29 novembro 2021

Opinião: Com fogo não se brinca

    Tony Fernandes


São inúmeras histórias tristes, que aprendi a visualizar com a lente de jornalista

*Luís Alberto Alves

A nova variante #ômicron da #covid-19, que deixa a #Europa à beira de uma grave crise sanitária, parece não preocupar o governo brasileiro. Como pode em meio à pandemia, governantes concederem o sinal verde para os festejos de #Carnaval?

Parece que os mais de #614 mil mortos pela #covid-19 é algo insignificante. O negócio é festejar, correr para recuperar o tempo perdido trabalhando em #home office, estudando on line, longe dos bares para beber e fofocar sobre a vida do próximo.

O #brasileiro tem a mania de se achar o povo mais esperto do mundo. O restante é bobo, não conhece as regras de driblar as dificuldades. Agora, diversas cidades resolvem tratar a nova variante #ômicron  da #covid-19 como algo sem importância. Na visão delas, o restante do mundo está fazendo puro #terrorismo!

Chateado

Sem puritanismo, mas qual retorno o #Carnaval vai trazer agora, após mais de 600 mil famílias ainda machucadas com a morte de alguém querido? Olhe para os seus vizinhos e pergunte se alguns deles tiveram ou conhecem alguém que foi ceifado pela #covid-19? Você vai encontrar muitas pessoas nesta situação.

A morte de um familiar, parente ou mesmo grande amigo ou amiga nos machuca intensamente. Não é igual #filme ou #novela, em que as pessoas têm corações de pedra. Logo se acostumam com a ideia da perda. Na realidade é diferente. Você fica chateado, triste, às vezes até  #depressivo.

Porque a #covid-19 é diferente de outras #doenças. Tudo começa com a terrível falta de ar, tosse, cansaço ao caminhar e logo inicia a horrível caminhada na #UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Às vezes, em duas semanas alguém sadio e cheio de sonhos vai engrossar a estatística de vítimas fatais da #covid-19.

Contaminado

Como #jornalista, há mais de 34 anos, aprendi a conviver com #tragédias. O dever profissional fez uma couraça nos meus sentimentos para ter estômago e mente de presenciar cenas horríveis. Lembro-me de uma mãe, completamente alucinada, pedindo aos #policiais, na delegacia, para matar o próprio filho pego em flagrante consumindo droga. Envergonhada, imaginou que ela seria julgada por aquele grave problema.

Fiz a #reportagem. Mais tarde retornei para a casa, porém como pessoa, senti o impacto. São inúmeras histórias tristes, que aprendi a visualizar com a lente de jornalista. Porém com a ameaça dnova variante #ômicron da #covid-19 provocar mais estragos, não compreendi a insistência de suspender o uso da máscara, prometer o maior carnaval de todos os tempos, milhões de pessoas nas ruas, bebendo, se contaminando.

O governo brasileiro não pode brincar com fogo. Precisa acordar e perceber que a nova variante #ômicron da #covid-19 pode matar mais pessoas e jogar o mundo em outra grave crise econômica. A ideologia deve ficar de lado. E remar para o mesmo lado. Não podemos concordar que mais pessoas morram. Chega de hipocrisia. Somos adultos. Temos capacidade de entender o que acontece. Sem #Carnaval conseguimos viver, agora sem saúde ninguém permanece de pé. Acorda Brasil!

*Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Boca Ligeira.

 

 

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