Tony Fernandes
São inúmeras histórias tristes, que aprendi a visualizar com a lente de jornalista
*Luís Alberto Alves
A nova variante #ômicron da #covid-19,
que deixa a #Europa à beira de uma
grave crise sanitária, parece não preocupar o governo brasileiro. Como pode em
meio à pandemia, governantes concederem o sinal verde para os festejos de #Carnaval?
Parece que os mais de #614
mil mortos pela #covid-19 é algo
insignificante. O negócio é festejar, correr para recuperar o tempo perdido
trabalhando em #home office,
estudando on line, longe dos bares para beber e fofocar sobre a vida do
próximo.
O #brasileiro tem a mania de se achar o povo mais esperto do mundo. O restante é bobo, não conhece as regras de driblar as dificuldades. Agora, diversas cidades resolvem tratar a nova variante #ômicron da #covid-19 como algo sem importância. Na visão delas, o restante do mundo está fazendo puro #terrorismo!
Chateado
Sem puritanismo, mas qual retorno o #Carnaval vai trazer agora, após mais de 600 mil famílias ainda
machucadas com a morte de alguém querido? Olhe para os seus vizinhos e pergunte
se alguns deles tiveram ou conhecem alguém que foi ceifado pela #covid-19? Você vai encontrar muitas
pessoas nesta situação.
A morte de um familiar, parente ou mesmo grande amigo ou
amiga nos machuca intensamente. Não é igual #filme ou #novela, em que as pessoas têm corações de pedra. Logo se
acostumam com a ideia da perda. Na realidade é diferente. Você fica chateado,
triste, às vezes até #depressivo.
Porque a #covid-19
é diferente de outras #doenças. Tudo
começa com a terrível falta de ar, tosse, cansaço ao caminhar e logo inicia a
horrível caminhada na #UTI (Unidade
de Terapia Intensiva). Às vezes, em duas semanas alguém sadio e cheio de sonhos
vai engrossar a estatística de vítimas fatais da #covid-19.
Contaminado
Como #jornalista,
há mais de 34 anos, aprendi a conviver com #tragédias.
O dever profissional fez uma couraça nos meus sentimentos para ter estômago e
mente de presenciar cenas horríveis. Lembro-me de uma mãe, completamente
alucinada, pedindo aos #policiais,
na delegacia, para matar o próprio filho pego em flagrante consumindo droga.
Envergonhada, imaginou que ela seria julgada por aquele grave problema.
Fiz a #reportagem. Mais tarde retornei para a casa, porém como pessoa, senti o impacto. São inúmeras histórias tristes, que aprendi a visualizar com a lente de jornalista. Porém com a ameaça da nova variante #ômicron da #covid-19 provocar mais estragos, não compreendi a insistência de suspender o uso da máscara, prometer o maior carnaval de todos os tempos, milhões de pessoas nas ruas, bebendo, se contaminando.
O governo brasileiro não pode brincar com fogo. Precisa acordar e perceber que a nova variante #ômicron da #covid-19 pode matar mais pessoas e jogar o mundo em outra grave crise econômica. A ideologia deve ficar de lado. E remar para o mesmo lado. Não podemos concordar que mais pessoas morram. Chega de hipocrisia. Somos adultos. Temos capacidade de entender o que acontece. Sem #Carnaval conseguimos viver, agora sem saúde ninguém permanece de pé. Acorda Brasil!
*Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Boca
Ligeira.
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