29 novembro 2021

Economia: A regulamentação do teletrabalho analisada à luz da pandemia da covid-19

Entretanto, é necessário fazer uma análise das normas de proteção ao trabalho à luz das novas tecnologias


Hoje, ele se desenvolve rapidamente com os recursos de tecnologia

 *Isabelli Gravatá



Com o avanço do desenvolvimento tecnológico, a utilização dos dispositivos móveis e o aumento do consumo de internet e dos demais equipamentos de trabalho informatizados, é possível que a execução dos serviços seja realizada de qualquer lugar. Diante disso, as atividades feitas fora das organizações já são uma realidade no Brasil e no mundo. A pandemia provocada pela covid-19 também impactou de forma significativa para que houvesse uma modernização acelerada. Entretanto, é necessário fazer uma análise das normas de proteção ao trabalho à luz das novas tecnologias, em paralelo à crise sanitária do novo coronavírus.

O teletrabalho surgiu graças ao nascimento de meios de telecomunicação como o telefone, os bipes e os computadores. Hoje, ele se desenvolve rapidamente com os recursos de tecnologia mais avançados, que tornam a vida cada dia mais conectada e apresentam uma grande relevância para solução de problemas sociais modernos.

Em 2011, foi publicada a Lei nº. 12.551 que alterou a redação do artigo 6º da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), possibilitando o reconhecimento de vínculo empregatício entre empregador e empregado que realiza tarefas à distância. Com isso, foi legitimado o trabalho realizado fora do estabelecimento do empregador, com uso da informática ou dos meios telemáticos.

A reforma trabalhista (Lei nº. 13.467/2017) regulamentou o teletrabalho nos artigos 62, III e 75-A ao 75-E da CLT, assegurando que as organizações devem instruir os empregados quanto às precauções que precisam ser tomadas para evitar o risco de acidentes e doenças. Mas, como a discussão sobre o trabalho remoto de forma permanente ainda é nova, o legislador ainda está avaliando o que pode ser considerado um risco no trabalho remoto. O Brasil caminhava para absorver o teletrabalho na rotina, mas, no ano passado, o mundo precisou se adaptar aceleradamente, devido à pandemia global da covid-19. Após a decretação de estado de calamidade, de forma rápida, o mercado de trabalho migrou por completo para o ambiente virtual. O isolamento social, como medida de proteção à saúde, acelerou a necessidade de adaptação do sistema produtivo ao trabalho remoto.

Em março do ano passado, foi editada a Medida Provisória nº 927, em caráter complementar à Medida Provisória nº 928, visando a preservação do emprego e da renda, e o enfrentamento do estado de calamidade pública, englobando a previsão do teletrabalho.

A utilização do trabalho à distância em tempos de pandemia do coronavírus foi necessária. A população precisou enfrentar o lockdown (fechamento do comércio e afins) e a única forma de manter algumas atividades foi através da adoção do sistema remoto.

Nesse sentido, é possível perceber a importância da implementação do teletrabalho para o mundo econômico. Com a pandemia e a necessidade de promover medidas de distanciamento social, esta modalidade se tornou uma das alternativas mais viáveis para as empresas darem continuidade às atividades. Foi uma forma segura de manter os empregados ativos sem a paralisação das operações empresariais. Esse sistema de trabalho passou a ocupar um papel essencial durante a pandemia. Porém, ainda existe uma necessidade de atualização da regulamentação específica, uma vez que os requisitos dispostos na CLT não estão de acordo com as disposições e princípios constitucionais inerentes aos trabalhadores.

O trabalho realizado à distância nos faz refletir sobre a forma como é desenvolvido e se há um verdadeiro respeito ao adequado meio ambiente do trabalho. As relações sociais mudam diariamente e é chegado o momento de mudar também as relações de trabalho. O modelo tradicional, com desempenho das atividades laborativas na sede física da empresa, se mostra cada dia mais ultrapassado, podendo gerar sérios problemas ao desenvolvimento e saúde do trabalhador.

A legislação atual não prevê uma forma de controle ou fiscalização dos locais onde o empregado poderá prestar serviço, nem tem sido fácil controlar a quantidade de horas efetivas de trabalho. Com isso, diuturnamente se ofende o princípio da dignidade da pessoa humana e não se tem um adequado ambiente de trabalho. O fato de a reforma trabalhista ter excluído os teletrabalhadores do capítulo da Duração da Jornada, não pode nos afastar dos preceitos Constitucionais básicos.

É indiscutível o fato que essa temática só tende a crescer, devendo ocupar um papel mais relevante do que no período anterior a pandemia. Não se pode deixar de reconhecer que a utilização do teletrabalho possibilita manter os profissionais empregados, seguros contra o coronavírus e atenuando a curva de infectados. Além disso, garante a estabilidade dos empreendimentos durante o período de crise, mesmo carecendo de uma melhor regulamentação.

Portanto, os questionamentos evidenciaram que o trabalho à distância não impossibilita o cumprimento das normas de proteção ao trabalho contidas na CLT, mas precisam ser adequadas a este verdadeiro avanço tecnológico, bem como ao chamado "novo normal" (um mundo pós pandemia).

*Isabelli Gravatá é professora de Direito e Processo do Trabalho da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio.

Opinião: Com fogo não se brinca

    Tony Fernandes


São inúmeras histórias tristes, que aprendi a visualizar com a lente de jornalista

*Luís Alberto Alves

A nova variante #ômicron da #covid-19, que deixa a #Europa à beira de uma grave crise sanitária, parece não preocupar o governo brasileiro. Como pode em meio à pandemia, governantes concederem o sinal verde para os festejos de #Carnaval?

Parece que os mais de #614 mil mortos pela #covid-19 é algo insignificante. O negócio é festejar, correr para recuperar o tempo perdido trabalhando em #home office, estudando on line, longe dos bares para beber e fofocar sobre a vida do próximo.

O #brasileiro tem a mania de se achar o povo mais esperto do mundo. O restante é bobo, não conhece as regras de driblar as dificuldades. Agora, diversas cidades resolvem tratar a nova variante #ômicron  da #covid-19 como algo sem importância. Na visão delas, o restante do mundo está fazendo puro #terrorismo!

Chateado

Sem puritanismo, mas qual retorno o #Carnaval vai trazer agora, após mais de 600 mil famílias ainda machucadas com a morte de alguém querido? Olhe para os seus vizinhos e pergunte se alguns deles tiveram ou conhecem alguém que foi ceifado pela #covid-19? Você vai encontrar muitas pessoas nesta situação.

A morte de um familiar, parente ou mesmo grande amigo ou amiga nos machuca intensamente. Não é igual #filme ou #novela, em que as pessoas têm corações de pedra. Logo se acostumam com a ideia da perda. Na realidade é diferente. Você fica chateado, triste, às vezes até  #depressivo.

Porque a #covid-19 é diferente de outras #doenças. Tudo começa com a terrível falta de ar, tosse, cansaço ao caminhar e logo inicia a horrível caminhada na #UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Às vezes, em duas semanas alguém sadio e cheio de sonhos vai engrossar a estatística de vítimas fatais da #covid-19.

Contaminado

Como #jornalista, há mais de 34 anos, aprendi a conviver com #tragédias. O dever profissional fez uma couraça nos meus sentimentos para ter estômago e mente de presenciar cenas horríveis. Lembro-me de uma mãe, completamente alucinada, pedindo aos #policiais, na delegacia, para matar o próprio filho pego em flagrante consumindo droga. Envergonhada, imaginou que ela seria julgada por aquele grave problema.

Fiz a #reportagem. Mais tarde retornei para a casa, porém como pessoa, senti o impacto. São inúmeras histórias tristes, que aprendi a visualizar com a lente de jornalista. Porém com a ameaça dnova variante #ômicron da #covid-19 provocar mais estragos, não compreendi a insistência de suspender o uso da máscara, prometer o maior carnaval de todos os tempos, milhões de pessoas nas ruas, bebendo, se contaminando.

O governo brasileiro não pode brincar com fogo. Precisa acordar e perceber que a nova variante #ômicron da #covid-19 pode matar mais pessoas e jogar o mundo em outra grave crise econômica. A ideologia deve ficar de lado. E remar para o mesmo lado. Não podemos concordar que mais pessoas morram. Chega de hipocrisia. Somos adultos. Temos capacidade de entender o que acontece. Sem #Carnaval conseguimos viver, agora sem saúde ninguém permanece de pé. Acorda Brasil!

*Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Boca Ligeira.

 

 

22 novembro 2021

Flash Back: Banda Raça Negra e o primeiro grande sucesso "Quero Ver Você Chorar"


Luís Alberto Alves

Em 1991, a banda Raça Negra explodia nas paradas de sucesso e bailes com o hit "Quero ver você chorar". Com apoio do maestro Júlio Vicente (falecido em 2018) e do trompetista Irupê, conseguiram mesclar Samba com Sertanejo e muito molho de Soul Music e nesta trajetória de mais de 31 anos já venderam mais de 35 milhões de discos. 

Nesta trajetória o grupo perdeu o contrabaixista Paulinho, o violonista Édson Café virou morador de rua, o pandeirista Gabu e autor de vários hits da banda, também saiu da banda. A Raça Negra já não emplaca mais sucessos nas paradas como ocorria há 30 anos. Segundo conversas de bastidores, o estilo ditatorial do vocalista Luiz Carlos seria um dos motivos. 

Fim de ano na praia: Biquíni molhado e outros maus hábitos podem causar desequilíbrio na flora vaginal

 Ginecologista orienta mulheres a tomar cuidados simples, que podem promover a saúde íntima 

     Pixabay

No verão, as mulheres precisam tomar cuidado na praia para não contrair doenças
Dra. Mariana Rosario

A vagina é uma região normalmente úmida, que secreta líquido sem cheiro, esbranquiçado ou semelhante à clara de ovo, em volume variável de mulher para mulher. Dependendo do período do ciclo menstrual, essa quantidade de líquido também pode mudar, sendo maior na segunda metade do ciclo – quando costuma sujar a roupa. “Algumas mulheres têm lubrificação vaginal abundante e isso não é corrimento. A cor do líquido também pode ser levemente amarelada porque, em contato com o ambiente externo, o fluido pode sofrer alteração de tonalidade – e isso é normal”, explicou a ginecologista, obstetra e mastologista Mariana Rosario, membro do corpo clínico do hospital Albert Einstein.

 Ela conta que muitas pacientes têm dificuldade de diferenciar a secreção normal da vagina de um corrimento patológico, causado por fungo ou bactéria, e se preocupam. “O corpo dá sinais quando algo não vai bem. No caso de um corrimento, existem odores característicos, coceira e dor, que podem aparecer sozinhos ou em conjunto, e demonstram que aquela secreção não é normal”, diz a médica.

 Sinais de alerta

 Prurido (coceira), odor (cheiro forte) e até dor abdominal ou no ato sexual são indícios de corrimento por fungo ou bactéria. Em relação ao aspecto, o corrimento pode ser acinzentado, esverdeado, parecido com pus, com sangue ou amarronzado. Já o cheiro pode ser bem forte, assemelhando a peixe podre, e estar presente também no final da menstruação. “As causas são bem variadas. Podem vir desde o desequilíbrio da flora vaginal até a presença de agentes infecciosos, como cândida, clamídia, tricomonas, entre outros. As relações sexuais sem preservativos trazem doenças sexualmente transmissíveis, como HPV e gonorreia, que também podem causar corrimentos. Há, ainda, a alteração do pH vaginal por diabetes, uso de antibióticos, quimioterapia outras situações. Por tudo isso, é imprescindível que se consulte um ginecologista e nunca se automedique”, alertou a ginecologista.

 O tratamento é realizado em casa, com uso de medicamentos específicos para cada caso. “Identificamos o agente causador e utilizamos medicamentos via oral e de uso tópico, para aliviar os sintomas imediatamente, proporcionando conforto à paciente. Em alguns casos, o parceiro também precisa ser tratado, por isso, é tão importante que o médico seja imediatamente consultado”, explicou.

 Verão e o corrimento vaginal

 No verão, a incidência de casos de corrimento vaginal podem aumentar devido ao desequilíbrio da flora vaginal. É sempre importante manter a região pélvica arejada. O uso de roupas apertadas e protetores diários podem causar o abafamento da vulva e desequilibrar as bactérias e fungos da região, o que leva ao corrimento.

 Usar biquíni molhado por muito tempo também pode causar o desequilíbrio da região. “É importante não usar roupas íntimas de outras pessoas, realizar a higiene normalmente e optar por trocar o biquíni por um seco sempre que possível”, aconselha a médica. Ela completa: “se possível, dormir sem roupa íntima é aconselhável, já que a pele pode respirar melhor e, assim, proporcionar o desejado equilíbrio da flora vaginal”, disse.

 Resistência bacteriana

 Dra. Mariana Rosario alerta as mulheres para que não utilizem quaisquer medicamentos sem orientação médica. Segundo ela, é muito comum que, ao primeiro sintoma de coceira ou ardor, elas procurem por pomadas que são vendidas nas farmácias, livremente, e se automediquem. “Também há muitas pessoas que utilizam antibióticos que ‘sobraram’ em casa, de tratamentos anteriores, sem consultar um médico. Isso é muito perigoso”, ponderou.

 Ela explica que é difícil, para a mulher, identificar qual é a doença que está causando os sintomas que ela apresenta, porque existem patologias com sintomas bem parecidos – mas, que necessitam de tratamentos diferentes. Assim, não adianta utilizar um medicamento inadequado, porque ele não resolverá o problema e o quadro piorará. “Além disso, quanto mais antibióticos ingerimos, indiscriminadamente, mais resistentes as bactérias podem ficar. E, quando realmente precisarmos de um tratamento, ele pode não fazer efeito”, comentou.

 Outro perigo é não realizar o tratamento pelo tempo correto. “Existem medicamentos que são de dose única, outros necessitam de três, sete ou dez dias de tratamento. Interrompendo o ciclo, também se corre o risco de a doença voltar, cada vez mais forte. Por isso, aos primeiros sintomas, melhor procurar por um ginecologista”, finalizou a médica.

 Sobre a Dra. Mariana Rosario

 Formada pela Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), em 2006, a Dra. Mariana Rosario possui os títulos de especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia pela AMB – Associação Médica Brasileira, e estágio em Mastologia pelo IEO – Instituto Europeu de Oncologia, de Milão, Itália, um dos mais renomados do mundo. É membro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e especialista em Longevidade pela ABMAE – Associação Brasileira de Medicina Antienvelhecimento. É médica cadastrada para trabalhar com implantes hormonais pela ELMECO, do professor Elcimar Coutinho, um dos maiores especialistas no assunto. É membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein.

 Possui vasta experiência em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia, tanto em Clínica Médica como em Cirurgia Oncoplástica. Realiza cursos e workshops de Saúde da Mulher, bem como trabalhos voluntários de preparação de gestantes, orientação de adolescentes e prevenção de DST´s. Participou de inúmeros trabalhos ligados à saúde feminina nas mais variadas fases da vida e atua ativamente em programas que visam ao aprimoramento científico. Atualiza-se por meio da participação em cursos, seminários e congressos nacionais e internacionais e produz conteúdo científico para produções acadêmicas.

Dra. Mariana Rosario – Ginecologista, Obstetra e Mastologista.

Sinal verde ao câncer de mama: Menos de 35% das brasileiras acima de 45 anos fizeram mamografia em 2021

            Pixabay

 Não ter conseguido atendimento no SUS foi a justificativa


Entre as que não possuem plano de saúde, o número cai para 15%

Redação

O câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre as mulheres brasileiras, com número inferior apenas ao de pele. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deverá registrar mais de 66 mil casos em 2021, mas com um diagnóstico precoce as chances de cura aumentam significativamente. Uma das ferramentas mais importantes para realizar a detecção da doença em estágios iniciais é a mamografia.

Apesar da importância do diagnóstico precoce, um levantamento conduzido pela FEMAMA - Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama - com 1.264 mulheres, no Brasil todo, aponta que apenas 26% das mulheres no país já realizaram uma mamografia este ano, até o dia 01 de novembro. Entre as que não possuem plano de saúde, o número cai para 15%.

Considerando as faixas etárias que apresentam risco maior de desenvolver a doença, o resultado ainda é mais alarmante: entre as mulheres de 45 a 55 anos, apenas 33% fizeram o exame no período, enquanto entre participantes a partir de 56 anos o índice é 31%.

A principal justificativa dada por quem não realizou a mamografia foi não ter conseguido atendimento no SUS (25%), medo de contaminação pelo novo coronavírus (24%, sendo que 20% afirmam que pretendem marcar o exame em breve) e medo de encontrar alguma coisa (6%).

"Os dados coletados no levantamento são muito preocupantes e precisam servir como alerta. O diagnóstico precoce do câncer de mama é de extrema importância para que a mulher tenha mais chances de cura, e a demora na realização dos exames de rastreamento pode levar, nos próximos meses, a um aumento no número de casos em estágios mais avançados e de difícil tratamento", diz Dra. Maira Caleffi, Presidente Voluntária da FEMAMA. "Apesar de a pandemia de Covid-19 ainda não ter acabado, é de extrema importância que as mulheres, seguindo os protocolos de segurança, realizem a mamografia".

Fatores de risco e "As Três Perguntas que Salvam"

A FEMAMA também perguntou às mulheres se elas estão atentas a outros dois cuidados com a saúde que são considerados fatores comportamentais de risco para o câncer de mama. Por isso, a pesquisa, além de questionar se "você já fez sua mamografia esse ano", também trazia as perguntas: "você tem controlado seu peso?" e "você tem feito atividade física regularmente?".

De acordo com o INCA, cerca de 13% dos casos da doença em 2020 no Brasil (aproximadamente 8 mil ocorrências) poderiam ter sido evitados pela redução de fatores de risco relacionados ao estilo de vida, em especial, da inatividade física. No entanto, 60% das entrevistadas afirmam não realizar exercícios regularmente.

Entre as que não praticam atividades físicas com frequência, a maioria - 27% - diz não ter tempo em sua rotina, 23% têm preguiça ou não gostam, 11% afirmam já fazer muito trabalho doméstico que equivalem a exercícios e 9% não têm acesso a um local adequado para essa finalidade.

Já em relação ao controle do peso, 64% responderam ‘sim’ à questão. As mulheres que responderam ‘não’ a essa pergunta afirmam que a ansiedade tem dificultado a regulação de seu peso (30%) e que a pandemia prejudicou esse controle (17%). Não ter acesso a um profissional nutricionista pelo SUS foi citado como justificativa por 14% das mulheres.

A FEMAMA e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomendam a realização anual da mamografia regular a partir dos 40 anos em mulheres assintomáticas, para aumentar as chances de um diagnóstico precoce e a redução da mortalidade. Já o Ministério da Saúde indica atualmente a realização bianual a partir dos 50 anos, excluindo dos programas de rastreamento a faixa de mulheres entre 40 e 49 anos), responsável por cerca de 15-20% dos casos de câncer.

O levantamento foi realizado pela FEMAMA de forma online, entre os dias 22 de setembro e 1 de novembro, com participação de 1.264 pessoas do sexo feminino e fazia parte da campanha de Outubro Rosa da Federação, que pode ser consultada em detalhes no site.


Saúde: Vacina protege contra 87% dos casos de câncer de colo de útero

    Divulgação

A infecção sexualmente transmissível é a mais comum em todo o mundo, atingindo de forma massiva as mulheres

Após o contágio, ao menos 5% delas irão desenvolver a doença

Redação

Um estudo inglês, publicado pela revista científica The Lancet na quarta-feira, 3 de novembro, apontou que a vacina contra o HPV pode reduzir em até 87% as taxas de câncer de colo do útero. Além disso, os resultados mostraram também que o imunizante é capaz de diminuir os casos de lesões pré-cancerígenas graves (CIN3).

Aproximadamente, 90% dos casos de câncer de colo do útero ocorrem por causa da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). A infecção sexualmente transmissível é a mais comum em todo o mundo, atingindo de forma massiva as mulheres. Segundo o Ministério da Saúde, 75% das brasileiras sexualmente ativas entrarão em contato com o HPV ao longo da vida, sendo que o ápice da transmissão do vírus se dá na faixa dos 25 anos. Após o contágio, ao menos 5% delas irão desenvolver câncer de colo do útero em um prazo de dois a dez anos.

"Na grande maioria dos casos, o câncer de colo do útero é causado por uma infecção persistente por alguns tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). A infecção genital por HPV é muito frequente e, na maioria das vezes, é assintomática e autolimitada, com grande parte das mulheres resolvendo esta infecção até os 30 anos de idade. Em alguns casos, porém, pode haver a persistência do vírus nas células do colo do útero, e isso promove as alterações celulares que podem progredir para o desenvolvimento de câncer", explica Marcela Bonalumi, oncologista do CPO Oncoclínicas.

Os resultados da pesquisa foram feitos a partir da imunização de meninas de 12 e 13 anos, na Inglaterra, que começou a ser realizada no país em 2008 com a vacina bivalente - que protege contra os tipos 16 e 18 do HPV. Até o ano de 2010 houve uma repescagem para adolescentes de 14 e 18 anos. Os pesquisadores fizeram também o acompanhamento de mulheres de 20 a 30 anos com câncer de colo do útero neste período. A partir de 2012, a Inglaterra passou a usar a vacina quadrivalente - que atua contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV.

Para as que receberam a vacina com 12 e 13 anos, a redução dos casos de câncer foi de 87% e das lesões pré-cancerígenas graves de 97%. Já as que receberam com 14 e 16 anos, houve a diminuição de 62% nos casos de câncer e 75% em lesões pré-cancerígenas graves. Por fim, as que receberam o imunizante entre 16 e 18 anos tiveram uma queda de 34% nas taxas de câncer e 39% em lesões pré-cancerígenas graves, segundo o estudo. Vale lembrar que a comparação foi feita em relação à população não vacinada.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de colo de útero atinge mais de 16 mil mulheres no Brasil por ano - o que faz ele ser o terceiro tipo de câncer mais prevalente entre a população feminina. Por ser considerada uma doença bastante silenciosa, cerca de 35% dos casos são levados a óbito.

Prevenção é tudo!

Segundo a especialista, evitar o contágio pelo HPV é a prevenção primária do câncer do colo do útero. Como a transmissão ocorre através do contato, o uso de preservativos (camisinha masculina ou feminina) durante a relação sexual protege apenas parcialmente contra a doença. Não é possível afirmar que a proteção seja total porque o contágio também pode ocorrer pelo contato com a pele da vulva, a região perineal, perianal e a bolsa escrotal.

Diante dessa realidade, Marcela Bonalumi ressalta a relevância do foco no incentivo à vacinação contra o HPV, ferramenta essencial na luta contra o câncer do colo do útero. "A partir da imunização contra o HPV, é possível prevenir não só o câncer de colo do útero, mas também o de vulva, ânus e vagina nas mulheres e de pênis nos homens. Além disso, essa proteção pode auxiliar na precaução de lesões pré-cancerosas. Vale lembrar ainda que a vacinação deve acontecer antes do início da vida sexual, justamente por conta da exposição ao vírus. Por isso, é fundamental alertar e incentivar esse cuidado com informação de qualidade".

Desde 2014, a vacina é oferecida nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de todo o Brasil para meninas de 9 a 14 anos de idade e meninos de 11 a 14 anos. A cobertura vacinal contra o HPV tem sido decepcionantemente baixa em todo o mundo e, apenas 1,4% de todas as mulheres elegíveis, receberam um curso completo da vacinação contra o HPV. Além disso, há iniquidade no acesso às vacinas contra o HPV: em regiões de alta renda, 33,6% das mulheres entre 10 e 20 anos receberam o curso completo da vacina contra o HPV, em comparação com apenas 2,7% nas regiões de menor renda. Percebe-se, portanto, que a população de países que carregam a maior parte da carga de doenças relacionadas ao HPV em todo o mundo tem menos acesso às vacinas.

"Combinada à vacinação, a realização do exame de rotina ginecológica, através do Papanicolau, anualmente durante dois anos consecutivos e então uma vez a cada três anos, dos 25 aos 64 anos de idade, é um meio importante de se tratar as lesões pré-cancerosas ou agir rapidamente contra o câncer do colo do útero. Mesmo as mulheres vacinadas devem fazer o Papanicolau periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos de HPV. A proteção vacinal cobre os Papilomavírus Humanos dos tipos 6 e 11 (que causam verrugas genitais), 16 e 18 (responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero)", destaca a especialista.

O plano estratégico da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a eliminação desta doença propõe uma meta de incidência de câncer do colo do útero de quatro ou menos casos por 100.000 mulheres/ano. Para atingir a incidência alvo, a OMS propõe metas de 90% das meninas vacinadas contra HPV aos 15 anos de idade, 70% das mulheres rastreadas duas vezes na vida (aos 35 e 45 anos) e 90% de adesão às recomendações de tratamento para as lesões pré-câncer e invasivas.

Fique esperto: Oito dicas para não cair em golpes virtuais durante a Black Friday

   Freepik

É preciso ficar atento a todos os detalhes da compra

Orientações são essenciais para se antecipar à criatividade dos fraudadores

Redação

A Black Friday se aproxima e, com ela, muitos aproveitadores virtuais usam toda sua criatividade para levarem vantagem sobre os consumidores desavisados. Com o crescimento do comércio eletrônico ocorrido em decorrência da pandemia, a tendência é que, em 2020, os golpes pela internet sejam ainda mais frequentes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), 14% das pessoas compraram online pela primeira vez na quarentena e 35% mudaram a forma de pagamento nas compras do dia a dia, deixando o dinheiro de lado. "São mudanças culturais intensas, repletas de novidades e que trazem consigo a necessidade de informar o consumidor sobre as vulnerabilidades deste novo sistema", afirma Marcelo Dantas, CEO da Estrela10, loja virtual de departamentos.

Dantas preparou uma lista com oito instruções para orientar as pessoas sobre as melhores práticas na hora de comprar online. A primeira delas é sempre desconfiar. "Pessoas que não costumam interagir na Internet tendem a acreditar em mensagens falsas ou ignorar a navegação segura. Infelizmente, falta educação neste sentido", afirmou.

1 - Desconfie sempre de promoções mirabolantes
Sabe aquela história sobre a esmola ser demais e o santo ficar com a pulga atrás da orelha? Na Internet, é assim mesmo que acontece. Quando um determinado produto está com o preço tão baixo que é quase impossível não parar de pensar em comprá-lo, as chances de ser golpe são muito grandes. Portanto, não compre.

2 - Só compre a partir de dispositivos seguros
Nunca faça compras virtuais por meio de computadores de outras pessoas ou usando redes públicas de wifi, pois isso facilita a ação de pessoas mal-intencionadas. O ideal é comprar a partir do seu computador ou smartphone e também utilizar sua própria rede de Internet.
Caso esteja no computador, confira se o site é verdadeiro, verificando se o endereço mostrado na barra do navegador é realmente o site oficial da loja. "Há muitos casos de ofertas falsas, inclusive entre as publicações patrocinadas de redes sociais", alertou Dantas.

3 - Nunca baixe aplicativos não oficiais
Jamais use um iPhone com jailbreak - processo que permite a execução de aplicativos não-autorizados pela fabricante Apple -, nem baixe aplicativos fora da Play Store em celulares com Android. Isso pode ser um prato cheio para os fraudadores. "As compras pelo celular costumam ser mais seguras justamente porque podem ser realizadas dentro dos aplicativos oficiais das lojas", ensinou o executivo.

4 - Observe a certificação digital do site
As lojas virtuais que se preocupam com a segurança de seus clientes buscam obter selos de segurança e certificações digitais que protegem os dados fornecidos pelos clientes. Por isso, antes de efetuar uma compra, confira se a página inicial apresenta essa informação. Além disso, os endereços de sites de comércio eletrônico devem começar com "https" e não "http". Fique atento!

5 - Dê preferência ao cartão de crédito
Ele possui recursos de segurança para que você tenha alguma chance de reaver o dinheiro no caso de problemas de fraudes ou quando o produto não é entregue, é diferente do combinado, veio com defeito e a loja se recusa a trocar.
Além disso, você pode utilizar um cartão virtual. "Muitos bancos e emissoras de cartões de crédito oferecem este recurso, no qual você recebe um número de cartão específico para compras on-line", diz ele. O recurso normalmente é habilitado por meio de um aplicativo oferecido pela instituição e pode ser facilmente cancelado e reemitido sem comprometer o cartão físico - em alguns casos, ele funciona apenas para uma única compra. Seja como for, ele protege de sites falsos, cobranças abusivas e vazamentos de dados.

6 - Cuidado com boletos
Definitivamente, eles não são a melhor opção de pagamento. É extremamente difícil de reaver o dinheiro de pagamentos realizados por boleto, logo sites falsos se aproveitam disso para oferecer descontos imensos para pagamentos por boleto - mas nunca entregam o produto. Caso decida comprar por boleto, pague o documento com o aplicativo do seu banco no celular, onde você poderá consultar o beneficiário ou fazer o pagamento pela opção de boletos registrados, que é mais segura. "De maneira geral, você só deve pagar por boleto em lojas confiáveis, com as quais você já tem experiência", avisou especialista.

7 - Antes de comprar, veja se a loja oferece formas de contato
Quanto mais fácil você localizar telefones, endereços e e-mail para entrar em contato com o comércio eletrônico, tirar dúvidas ou encaminhar problemas, mais confiável o site é. Portanto, prefira sempre sites que, inclusive, ofereçam chat online pelo qual seja possível conversar com um atendente em tempo real.

8 - Guarde os comprovantes
Imprima ou salve no computador as telas que indicam que a compra foi realizada, anote códigos de confirmação e guarde e-mails que chegam à sua caixa com dados da transação. Eles podem ser úteis no futuro e evitar ainda mais dificuldades em reaver seu dinheiro em caso de fraudes.


Economia: número de novas unidades de supermercados cresce 43,9% no primeiro semestre de 2021

    Agência Brasil 

Este segmento tem apresentado tendência de expansão desde 2015

Aumento é superior ao período anterior à pandemia

Redação

Levantamento realizado pela Geofusion, líder no segmento de inteligência geográfica no país, aponta que o ritmo de abertura de supermercados no primeiro semestre de 2021 superou o índice registrado no período pré-pandemia. Enquanto o primeiro semestre de 2020 teve 8,4% novas lojas a mais que no mesmo período do ano anterior, nos seis primeiros meses de 2021, o número de novas unidades registrou alta de 43,9%. O setor, considerado essencial para o comércio varejista, foi um dos poucos que manteve-se a pleno vapor mesmo durante o auge da crise sanitária. Destacam-se, nesse contexto, o fato de as pessoas terem ficado mais tempo em casa, com o aumento do consumo de alimentos nos domicílios, e o pagamento do auxílio emergencial, que garantiu renda mínima aos mais vulneráveis.

Com o início da pandemia em 2020, muitas inaugurações foram adiadas. Os dados mais atuais fornecidos pela Geofusion, mostram que no primeiro semestre deste ano o setor de supermercados recuperou seu ritmo de crescimento pré-pandemia.

O segmento de supermercados tem apresentado tendência de expansão desde 2015. Até 2018, houve variação entre 15% e 20%, no primeiro semestre. De janeiro a junho de 2019, o aumento do número de novas unidades foi ainda maior: 39,5% em relação ao primeiro semestre de 2018. Com o início da pandemia em 2020, muitas inaugurações acabaram sendo adiadas.

Os dez estados que registram maior expansão, no primeiro semestre de 2021, foram: Acre (86,0%), Sergipe (70,5%), Pernambuco (63,9%), Roraima (63,5%), Bahia (61,9%), Piauí (59,6%), São Paulo (56,5%), Amapá (56,5%), Tocantins (52,2%) e Paraíba (48,0%). Todos esses estados vinham apresentando crescimento no indicador, e, em diversos momentos, estiveram no ranking dos estados com maior expansão em termos proporcionais.

Quando se trata de números absolutos, destacam-se São Paulo, com abertura de quase sete mil lojas; Bahia, com quase quatro mil unidades; Minas Gerais, com 3,3 mil; Rio de Janeiro , com 2,6 mil; Rio Grande do Sul e Ceará, ambas com aberturas de aproximadamente 2,2 mil unidades, e por fim, Pará, Goiás, Paraná e Pernambuco, com cerca de 1,8 mil novos estabelecimentos.

Desenvolvida pela Geofusion a partir de metodologia própria, a estimativa anual per capita de consumo de alimentos no domicílio é maior nos seguintes estados: Rio Grande do Sul (R﹩ 2,60 mil), São Paulo (R﹩ 2,56 mil), Santa Catarina (R﹩ 2,56 mil), Amapá (R﹩ 2,52 mil), Distrito Federal (R﹩ 2,50 mil), Rio Grande do Norte (R﹩ 2,44 mil), Paraná (R﹩ 2,26 mil), Mato Grosso do Sul (R﹩ 2,20 mil), Goiás (R﹩ 2,16 mil) e Rio de Janeiro (R﹩ 2,16 mil).

Economia: Contratação de domésticas cresce 36% em 2021 na pandemia

    Freepik

Em igual época de 2020, 16,9 mil famílias estavam atrás de domésticas para admissão

Ao todo, foram 23 mil vagas somente nesses nove meses de 2021 

Redação

Na contramão do aumento do desemprego motivado pela pandemia da covid-19, a contratação de empregadas domésticas no Brasil tem registrado um grande aumento em meio à maior crise sanitária do século. De janeiro a setembro, o número de famílias em busca de profissionais do setor cresceu 36%, se comparado com igual período do ano passado. Ao todo, foram 23 mil vagas somente nesses nove meses de 2021 nas regiões pesquisadas.

Em igual época de 2020, 16,9 mil famílias estavam atrás de domésticas para admissão e trabalharem nas residências do país. Todas essas informações fazem parte de um levantamento inédito feito pela Famyle - plataforma que conecta as famílias com profissionais do ramo doméstico. O levantamento foi realizado com base nas informações numa pesquisa amostral registrada pela plataforma ao longo dos dois períodos.

O crescimento da procura no trabalho doméstico mostra sinais de recuperação em uma área que também seguia uma tendência de crise logo no início da pandemia. O volume de pessoas empregadas caiu de 6,4 milhões no fim de 2019 para 4,9 milhões em 2020. Esse resultado apontou uma perda de 1,5 milhão de vagas de um ano para outro, de acordo com o Dieese.

"O mercado voltou a aquecer porque as famílias passaram a trabalhar normalmente com a retomada da economia aos poucos. Além disso, as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa com o aumento do home office na pandemia, o que as obriga a ter suas rotinas dentro das residências. Além disso, as crianças deixaram de frequentar as escolas e foram obrigadas a terem o ensino à distância. Essa nova realidade gerou necessidade de se ter profissionais domésticas para ajudar no dia a dia das residências", explica Guilherme Silva, CEO da Famyle com base no comportamento do mercado pela plataforma.

Contratações a cada mês
Ainda de acordo com o levantamento da Famyle, janeiro foi o mês que mais registrou buscas de famílias por contratações em 2021. Nesse período, a startup conseguiu garantir mais de 3 mil "matches", quando o contratante e a profissional se combinam para gerar uma contratação, por meio da intermediação eletrônica via plataforma.

"O volume maior de famílias buscando por profissionais aconteceu em janeiro devido à queda nas contratações no período de Natal e Ano Novo passado. Fora isso, o mês de janeiro é atípico para as famílias, com mudanças, viagens e profissionais trocando de emprego ou cidades, o que movimenta este mercado" avalia o CEO da Famyle. Em seguida, julho, com mais de 2900, aparece em segundo lugar no ranking dos meses de 2021 com um número próximo ao de janeiro.




O mês de abril, com cerca de 2400, foi o de menor busca de profissionais. Isso ocorreu por ter sido o mês de 2021 com maior alta de casos e óbitos por coronavírus e no qual as restrições devido ao foram mais fortes.

Para os próximos meses, ele arrisca um palpite: o setor continuará bastante aquecido, justamente com a retomada ainda maior da economia, que se desenha com a volta da normalidade das atividades pós-pandemia. "Isso influencia no mercado de trabalho doméstico. Apesar da instabilidade da taxa de juros e inflação, a normalização comportamental e abertura de estabelecimentos vão impulsionar o consumo, gerando uma tendência de geração de vagas no setor inédita para 2022", finalizou Guilherme.

Em algum lugar do passado: Assassinato do presidente #Kennedy

O presidente Kennedy é atingido com tiros na cabeça, durante cortejo na cidade de Dallas


Não faltavam suspeitos para jogar lenha na fogueira do atentado

 Luís Alberto Alves 

Hoje, #22 de novembro, marca o 58º ano do assassinato do presidente #John Kennedy, quando fazia uma carreata na cidade de #Dallas, Texas. Aquela sexta-feira iria entrar para a história dos Estados Unidos. Passadas quais seis décadas, o mistério persiste: quem matou #Kennedy

 Até hoje a maioria dos norte-americanos não aceitou a história armada pela #CIA (Serviço de Inteligência Norte Americano) e #FBI (Polícia Federal dos EUA) de que o autor do atentado foi o ex-fuzileiro naval, #Lee Harvey Oswald.

 Não é novidade de que #Kennedy bateu de frente com muitos interesses, para alguns ele teria rompido acordos com a máfia, para outros a indústria de armas não estaria contente em relação ao desfecho da fracassada invasão de Cuba, após a vitória de #Fidel Castro

 Enfim, não faltavam suspeitos para jogar lenha na fogueira do atentado. Mas apostar que somente um homem (#Lee Oswald) teria sido o único corajoso a apertar o gatilho é duvidar da inteligência humana. Para complicar por que no dia do interrogatório, o mafioso #Jack Ruby atira em Oswald diante da polícia? Um dia talvez, o público saiba quem, de fato, arquitetou a morte de #John Kennedy.

Arquivo Especial JFK


Fantástico analisa imagens do assassinato de John F. Kennedy (1975)

Opinião: Como será este final de ano?

A economia brasileira está tão amarga quanto o jiló


Para essas perguntas, o governo continua sendo mentiroso

*Luís Alberto Alves

Esta é uma pergunta difícil de responder, principalmente quando se trata do #governo federal.  A #inflação ganha força a cada dia. Abastecer num posto de #combustível (gasolina, diesel ou etanol) se parece com assalto consentido; fazer compras no #supermercado é outro ataque ao bolso, o mesmo ocorre nas feiras livres.

O início de 2022 vem acompanhado de pagamento de #IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano), #IPVA (Imposto sobre Veículo Automotor), matrícula em #colégio ou #faculdade, renovação do contrato de #aluguel, reajuste do condomínio. Tudo impactado pela alta da inflação.

O retorno da atividade #econômica já provocou a falta de #matéria-prima, que afeta desde o micro empresário até as indústrias de grande porte, como ocorre com as montadoras de #automóveis, sem peças para retirar da linha de montagem veículos para entregar às concessionárias.

#Desemprego elevado, ainda perto dos 14 milhões, tortura o brasileiro que precisa de um #trabalho para ajudar no sustento da família. As ruas, principalmente embaixo de pontes e bancos de praças, se encontram invadidas de inúmeras pessoas que não conseguiram mais pagar #aluguel ou mesmo a prestação do #imóvel.

Para essas perguntas, o #governo continua sendo mentiroso. Não existem projetos concretos para o #Brasil sair deste atoleiro. Serviços de inteligência da #Polícia Federal e das #Polícias Militares já detectaram que o País se aproxima da #convulsão social. Quem deveria resolver o problema, prefere publicar bravatas na internet, como se palavras fossem solução para o caos em que o #Brasil se encontra.

*Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Boca Ligeira.

 

 

 

Flash black: Isley Brothers e a linda "The Highways of My Life"

Luís Alberto Alves/Hourpres Em 1973, a banda Isley Brothers lançava a bela "The Higways of My Love", que estourou nos bailes e rád...