveira. Entre 2018 e 2021, a Leme conseguiu localizar mais de R$ 8,1 bilhões de patrimônio de devedores para instituições credoras que contrataram o serviço de investigação inteligente.

Credores

Nesses valores, estão bens encontrados não só no Brasil, como no exterior. Países como Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, e ainda paraísos fiscais como Suíça, Panamá, Luxemburgo, Nova Zelândia, Bahamas, Ilhas Virgens Britânicas e Ilhas Bermudas estão entre os principais destinos desses recursos que buscam ser ocultados dos credores.

“O trabalho envolve automação e inteligência artificial, mas muita inteligência humana também, para análise dos resultados e encaminhamentos cabíveis, inclusive judiciais. Essa análise é decisiva para a efetividade do trabalho de recuperação de patrimônio”, assinalou o coordenador de investigações da Leme.


16 abril 2022

Flash back: The Manhattans no Espaço das Américas, em SP


Luís Alberto Alves/hourpress

Quem gosta de boa música, daquelas de dançar de rosto coladinho, marcou presença no Espaço das Américas, Barra Funda, Zona Oeste da cidade, no dia 10 de abril. É raro uma banda igual The Manhattans dar as caras por aqu. Quando acontece é bom aproveitar.

Sacanagem: Falta de acesso a medicamentos está prejudicando pacientes com câncer, alertam médicos

 Ministério da Saúde explica que a pandemia atrapalhou a compra e distribuição de remédios



Redação/Hourpress/Agência Câmara

A comissão especial da Câmara dos Deputados destinada a acompanhar as ações de combate ao câncer no Brasil ouviu, na terça-feira (12), críticas de médicos e representantes de entidades da sociedade civil sobre a compra e distribuição de medicamentos para a doença no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia, Paulo Hoff, disse aos deputados que é preciso usar as ferramentas disponíveis para que os desperdícios não convivam com a falta de medicamentos, como acontece atualmente. Segundo ele, uma compra centralizada e bem planejada faria com que as novas tecnologias estivessem disponíveis para toda a população.

“O poder de compra, o poder de negociação do governo federal poderia ser utilizado para conseguir um custo menor dessas terapias de alto custo e o governo poderia disponibilizar créditos desses produtos para as unidades federadas para que isso pudesse chegar aos pacientes então”, sugeriu o médico.

Burocracia
A representante do Instituto Lado a Lado pela Vida Denise Blaques, por sua vez, criticou a burocracia que impede o acesso dos pacientes aos medicamentos.

“Os hospitais hoje não podem comprar medicamentos para futuros pacientes mesmo sabendo que tem 200 cadastrados com um tipo de câncer e que a cada mês ele vai atender 20, 30 novos casos desse mesmo câncer", exemplificou. "Os hospitais têm que esperar a próxima compra para incluir esses novos pacientes na lista e só então comprar o tratamento. E o pior: não há data prevista para essa próxima compra”, reclamou.

Denise Blaques lembrou que anualmente 600 mil brasileiros desenvolvem câncer, e os tratamentos muitas vezes não são eficientes porque demoram a começar.

Pandemia
A representante do Ministério da Saúde no debate, Clariça Soares, afirmou que já existe dentro do ministério a divisão de medicamentos comprados pelo governo federal e pelas secretarias estaduais, mas admitiu que, com a pandemia, a compra e distribuição de remédios foi prejudicada.

“A gente teve o impacto muito grande da pandemia, que gerou uma escassez dos insumos farmacêuticos ativos e uma dificuldade na logística, porque as fronteiras foram fechadas. Até pouco tempo atrás muitos medicamentos importados tinham que ser trazidos de navio, o que deixava a logística ainda mais demorada", explicou. Ela ressaltou ainda que o preço dos medicamentos sofreu um impacto muito significativo. "Então algumas situações que ocorrem aí nesse processo acabam impactando o tratamento desse paciente.”

Gestão dos recursos
A deputada Silvia Cristina (PL-RO), que pediu a realização da audiência, destacou que o papel da comissão é justamente apontar soluções para que novas tecnologias de tratamento do câncer estejam disponíveis para os pacientes do SUS dentro do prazo adequado.

“A gestão do serviço público precisa existir porque existe um protocolo de tratamento de uma doença que é tão traumática na vida de tantas pessoas. Nós não temos mais espaço e nem tempo de ainda receber reclamações de que estão faltando medicamentos”, disse Silvia Cristina.

O vice-presidente da Interfarma, Eduardo Calderari, lembrou ainda que há prazo para usar os medicamentos. Ele ressaltou que as terapias têm hora certa para serem utilizadas, e que por isso é preciso garantir aos pacientes um diagnóstico precoce.


Demorou: Projeto Reconecte beneficiará mais 855 famílias brasileiras

 


Redação/Hourpress

Fortalecer os vínculos familiares por meio do uso inteligente das novas tecnologias. Essa é a proposta do Projeto Reconecte, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), que estará em mais 10 municípios desde segunda-feira (11). Com as novas adesões, serão contempladas cerca de 855 famílias de Florínea (SP), Charqueada (SP), Padre Marcos (PI), Carambeí (PR), Porto União (SC), Campestre (MG), Igarapé (MG), Tupanciretã (RS), Mogeiro (PB) e Gurinhém (PB).

Durante a cerimônia virtual de assinatura dos acordos de cooperação técnica que irão iniciar a implementação da iniciativa, a titular da Secretaria Nacional da Família (SNF/MMFDH), Angela Gandra, ressaltou que a tecnologia precisa ser utilizada para fortalecer os vínculos familiares e aproximar os membros da família, ao invés de afastá-los.

“O olho no olho continua fazendo a diferença na relação conjugal e também no relacionamento entre pais e filhos. Atualmente, vemos filhos que não soltam o celular, pais que não dão atenção às crianças, problemas de saúde e familiares devido à dependência tecnológica, aumento dos crimes cibernéticos. O Reconecte vem com o intuito de enfrentar esses problemas”, afirmou.

Mundo

“Precisamos nos reconectar com a família, a sociedade e com nós mesmos. Que o mundo real possa ser trazido de volta. Que pequenas ações sejam feitas, como não pegar o celular na hora do jantar. São coisas assim, pequenas, que podem fazer a diferença. Nós temos que ter o controle da tecnologia e não deixar que ela nos controle”, completou a secretária.

O prefeito de Mogeiro (PB), Antonio Ferreira, citou a importância das famílias estarem atentas para proteger as crianças e adolescentes de crimes como a pedofilia em ambientes cibernéticos.

“Com a globalização e a conectividade, o mundo está no celular. Mas, por meio das ferramentas digitais, nós também podemos combater práticas criminosas e chegar às famílias. Precisamos pensar na melhor forma de fazer isso e como utilizar a conectividade em nosso favor. Por isso nós abraçamos o Projeto Reconecte e vamos levar essas ações às famílias”, disse.

Participaram do evento os prefeitos de Tupaciretã (RS), Gustavo Terra; de Carambeí (PR), Elisângela Pedroso; de Campestre (MG), Antonio Franco; de Porto União (SC), Eliseu Mibach; de Gurinhém (PB), Tarcísio de Paiva; e de Igarapé (MG), Arnaldo Chaves, e outras autoridades municipais.

Resultados

No evento, gestores da SNF/MMFDH anunciaram que os resultados gerais e efeitos práticos observados nas famílias que já participaram das oficinas do Projeto Reconecte serão apresentados no seminário “A Família e as Tecnologias Digitais”. O evento está previsto para acontecer no dia 13 de maio de 2022 em alusão ao Dia Internacional da Família.

Reconecte

O Projeto Reconecte visa a fortalecer os vínculos familiares por meio do uso inteligente das novas tecnologias, além do acesso ao conhecimento científico sobre a utilização de recursos tecnológicos de maneira adequada. Por meio da ação, são abordados aspectos sociais, educacionais e de saúde física e psíquica que promovam reeducação tecnológica e fortalecimento de relações sociais reais.

No total, 17 municípios e os estados de Santa Catarina e Paraná já aderiram ao Reconecte. Outros 27 municípios estão em tratativas. A previsão é que mais de 8,3 mil famílias sejam alcançadas até o fim de 2022.

Entre os objetivos específicos, constam esclarecer a respeito dos impactos do uso inadequado da tecnologia nas relações familiares; promover uma conscientização sobre a utilização dos recursos tecnológicos de maneira inteligente; iniciar um debate nos mais diversos segmentos sociais sobre o papel da tecnologia nas relações humanas; e despertar nas pessoas um entendimento sobre o papel da família na promoção do uso de recursos tecnológicos de forma inteligente.

Rala bucho: Dekão lança trap 'Ela quer viajar'

 

Lançamento conta com realização do produtor Palaze e traz uma identidade única e diferenciada ao trap nacional



Redação/Hourpress

Dekão lançou nesta sexta-feira (15), ‘Ela quer viajar’, som que carrega a essência do gênero musical com uma pegada latina, cheia de energia e ritmo contagiante.
A nova música é produzida pelo produtor Palaze, que já realizou trabalhos renomados com artistas como Matuê, Pop Smoke, Lil Tjay e Sidoka.
O som também foi gravado e mixado pelo prod. Batista da Mindhunters, e masterizado por Brendan Duffrey, um time de estrelas.

“A música fala sobre trabalhar e prosperar com disciplina, de acordo com seus objetivos, mas ao mesmo tempo, sabendo curtir a vida, viajar e aproveitar cada momento. É a história de quem está sempre ‘no corre’, mas sabe se divertir ao lado de sua parceira, apreciando as coisas boas da vida.”, explica Dekão.

‘Ela quer viajar’ conta com um clipe gravado partes em São Paulo e partes no Nordeste, realizado pela produtora Mindhunters. O clipe estreia dia 15 de abril no YouTube, junto com o lançamento do single no Spotify, pela distribuidora Fuga, com o selo GMusic.

De origem na Zona Sul de São Paulo, Dekão está na cena desde 2013, com origens no Rap, Rock e Reggae autoral com a banda Detox 13. O artista vê a música como meio de propagação de mensagens que inspirem as pessoas a buscarem seus sonhos e objetivos, superar dificuldades e encontrar reflexão, informação e diversão.

Esse é o segundo lançamento do artista em 2022. Em fevereiro, ele lançou ‘Combustível’, música que fez com que o artista ultrapassasse 100 mil players na plataforma Spotify. Em 2021, Dekão lançou seu principal sucesso: ‘Saindo de casa’, feat Pedro Qualy do Haikaiss, que já conta com mais de 100 mil visualizações no YouTube.



Rala bucho: Nobat lança single que homenageia o samba

 A presença de um nome como de Elza Soares



Redação/Hourpress

“Me Deixa Sambar”, novo single de Nobat, une três vivências repletas de identidade e potência. O cantor e compositor mineiro tem a companhia luxuosa de Elza Soares BNegão neste novo trabalho, segundo capítulo de uma trilogia que atravessa vários Brasis de diferentes perspectivas, para então celebrar um dos principais gêneros musicais nacionais, o samba. As gravações foram feitas em março de 2021, alguns meses antes da passagem de Elza, sendo um dos seus últimos registros fonográficos. No dia 14 de abril, a faixa chega nas plataformas de streaming (ouça aqui). Trata-se do segundo single do próximo disco do artista, MESTIÇO, previsto para junho. “Me Deixa Sambar” vem acompanhada de um videoclipe que enaltece a beleza de Belo Horizonte, a força da dança e dedica uma delicada homenagem à Elza. (assista ao videoclipe aqui).

A presença de um nome como de Elza Soares em um trabalho como este toca profundamente no imaginário popular brasileiro, por tudo que representou a vida e obra da “Mulher do Fim do Mundo”. "Na noite em que ela gravou a canção, nós nos falamos por telefone e foi uma das experiências mais incríveis da minha vida. Ouvi-la dizer meu nome já foi uma das maiores emoções que vivi, mas mais fabuloso ainda foi poder ouvir seu olhar sobre a música, sobre nosso povo, nosso país”, relata Nobat, que destaca uma fala entre as que foram trocadas com Elza: “o Brasil sempre vence no final”. “Não tenho muitos ídolos, mas Elza certamente era, é e permanecerá como uma das únicas da minha vida e carreira”, complementa.

Como um grito pela liberdade, a escolha por homenagear o samba passa pelo histórico do gênero sempre ligado às classes trabalhadoras, com visões politizadas e ainda assim, muitas vezes, esperançosas. Por conta de suas visões social e política, e de uma história que atravessa o samba em diversos momentos, BNegão foi essencial como uma das vozes da música. “Ele é um artista que pautou o pensamento e comportamento de uma geração, um cara que sempre elaborou muito bem sua visão sobre seu tempo e nosso povo. É para mim motivo de muito orgulho tê-lo nesse trabalho e foi fundamental sua participação nessa faixa”, conta o mineiro sobre a parceria com o carioca.

Digno

Com produção musical de Barral Lima, o arranjo da música faz referência a variações do ritmo, como o samba-funk, a gafieira e o samba-rock, tudo isso em comunhão com beats, sintetizadores e samples, estabelecendo assim uma relação entre o tradicional e o contemporâneo. Este é outro aspecto que reforça a presença de Elza no trabalho que, além de ter sido uma artista sempre inquieta, conectada à estética de cada década, teve sua história intimamente conectada ao samba. “Sempre digo que ser brasileiro é um dos pontos cruciais da minha identidade como um ser que vive, pensa, fala, canta. O samba é um dos principais dados dessa identidade, pois é uma das coisas mais incríveis que o Brasil entregou ao mundo e faz parte da minha vida muito antes de eu nascer”, comenta.

Dirigido por Natacha Vassou e Lucas Espeto, o videoclipe da faixa foi gravado na capital mineira em março deste ano. A performance da dançarina Raquel Cabeneco emite uma mensagem de protesto: “‘me deixa sambar’, como quem diz, ‘me deixa viver!’”, reflete Nobat sobre o registro audiovisual. 

Carregado de emoção, o conjunto da obra exprime a grandeza de Elza e a falta que a mesma deixa. “Senti muita emoção e acredito que foi ali, ao ouvir sua voz cantando enquanto rodamos o clipe, que me caiu a última ficha de que, ao mesmo tempo, realizei esse sonho incrível de trabalhar com uma das maiores cantoras da história da MPB, mas que também a perdemos. Artistas como Elza não vão embora, sua arte e sua vida ecoarão em nós para sempre. O que importa é o que faremos com isso. Como a própria rainha diz no fim da canção: ‘Se liga, Brasil: eu quero ver a gente sambando (sonhando) de novo’”, finalizou.


Ouça “Me Deixa Sambar” aqui
Assista ao videoclipe de “Me Deixa Sambar" aqui

Rala bucho: Fabiane Pereira recebe Vanessa da Mata no Rádio Retrato

 O carinho presente em histórias como essa é o que compõe o programa

Vanessa da Mata é uma das convidadas do programa


Redação/Hourpress

Recém-estreado na rede de rádios Novabrasil FM, o Rádio Retrato promove semanalmente uma viagem musical e afetiva com um artista consagrado. A apresentadora Fabiane Pereira conversa, no dia 17 de abril (domingo), às 7h, com a segunda convidada do programa: a cantora, compositora e escritora Vanessa da Mata, que compartilhou os bastidores da faixa “A Força Que Nunca Seca” – composta ao lado de Chico César e gravada por Maria Bethânia no álbum de estúdio homônimo à faixa, lançado em 1999. Ouça a rádio Novabrasil aqui

“Conheci o Chico César por meio da baterista e percussionista Simone Sou, que tocava com ele e também em uma banda minha. Era um grupo de meninas que juntei quando tinha acabado de chegar do Mato Grosso. Elas que me davam ‘aulas’, me apresentavam a uma série de coisas e pessoas, e uma dessas pessoas foi o Chico. Eu havia escrito a música ‘A Força Que Nunca Seca’, que era para a minha avó, mas acabou nos unindo, pois também o lembrava de sua mãe. Então, a feitura da música foi muito rápida, e aí ele logo falou que essa canção não tinha como não ser para a Bethânia, a qual sempre amei”, relembra a cantora mato-grossense. 

O carinho presente em histórias como essa é o que compõe o programa e mostra sua potência no rádio: “este é o meio perfeito para conversas afetivas que promovam memórias coletivas, porque está em 80% dos domicílios brasileiros”, pontua Fabiane. “A Novabrasil acredita no poder da música como agente transformador capaz de aproximar as pessoas e gerar experiências memoráveis. Ouvir os maiores ídolos da nossa música no rádio é valorizar o que nos torna únicos e originais como brasileiros. A missão da Novabrasil é dar cada vez mais espaço para essas trocas e gerar mais negócios associados à nossa cultura”, completa Danilo Fuin, diretor executivo da rede Novabrasil.

O bate-papo promovido pelo programa tem como pauta principal a música e seus afetos, com o intuito de estreitar a relação entre ouvintes e músicos do Brasil. “O Rádio Retrato convida o ouvinte para uma viagem embalada pelas músicas que fazem parte do nosso cancioneiro popular”, comenta a apresentadora Fabiane. No primeiro dos doze episódios do programa, que surge como uma celebração aos 22 anos da rede, a jornalista conversou com o carioca Frejat (ouça aqui).

Morre general Newton Cruz, outro triste símbolo da ditadura de 1964

 Como autoafirmação, ele aparecia diante da tropa montado em um cavalo branco, às vezes de chicote nas mãos



Luís Alberto Alves/Hourpress

A morte, neste sábado (16), do general Newton Cruz, me trouxe à lembrança a ruindade de um dos representantes da Ditadura de 1964, que terminou com a eleição da chapa Tancredo Neves/José Sarney em 1985. Como autoafirmação, ele aparecia diante da tropa montado em um cavalo branco, às vezes de chicote nas mãos.

Em abril de 1984, o Congresso Nacional iria votar a Emenda Dante de Oliveira, que propunha eleição direta para presidente da República. A votação ocorreria no dia 25 de abril daquele ano. Como cresciam os protestos em todo o Brasil contra o Regime Militar, Newton Cruz, chefe do tenebroso SNI (Serviço Nacional de Informações), proibiu  qualquer tipo de manifestação.

A mais bizarra foi impedir o uso de quaisquer objetos, inclusive peças de roupas, na cor amarela. Caso alguém desrespeitasse, seria preso. Algo parecido ocorreu no governo Michel Temer, em 2017, que baixou decreto classificando de ato terrorista alguém usar frasco de vinagre durante manifestações.  Para cortar o efeito das bombas de efeito moral, o vinagre sumiu dos supermercados em dia de protesto contra a reforma trabalhista.

Rio Centro

Newton Cruz morreu sem conhecer o sabor amargo da prisão por envolvimento no caso do centro de exposição do Rio Centro, no Rio de Janeiro, em que dois militares do Exército, lotados no DOI/Codi, carioca, levaram explosivos para detonar durante show em homenagem ao Dia do Trabalho. Felizmente, uma das bombas estourou no colo do sargento Guilherme do Rosário.

Cruz, como chefe do SNI, tinha conhecimento do que fariam os psicopatas que trabalhavam no DOI/Codi, responsável pelo sumiço de vários opositores do Regime de 1964, entre eles o jornalista Vladimir Herzog e o metalúrgico Manoel Fiel Filho, em 1975 e 1976, respectivamente. Infelizmente, o STF (Supremo Tribunal Federal) trancou o processo e impediu que ele fosse condenado. Rumou para o túmulo sem passar pela cadeia.

Na internet é possível assistir a um vídeo em que um jornalista, durante entrevista coletiva, é agredido por Newton Cruz, num show de truculência. Ali é possível imaginar o que acontecia nos quarteis, com quem tinha coragem e dignidade de bater de frente contra a Ditadura de 1964. Infelizmente, muitas pessoas, por causa do desconhecimento, pedem a volta deste nefasto regime.

Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Boca Ligeira.

Amostra de truculência contra imprensa

(166) Liberdade de Imprensa no Brasil - General Newton Cruz - YouTube


Flash black: Isley Brothers e a linda "The Highways of My Life"

Luís Alberto Alves/Hourpres Em 1973, a banda Isley Brothers lançava a bela "The Higways of My Love", que estourou nos bailes e rád...