25 outubro 2021

Economia: Pós-pandemia tem viagens corporativas retomam com força, mas com novos hábitos

     Divulgação

Cresceram as viagens de última hora

Destaque para o agendamento de viagens em cima da hora para seus funcionários e o fim do bate-volta

Redação

Se antes da pandemia de Covid-19 era normal que as empresas planejassem a viagem dos seus funcionários, em média com 12 dias de antecedência, agora o brasileiro tem tomado as suas decisões em cima da hora, como apontam os dados da Onfly, travel tech de Minas Gerais.

De acordo com Marcelo Linhares, CEO da startup, depois de uma crise de incertezas, esperar para decidir se tornou a própria decisão em si: “Percebemos que a procura por viagens de última hora cresceu muito. Com o atual momento, ainda pandêmico, as pessoas perceberam que há muitas incertezas em relação aos destinos e aos compromissos, logo estão preferindo reservar as viagens em cima da hora, para evitar problemas com remarcações e cancelamentos, ou seja, esperam um maior nível de certeza sobre sua programação.

Então, se até março de 2020 as viagens a trabalho aconteciam com maior antecedência, o novo hábito é comprar em cima da hora. Metade das reservas de hotéis da Onfly ou é feita um dia antes ou é no mesmo dia. “Antes esse prazo era de dez dias, no mínimo”, comentou Linhares.

Outro dado interessante da travel tech é que houve uma diminuição considerável do número de viagens curtinhas – o conhecido “bate-volta”. Outrora, a Onfly registrava, em média, 4% das viagens mensais com ida e volta no mesmo dia. Um ano e meio depois, o bate-volta, definitivamente, acabou: “Ninguém mais faz viagem de manhã para voltar à noite. Em minha visão, esse modelo de viagem findou porque as empresas viram que é ineficiente, e isso ficou bem claro com as plataformas de reuniões como o Zoom e o Microsoft Teams, por exemplo. É provável, que no "novo normal", as pessoas otimizem mais as viagens, em paralelo com o tempo, optando por permanecer no destino a semana toda ou pelo menos dois, três dias. Isto deve ser uma herança da Covid nas viagens a trabalho”.

O aumento de pessoas vacinadas e o retorno ainda lento das feiras corporativas, convenções e congressos em muitas localidades fazem com que o setor de viagens corporativas seja impulsionado. “Sem dúvida, a abertura de eventos presenciais potencializa ainda mais o consumo de viagens e teremos mais novidades para os próximos meses”, finalizou Marcelo Linhares.

Economia: Cresce número de startups voltadas ao segmento médico-hospitalar no Brasil

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Muitas empresas desenvolvem tecnologias para potencializar o sistema de saúde

Procura pelos serviços de consultoria especializada também cresceu

Redação

Quando se fala em futuro no mercado de trabalho, o setor de saúde sempre é um dos mais auspiciosos. E não é para menos, afinal, são vários os fatores que contribuem para a prosperidade do segmento, como aumento da população idosa, dificuldade para obtenção de acesso a consultas, exames, cirurgias e internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e expansão dos planos privados. E, como se não bastasse, atualmente, a pandemia de Covid-19.

Neste cenário otimista, destaque para o crescimento das healthtechs – as startups da medicina, que são as empresas que desenvolvem tecnologias para potencializar o sistema de saúde, conduzindo vários upgrades para a oferta de serviços. De acordo com dados da Associação Brasileira de Startups, nos últimos oito anos o número de startups cresceu 20 vezes. Em 2019 já eram quase 13 mil. E dessas 13 mil empresas startups mapeadas, 396 atuam no setor de saúde e bem-estar, fazendo com que este seja o terceiro maior mercado de atuação deste tipo de empresa do Brasil, atrás das inclinadas para a área de finanças (fintechs) e educação (edtechs). 

Uma delas é a MedBolus, que nasceu em 2017, como uma plataforma de atualização médica com vídeos de até 15 minutos que tratam de diversos temas. “Com 4.500 usuários cadastrados, é como se fosse a Netflix de médicos especialistas, sendo que, no programa, médicos e estudantes de medicina de diferentes áreas de atuação têm a oportunidade de verificar as principais informações de maneira rápida e objetiva”, conta a reumatologista Cinira Soledade, uma das fundadoras da MedBolus.

O médico oftalmologista Aron Guimarães, investidor da startup 99 Farma, cujo objetivo é fazer com que o usuário tenha acesso, de forma intuitiva e descomplicada, às melhores farmácias do Brasil, compartilha da mesma opinião que Cinira. Sendo ele também um dos conselheiros da MedBolus, a meta deles, inclusive, é oferecer um suporte maior às empresas, planos de saúde, faculdades e seguradoras, através de um projeto embrionário, sobre business-to-business, expressão identificada pela sigla B2B, que é a denominação do comércio estabelecido entre empresas. “Antes de investir, toda pessoa pensa onde vai aplicar o dinheiro, que se não poupado, pode faltar quando precisarmos. Por isso, quem tem planos para o futuro, principalmente aqueles que dependem de dinheiro para serem alcançados, só tem duas alternativas: ou contar com a sorte ou investir no presente para utilizar no futuro. Infelizmente, na área médica os profissionais se veem como ativos e só agora essa visão a respeito de investimento começa a ganhar corpo”, diz ele, que, ao todo, faz investimentos em cinco startups, sendo quatro delas na área de healtech, abrangendo a Zenklub, que contém mais de 500 especialistas em desenvolvimento pessoal, psicológico e bem-estar emocional; e outra no segmento de tecnologia de detecção de vazamento em dutos de petróleo.

A confirmação do crescimento de startups médicas se dá também pela Mitfokus, cujo trabalho é guiar profissionais e empresas da área da saúde a encontrarem as melhores soluções para as questões tributárias, contábeis e financeiras, e que desde janeiro de 2021 foi procurada para abrir 17 novos registros no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). No que diz respeito a dicas de consultorias e investimentos, foram mais de 20 atendimentos. 

A procura pelos serviços de uma consultoria especializada se dá porque, muitos médicos, querendo abrir o próprio negócio, se deparam com as dificuldades e incertezas naturais do início; além da ausência de informações sobre as questões tributárias, trabalhistas, contábeis, societárias e empresariais, assuntos que não são discutidos na faculdade. Neste sentido, com 1.200 médicos na carteira de clientes, a Mitfokus viu a procura aumentar durante a pandemia. “Os profissionais queriam receber indicações de como abrir o próprio negócio ou se tornar investidor-anjo, por exemplo, que é a pessoa física ou jurídica que faz investimentos com seu próprio capital em empresas nascentes com um alto potencial de crescimento, como as startups. Só ano passado foram dez que demandaram direcionamento e orientação de nossos especialistas, sendo que cerca de 6% entraram como investidores-anjo em startups, com ticket médio de investimentos de 50 mil reais”, comenta Tiago Lázaro, CEO da Mitfokus.

Sócio da WeDoc, um aplicativo de rede social para médicos e alunos de medicina, via aporte de recursos oriundos diretamente de seu patrimônio, o médico urologista Guilherme Munhoz é um investidor e garante: ter uma boa noção sobre gestão de negócios faz muita diferença para os resultados da carreira. “Infelizmente, ainda existe quem pensa que, sendo um profissional da saúde, isso não importa tanto. Porém, é fundamental que médicos tenham boas convicções de gestão empresarial, principalmente se o intuito é investir ou abrir uma empresa, o que, de fato, não é uma tarefa fácil”, diz o profissional formado em 2007.

Sabendo que a organização, o foco e um bom planejamento são essenciais para manter as contas em dia, os negócios prosperando e os clientes satisfeitos, a expectativa da Mitfokus é que a procura por orientações tributárias e jurídicas aumente ainda mais. Um dos motivos é a publicação do Marco Legal das Startups, publicado por meio da Lei Complementar nº 182, em 1º de junho de 2021, que colaborará com a melhoria do ambiente de negócios para as healthtechs, aumentando, assim, o número de empresas inovadoras, bem como a oferta de capital para investimentos.

Por fim, uma vez que as startups são modelos de negócio em rápida expansão, o recomendável é que, antes de investir, a pessoa faça uma análise detalhada através de uma consultoria.

Economia: Endereço fiscal se torna ponto estratégico para alavancar pequenas e médias empresas

Endereço fiscal é importante para obter dinheiro nas transações de mercado


 Coworkings investem em opções diferenciadas de planos para atender demanda do mercado

Redação

Para quem quer abrir uma empresa, umas das principais dúvidas é acerca de endereços fiscais, especialmente em se tratando de empresas jovens. Uma outra dúvida é a diferença do endereço fiscal e do endereço comercial, igualmente importantes para o desenvolvimento de qualquer negócio, mas com funções diferentes.

O endereço fiscal é visto como “sede social” das empresas, formalizando os negócios e centralizando a gestão, além dos fins tributários e formais. Ele precisa ser contratado para a abertura ou transferência da empresa e consta em seus documentos oficiais, assim como no CNPJ e no contrato social, além de já contemplar o endereço comercial.

Já o endereço comercial é aquele que aparece em cartões de visita, sites e peças publicitárias, sendo que a empresa ou profissional pode contratá-lo separadamente.  O endereço comercial também dita um certo status da empresa, baseado na sua localização, que pode ser a mesma, ou não, do endereço fiscal.

Nos dois casos é possível que as empresas ou profissionais aluguem salas de reuniões e auditórios para receberem seus clientes e contatos sempre que desejarem.

Para as startups, por exemplo, alugar um espaço próprio para gerenciar suas produções pode ser um passo grande, além de um possível gasto inviável para um primeiro momento. Assim, a tendência é que muitas delas optem por manter suas sedes em coworkings que oferecem seus endereços fiscais e comerciais para as empresas como parte dos pacotes contratados.

Trabalhar em um espaço compartilhado que oferece seu endereço fiscal e/ou comercial, dependendo da necessidade, pode trazer inúmeras vantagens, uma vez que também é possível usufruir de todos os serviços oferecidos dentro de um mesmo ambiente, além de usufruir de uma infraestrutura completa, estabelecer networking e agregar credibilidade à marca.

Segundo censo 2021 da Associação Nacional de Coworkings e Escritórios Virtuais (ANCEV), existem mais de 1600 coworkings ativos nas 100 maiores cidades do Brasil. Apenas em São Paulo, são mais de 500 espaços, mas poucos com localizações privilegiadas. Dentre eles está o Club Coworking, com unidades na Faria Lima e na Av. Paulista, importantes centros de negócios da cidade, e que oferecem três planos diferentes quanto a locação dos endereços fiscal e comercial. Além disso, é possível contratar os planos individualmente ou de forma combinada, de acordo com as necessidades dos profissionais.

Para as pequenas e médias empresas, planos personalizáveis são os mais procurados, por atenderem às necessidades do trabalho híbrido, seja com diárias de escritório ou até mesmo nas áreas comuns, enquanto ainda pode-se manter a estabilidade trazida pelo endereço fiscal e as comodidades de ter todos os documentos centralizados em um único endereço.

“A grande preocupação de quem nos procura é encontrar um endereço e apoio para alavancar seus negócios, independentemente da área de atuação. Oferecer serviços que possam ser combinados e mesclados de diferentes formas ajuda tanto profissionais que estão começando, quanto aqueles mais estáveis. Principalmente após a pandemia, a busca por essa diversificação de formatos contratuais aumentou significativamente”, comenta a diretora de Operações do Club Coworking, Patrícia Coelho.

Cidades: As escolas estão protegendo os dados pessoais dos seus filhos?

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Quando se fala de crianças/adolescentes e privacidade de dados, todo o cuidado é pouco

Muitas escolas não se preocuparam com a implementação de um programa de LGPD

*Patricia Punder

Depois de quase 2 anos de pandemia, muitas escolas, sejam públicas ou privadas, estão retornando às aulas no modelo híbrido ou, até mesmo, totalmente presencial. Os cuidados sanitários tem sido a maior preocupação destas importantes instituições e com total razão. Entretanto, muitas se esqueceram que, no dia 18 de setembro de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados (“LGPD”) se tornou efetiva em todo o território nacional.

Infelizmente, muitas escolas não se preocuparam com a implementação de um programa de LGPD, pois a preocupação era como manter os alunos estudando durante este triste período da história brasileira. Muitos pais, devido ao trabalho remoto, tiveram mais acesso à informação sobre LGPD, pois seus empregadores resolveram implementar a Lei. Mas, não fizeram a correlação sobre a necessidade das escolas de seus respectivos filhos também estarem aderentes a referida legislação.

Quando falamos de crianças/adolescentes e privacidade de dados, todo o cuidado é pouco. Existem situações tenebrosas de pedofilia e bullying nas redes sociais. Imaginem se as imagens de seus filhos forem parar na “dark web” onde não existe qualquer controle sobre o que podem ser realizadas com as mesmas? O perigo é extremamente alto para as crianças/adolescentes neste momento.

Quando falamos em escolas, existem situações de biometria e gravações de imagens, até para o monitoramento dos pais quando estes estão trabalhando e querem ter a certeza que seus filhos estão sendo bem cuidados e em segurança. Portanto, os pais devem cobrar das escolas que a coleta, tratamento e armazenamento dos dados de seus filhos estejam aderentes a LGPD e tenham a garantia que não serão “hackeados” ou “vazados” por erro ou intencionalmente por um colaborador da escola.

As escolas devem implementar imediatamente um programa de LGPD e devem focar nas seguintes atividades abaixo descritas, com o objetivo de prover um ambiente seguro e saudável para seus alunos e colaboradores:

  1. Mapeamento de Impacto de Riscos de Privacidade de Dados;
  2. Análise de softwares existentes na instituição;
  3. Arquivos físicos; o processo de guarda e segurança destes documentos; 
  4. Dados pessoais existentes em sua base de dados;
  5. Fluxo de vida dos dados pessoais na instituição: coleta, uso, armazenamento, eliminação e compartilhamento com terceiros;
  6. Avaliação de circuitos de CFTV e trânsito dos dados veiculados nesse circuito;
  7. Identificação de dados sensíveis e de menores;
  8. Bases legais utilizadas pela instituição atualmente para justificar o tratamento desses dados pessoais;
  9. Identificação de vulnerabilidades de tecnologia (redes, antivírus, firewalls, licenciamento de softwares, atualizações, dentre outros);
  10. Processos de segurança da informação existentes na instituição;
  11. Processos de comunicação das informações de alunos com órgãos públicos;
  12. Existência de Políticas internas de privacidade e segurança da informação;
  13. Treinamento de colaboradores sobre privacidade e a importância dos dados pessoais.

Todo o processo de implementação deve ser feito como metodologia para que eventual fiscalização da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (“ANPD”), órgão criado pela lei para regulamentar, fiscalizar e punir as empresas, onde se incluem as escolas, que violem a lei e suas normas, em caso de eventual fiscalização espontânea ou mesmo em caso de alguma denúncia e/ou de algum incidente de insegurança.

Ademais, a LGPD define que para menores de 18 anos, o consentimento para tratamento de dados deverá ser realizado através de específico e em destaque dado por pelo menos um dos pais ou pelo responsável legal em consonância com os princípios definidos no Estatuto da Criança e do Adolescente, que definem as regras de proteção aos menores de idade no Brasil.

Outro ponto relevante, seriam as informações consideradas “sensíveis” pela LGPD, pois as escolas coletam dados de saúde, biometria e imagens, dentre outras, dos alunos.  Dados biométricos são dados de grau máximo de proteção em segurança da informação e não devem ser exigidos, entregues e utilizados sem um fundamento absolutamente relevante.

Segurança da escola é questão da escola, não pode ser realizado com base em dado pessoal da criança. Está no risco da atividade e deve ser calculado e gerido pelo seu gestor de forma eficaz, sem depender da utilização de dados sensíveis do cidadão. O vazamento de uma informação com esse potencial destrutivo para a vida de um ser humano indefeso pode ser fatal para o seu desenvolvimento como pessoa e certamente será alvo de punições exemplares pela ANPD e pela Justiça.

Sendo assim, pais tomem a frente e busquem por escolas que, de fato, respeitam e protegem os dados pessoais de seus filhos. Afinal, não estamos diante apenas de uma relação consumerista, mas de um direito de todos os cidadãos brasileiros.

*Patricia Punder, advogada é compliance officer com experiência internacional. Professora de Compliance no pós-MBA da USFSCAR e LEC – Legal Ethics and Compliance (SP). 

Cidades: Volume de processos trabalhistas no judiciário cresce durante a pandemia

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Em segundo lugar, aparece o adicional de insalubridade, respondendo por mais de 750 mil processos

Conheça o ranking dos 10 principais fatores geradores de processos no Judiciário

Redação

Segundo levantamento jurimétrico do escritório de advocacia LG&P, que atende empresas nacionais e multinacionais de médio e grande porte de diversos segmentos de mercado, a quantidade de processos trabalhistas tramitados eletronicamente no País subiu de 620.742 no primeiro semestre de 2019 para 687.467 no mesmo período de 2020, e para 891.182 entre janeiro e junho deste ano. “Neste ano, o pico de novos processos trabalhistas se deu em março, com mais de 150 mil entradas no judiciário. Certamente este é um reflexo da pandemia, que acabou gerando mais demissões. Sabemos que a maioria dos processos ocorrem no pós-demissão e tem um prazo de até dois anos da rescisão do contrato para serem homologados”, avaliou André Oliveira Morais, advogado trabalhista do LG&P, responsável pelo levantamento.

O estudo traz também um ranking dos 10 principais fatores geradores de processos trabalhistas no país. “As horas extras ocupam disparado o primeiro lugar no ranking de pedidos recorrentes, representando mais de 2 milhões de processos que, juntos, somam em torno de R$ 225 bilhões no valor de causa”, explica Morais. Em segundo lugar, aparece o adicional de insalubridade, respondendo por mais de 750 mil processos; e em terceiro, os pedidos de indenização por danos morais, com mais de 690 mil petições.  “No caso das horas extras, o problema está quase sempre na forma como o controle de ponto é realizado pela empresa; e no adicional de insalubridade, a falta ou irregularidade na entrega de equipamentos de proteção individual (EPIs) são o gatilho mais frequente”.

Segundo o levantamento, ainda fazem parte das 10 principais causas de processos trabalhistas, irregularidades ou suspensão do intervalo para refeição ou almoço (4º lugar, com 500 mil processos); o reconhecimento de vínculo de emprego (5º lugar, com 410 mil processos); pedidos envolvendo acidente ou adoecimento em razão do trabalho (6º lugar, com 373 mil processos); o adicional de periculosidade (7º lugar, com 324 mil petições); questões relacionadas à participação nos lucros e resultados (8º lugar, com 184 mil processos); desvio ou acúmulo de função (9º lugar, com 168 mil processos) e pedidos envolvendo a reversão da demissão por justa causa (10º lugar, somando em torno de 125 mil processos).

“Nosso relatório traz à tona a cultura nacional corporativa, na qual as empresas não conseguem estabelecer uma frente mais preventiva em relação a potenciais fatores geradores de passivos trabalhistas. E isso pode ter sido ainda mais potencializado na pandemia. Ao lado das causas relacionadas ao direito do consumidor, os litigiosos trabalhistas tendem a responder pelo maior volume de processos do judiciário nacional hoje”, disse Morais.

Para o advogado, estabelecer uma postura mais preventiva frente a estes fatores geradores de passivos trabalhistas é um caminho para proteger as relações de trabalho, tanto do ponto de vista do empregador quanto do empregado, e reduz custos às empresas. “No entanto, o que vemos hoje é um ciclo vicioso. O fato gerador se torna uma reclamação trabalhista depois da rescisão do contrato com o colaborador; mas é somente após cerca de mais ou menos três anos, tempo médio de duração de um processo, que o custo desse passivo vem à tona, quase sempre sem ter sido previsto pelo empresário lá atrás. Ou seja, para pagar a conta sem perder competitividade, a empresa deixa de promover melhorias que poderiam justamente extinguir a causa raiz de processos trabalhistas e fortalecer as relações. É um ciclo que se retroalimenta ao ponto de, em algumas organizações, o custo com passivos trabalhistas ser maior do que o montante investido em pessoas”, explicou.

Na consultoria que realiza a clientes, o LG&P levanta potenciais riscos e mensura quanto a empresa pode deixar de perder ao mitigar cenários preventivamente, promovendo melhorias de gestão. Neste ano, mesmo com a pandemia a banca chegou a conversar com pelo menos 80 empresas, de diferentes segmentos, sobre a gestão preventiva dos passivos. “Posso dizer que a maioria não faz isso. Mas esse olhar, que procura imprimir no dia a dia do negócio a efetividade da norma trabalhista, que é proteger as relações de trabalho, é estratégico e fundamental à sustentabilidade financeira, e aproxima o departamento jurídico das operações, o que é ótimo”.

Para Morais, os acordos extrajudiciais, formalizados após a reforma trabalhista de novembro de 2017, podem ser sim um instrumento eficaz, no sentido de evitar que o processo chegue ao judiciário. “Mas os acordos não são uma commoditie, não servem para qualquer situação, e é preciso avaliar caso a caso com cuidado.  Acredito muito nos acordos em momentos nos quais a empresa enfrenta forte crise financeira, por exemplo. A própria pandemia nos mostrou isso no ano passado”, finalizou.

 

Cidades: Home Angels contrata enfermeiros e técnicos de enfermagem

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A rede oferece salário a partir de R$2.500,00, além de benefícios como vale transporte e  vale refeição

As vagas são destinadas a candidatos de todo o país e ficarão no banco de talentos

Redação

A Home Angels, rede de cuidadores de pessoas, segue em forte crescimento pelo país e está com vagas de emprego para enfermeiros e técnicos de enfermagem em todo o Brasil. “Estamos em plena expansão do novo modelo de negócio, Home Angels Express, e nosso objetivo é aumentar o quadro de colaboradores em nosso banco de talentos, já que a cada dia a demanda de trabalho em nossa rede é maior”, explica Artur Hipólito, sócio-diretor da marca. 

Os interessados nas oportunidades devem ter 25 anos ou mais e também disponibilidade para participar do Curso de Supervisão da Home Angels. A rede oferece salário a partir de R$2.500,00, além de benefícios como vale transporte e  vale refeição, além de plano de saúde. 

Para se candidatar às 500 vagas disponíveis no banco de talentos da Home Angels, o candidato deve acessar o site www.homeangels.com.br e se cadastrar no link Trabalhe Conosco. 

“Nossa demanda tem aumentado a cada dia, uma vez que  atuamos tanto com cuidadores de idosos, como de pessoas em recuperação cirúrgica ou com necessidades especiais, além de gestantes e recém-nascidos”’, explica o diretor de Operações e Expansão da Home Angels, Ivan Marcos Ferreira.

O mercado que atende às demandas do envelhecimento da população é altamente promissor, já que o Brasil tem mais de 28 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que representa 13% da população do país. E esse percentual tende a dobrar nas próximas décadas, segundo a Projeção da População, divulgada em 2018 pelo IBGE. Neste cenário, empresas como a Home Angels, especializada em oferecer serviços para idosos com limitações físicas ou que necessitam de companhia, pessoas de qualquer idade em recuperação, portadores de síndromes, gestantes, recém nascidos entre outros, segue em franca expansão mesmo diante da crise econômica. 

 Sobre a Home Angels

A Home Angels surgiu em 2009 da união de ideias dos empresários Artur Hipólito e Marco Imperador. Os sócios perceberam que, com o aumento gradual da expectativa de vida da população brasileira, havia um mercado em potencial ainda inexplorado: uma rede de franquias de cuidadores.

Cidades: Dúvidas recorrentes entre alunos que irão prestar Enem e o vestibular

 

Caprichar na revisão dos assuntos no qual está inseguro, além de refazer as questões que vem errando são algumas opções

É muito importante que cada estudante descubra de que forma aprende melhor

Redação

Os próximos meses são marcados pelas provas do Enem e dos principais vestibulares do país e mesmo nesta reta final, ainda há muitas dúvidas entre os que estão se preparando para estes testes. Pensando nisso, Yan Navarro, diretor acadêmico da Luminova, rede de escolas do Grupo SEB, responde a três perguntas muito recorrentes entre os candidatos. 

Qual é a melhor maneira de estudar para o Enem e para os vestibulares?

Não há uma fórmula mágica e é muito importante que cada estudante descubra de que forma aprende melhor: lendo, assistindo vídeos ou fazendo exercícios. Para que isso aconteça, é fundamental que o aluno estude de diversas maneiras até compreender qual é a situação em que tem o melhor desempenho para absorver o conteúdo. Estudar é como praticar um esporte: para conquistar um bom rendimento, é necessário treinamento e, nesse caso, o treinamento passa por muita dedicação para alcançar um objetivo final.

O que estudar de última hora?

A estratégia de estudo para quando as provas já estão chegando é focar nos temas da atualidade, ler jornais, acompanhar portais de notícia, ou seja, se inteirar do que está acontecendo no país e no mundo. Caprichar na revisão dos assuntos no qual está inseguro, além de refazer as questões que vem errando são algumas opções.

Como o hábito da leitura ajuda nas provas?

A leitura é muito importante, mas não apenas de forma esporádica, e sim de maneira sistemática. Isso ajuda o aluno em sua capacidade de concentração, interpretação, além do próprio conteúdo retirado da leitura. Outra dúvida comum entre os estudantes é o que é melhor: só ler ou se ler e grifar. A melhor forma é, muito mais do que apenas ler e grifar, fazer exercícios de provas anteriores, pois isso ajuda na fixação do conteúdo, já que, se o aluno errar, ele aprenderá com os próprios erros.


Saúde: Qual é a importância dos primeiros mil dias de vida do bebê?

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Contado desde o início da gestação, é o momento de ouro, que exige maior cuidado

A fase abrange os 270 dias da gestação aos 730 dias

*Dra. Patrícia Consorte

Os primeiros mil dias são fundamentais na vida de uma criança. É nessa fase que ocorre o maior desenvolvimento físico, cognitivo e emocional do bebê. Contado desde o início da gestação, é o momento de ouro, que exige maior cuidado, atenção e acompanhamento, que serão fundamentais para um crescimento saudável e para evitar futuros problemas de saúde.

 

A fase abrange os 270 dias da gestação aos 730 dias, até que o bebê complete dois anos de idade. Nesse momento tão sensível, é onde acontece a nossa programação genética, pois fatores ambientais podem atuar, modificando a leitura dos nossos genes. É o conceito de epigenética. Dentre as influências ambientais, a má alimentação vem se mostrando como uma das principais causadoras de futuros problemas físicos, como cardiovasculares, obesidade e diabetes, bem como doenças psicológicos, como depressão.

 

Em um estudo divulgado pela Unicef, pelo menos uma em cada três crianças com menos de cinco anos está subnutrida ou com sobrepeso. Para piorar, quase duas em cada três crianças entre seis meses e dois anos não recebem alimentos necessários para sustentar o desenvolvimento adequado de seu corpo e de seu cérebro.

 

Cada vez mais mulheres estão malnutridas ao engravidarem, seja por meio de exposições tóxicas de alimentos, opções gordurosas ou outros fatores – fato que se não for cuidado logo, poderá impactar severamente no desenvolvimento de seu filho. Por isso, a modulação da saúde desde a fase gestacional se torna fundamental para evitar ao máximo tais problemas, programando o desenvolvimento e crescimento do bebê graças à maior sensibilidade de seu sistema neurológico e endócrino nos primeiros mil dias.

 

No início da vida, os dois fatores de grande impacto para o bebê são o parto normal, uma vez que o recém-nascido é colonizado pela microbiota materna, e, indiscutivelmente, o aleitamento materno. Já sabemos que o leite materno apresenta uma composição específica para o desenvolvimento físico e neuronal, sem falar que bebês amamentados apresentam uma microbiota intestinal diferente dos bebês que utilizam fórmulas – o que têm se mostrado como um fator protetor da saúde no futuro.

 

Muitos outros cuidados, contudo, devem ser iniciados antes mesmo da gravidez, com pelo menos seis meses de antecedência. Assim, qualquer problema identificado poderá ser tratado devidamente a fim de garantir uma gestação mais saudável. As futuras mães devem fazer um pré-natal adequado, dormir bem, praticar exercícios físicos regularmente e dar preferência a alimentos naturais, como verduras e legumes, evitando ultra processados e opções mais gordurosas.

 

Quando o bebê nascer, estimule o aleitamento materno e, após a introdução alimentar, dê preferência também por alimentos in natura, sem açúcar, agrotóxicos ou ultra processados. A suplementação, caso necessária, deve ser individualizada, o que torna indispensável o acompanhamento de um pediatra desde o pré-natal. É ele quem irá conhecer e acompanhar a criança desde a barriga, identificando onde poderá interferir antecipadamente e, como ela irá evoluir.

 

A medicina de prevenção é o melhor cuidado que as mães podem seguir para garantir um desenvolvimento saudável de seus filhos. Com ela, diversos problemas de saúde como diabetes, hipertensão, obesidade, câncer e distúrbios de neurodesenvolvimento, como autismo, podem ser tratados desde cedo. Por isso, não deixe de buscar um obstetra, nutricionista e pediatra para chamar de seu – e, acima de tudo, dê amor, carinho e colo aos pequenos. Brincar, estar próximo e incentivar o contato com a natureza também são ações que contribuem muito para tornar os primeiros mil dias mais saudáveis.

*Dra. Patrícia Consorte é pediatra e especialista em nutrição materno-infantil.

Saúde: Climatério: prevenção e saúdeClimatério: prevenção e saúde

  

Livro retrata conjunto de sinais e sintomas

Para ressaltar a importância dos cuidados durante o período mais decisivo para a mulher

*Odilon Iannetta

Climatério é o último período preventivo da vida feminina, entre 40 a 65 anos, e a última oportunidade para realizar o rastreamento completo e prevenir 80% das doenças que se originam na senilidade. Para ajudar as mulheres a passarem por este período de forma otimizada e leve, o ginecologista Odilon Iannetta apresenta em sua obra, Climatério para Mulheres Modernas, publicada pela Editora Pandorga, um conjunto de sinais e sintomas que possuem como causa principal as amplas variações hormonais femininas.

Segundo o especialista, para que as mulheres mantenham uma boa saúde na pós menopausa, o correto é iniciar os rastreamentos multidisciplinares a partir dos 40 anos. E para entender o contexto de tudo o que pode acontecer, o especialista pontua que discutir algumas questões é fundamental.

- É preciso romper com determinadas crenças de que o climatério tem de ser sinônimo de doença, ou mesmo que a osteoporose é “coisa da idade”. Estigmas impedem as mulheres de se tornarem as verdadeiras protagonistas de sua saúde e ainda interferem no direito de envelhecerem com qualidade de vida, gozando de boa saúde.

- O correto é as mulheres aprenderem o que é realmente a menopausa e divulgarem entre as amigas que estão convivendo com o período do climatério, antes ou depois da data da menopausa e, ao longo desse período, realizar os controles e efetuar as devidas reposições para os diferentes compartimentos endócrinos e para as carências do metabolismo intermediário, assim como a reposição dos oligoelementos, nutrientes básicos etc.

- A comercialização de produtos por via eletrônica, que oferece um elevado número de medicações miraculosas, remédios que tratam de tudo, de calor a impotência e, pior, até o câncer, tem contribuído de forma expressiva para a negação da abordagem investigativa, multidisciplinar e preventiva do climatério.

Ficha Técnica:
Páginas: 208
Formato: 16X23
Assunto: Medicina. Saúde. Prevenção
Acabamento: Brochura
Preço: R$ 49,90
ISBN: 978-65-87140-41-4
ISBN E-book: 978-65-87140-46-9 

Sobre o autor: Formado, com mestrado e doutorado Sensu Strictu pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), o Professor DR. ODILON IANNETTA, fundou, em 1979, o primeiro serviço público multidisciplinar de climatério do mundo, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP), atuando até 2013. 

Saúde: O Mau Hálito e a Qualidade de Vida

 

O mau hálito dificulta o relacionamento pessoal

Estudo mostra o efeito que a halitose tem na vida dos pacientes

*Dra. Cláudia Christianne Gobor

Baseados em informações fornecidas por pacientes durante as avaliações para diagnosticar as causas e consequências da halitose, membros da Associação Brasileira de Halitose (ABHA) observaram que muitos têm em comum a perda de qualidade de vida. A partir dessas informações, a ABHA fez uma pesquisa para saber se essa perda é uma causa ou uma consequência da halitose. Intitulada “O Mau Hálito e a Qualidade de Vida”, a pesquisa foi realizada em âmbito nacional, no ano de 2008.

Num total de 127 entrevistados, verificou-se que 76% dos participantes foram alertados por pessoas de seu convívio social e/ou familiar. E, embora 49% dos participantes tenham recebido o alerta com constrangimento, 48% acharam que quem o alertou fez bem, 35% interpretaram esta atitude como uma demonstração de afeto e 10% consideraram que a pessoa que o alertou foi corajosa. 

Constatou-se neste estudo que 99% desses participantes acham que quem tem halitose deve ser alertado. “Este dado é de extrema relevância, pois derruba o mito de que a pessoa portadora de halitose se sente ofendida e de que não se deve alertar sobre o problema”, afirma a Dra. Cláudia C. Gobor, atual conselheira e ex-presidente da Associação Brasileira de Halitose.

A maioria (88%) considera que a halitose tenha provocado mudanças em sua vida. Sendo 36% no âmbito social, 30% afetivo e/ou 31% profissional. Eles acreditam que a halitose os tenha tornado retraído (23%), inseguro (26%), com baixa auto-estima (14%), anti-sociais (14%), tristes (10%), deprimidos (5%) e/ou extremamente triste (3%). 

Gobor explica que os dados acima são muito comuns e preocupantes. “A Halitose é um problema que deve ser levado a sério. Isso porque, além da saúde física, ela afeta também a saúde psicológica das pessoas”, comenta. Por fim, 92% dos pacientes pesquisados revelaram que a halitose prejudica sua qualidade de vida, sendo que 64% destes classificaram este prejuízo como “muito” ou “totalmente”.

"Embora a halitose não seja uma doença, ela costuma provocar mudanças no padrão comportamental do indivíduo e que estas acabam por afetar suas relações interpessoais, sua segurança, espontaneidade e auto estima, o que termina por comprometer a sua saúde emocional”, alerta a especialista. Sabe-se que a saúde emocional é de fundamental importância para todos os aspectos da vida do indivíduo e, portanto, podemos afirmar que todos os profissionais da área da saúde, em especial médicos, dentistas e psicólogos devem dar uma atenção especial a esta queixa em seus pacientes.

Outro fator importante que a pesquisa revelou é que a população deve, sim, falar abertamente sobre este assunto e avisar, sem receios, a pessoa que possui o hálito alterado. “Os benefícios deste ato serão bem maiores que quaisquer constrangimentos que possam haver”, explica Gobor. A pesquisa revelou que, após sentirem um eventual constrangimento, 93% dos portadores de mau hálito desenvolveram um sentimento de gratidão e admiração com relação à pessoa que lhes avisou, por terem sido comunicadas de seu problema e permitir-lhes assim, procurar ajuda.

 *Dra. Cláudia Christianne Gobor
Cirurgiã Dentista especialista pelo MEC no tratamento da Halitose
Ex-Presidente da Associação Brasileira de Halitose e Atual Conselheira Consultiva

Opinião: #Vladimir Herzog, 46 anos de outra morte cometida pelo Regime Militar de 64

 

A farsa do suicídio de Herzog foi descoberta pelo rabino Henry Sobel no IML de SP

Jornalista foi depor e morreu horas depois sob tortura

*Luís Alberto Alves

Há exatos 46 anos, o dia 25 de outubro era um sábado. Naquela manhã, o jornalista e diretor da TV Cultura, #Vladimir Herzog despediu-se da esposa Clarice e dos filhos pequenos para ir a um depoimento no famigerado #DOI/Codi (Departamento de Operações Internas/Centro de Operações para Defesa Interna), na esquina da Rua Tomaz Carvalhal com Rua Tutóia, Paraíso, Zona Sul, próximo da Avenida 23 de Maio.

Porém, o destino não avisaria que ele morreria pouco antes do meio-dia, sob tortura, para confessar crime do qual desconhecia. Era o auge da #Ditadura Militar, que havia tomado o poder, ao depor o  então presidente da República, eleito diretamente, #João Goulart (PTB) no final de março de 1964.

Os #torturadores não sabiam que o assassinato de #Herzog serviria de estopim para acelerar a degradação do regime. A repercussão de sua morte provocou ato ecumênico na Catedral da Sé, reunindo cerca de 8 mil pessoas. Elas ignoraram as ameaças das Forças Armadas, que ordenara o fechamento de todos os cruzamentos que levassem rumo à Praça da Sé.

Nada disto intimidou que o culto conduzido pelo arcebispo #Dom Paulo Evaristo Arns, o rabino Henry Sobel e o pastor presbiteriano James Wright fosse realizado. A farsa do suicídio de #Herzog acabou destruída no IML (Instituto Médico Legal), quando o rabino (o jornalista era judeu) Sobel foi preparar o corpo para o sepultamento, descobriu ferimentos que não revelavam suicídio, mas homicídio.

Em fevereiro de 1976, os torturadores mataram o metalúrgico #Manoel Fiel Filho. O ditador Ernesto Geisel mandou prender a equipe de assassinos e exonerou o general Sylvio Frota, então ministro do Exército, visto que o DOI/Codi era órgão de segurança vinculado ao II Exército, em São Paulo. Três anos depois, o Congresso Nacional aprova a Lei de Anistia, suspendendo os assassinatos cometidos pela Ditadura Militar contra opositores do Regime.

*Luis Alberto Alves é jornalista e editor do blogue Boca Ligeira

Documentário  Vladimir Herzog

LINHA DIRETA JUSTIÇA - Vladimir Herzog (completo) - YouTube

Flash black: Isley Brothers e a linda "The Highways of My Life"

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