25 outubro 2021

Economia: Endereço fiscal se torna ponto estratégico para alavancar pequenas e médias empresas

Endereço fiscal é importante para obter dinheiro nas transações de mercado


 Coworkings investem em opções diferenciadas de planos para atender demanda do mercado

Redação

Para quem quer abrir uma empresa, umas das principais dúvidas é acerca de endereços fiscais, especialmente em se tratando de empresas jovens. Uma outra dúvida é a diferença do endereço fiscal e do endereço comercial, igualmente importantes para o desenvolvimento de qualquer negócio, mas com funções diferentes.

O endereço fiscal é visto como “sede social” das empresas, formalizando os negócios e centralizando a gestão, além dos fins tributários e formais. Ele precisa ser contratado para a abertura ou transferência da empresa e consta em seus documentos oficiais, assim como no CNPJ e no contrato social, além de já contemplar o endereço comercial.

Já o endereço comercial é aquele que aparece em cartões de visita, sites e peças publicitárias, sendo que a empresa ou profissional pode contratá-lo separadamente.  O endereço comercial também dita um certo status da empresa, baseado na sua localização, que pode ser a mesma, ou não, do endereço fiscal.

Nos dois casos é possível que as empresas ou profissionais aluguem salas de reuniões e auditórios para receberem seus clientes e contatos sempre que desejarem.

Para as startups, por exemplo, alugar um espaço próprio para gerenciar suas produções pode ser um passo grande, além de um possível gasto inviável para um primeiro momento. Assim, a tendência é que muitas delas optem por manter suas sedes em coworkings que oferecem seus endereços fiscais e comerciais para as empresas como parte dos pacotes contratados.

Trabalhar em um espaço compartilhado que oferece seu endereço fiscal e/ou comercial, dependendo da necessidade, pode trazer inúmeras vantagens, uma vez que também é possível usufruir de todos os serviços oferecidos dentro de um mesmo ambiente, além de usufruir de uma infraestrutura completa, estabelecer networking e agregar credibilidade à marca.

Segundo censo 2021 da Associação Nacional de Coworkings e Escritórios Virtuais (ANCEV), existem mais de 1600 coworkings ativos nas 100 maiores cidades do Brasil. Apenas em São Paulo, são mais de 500 espaços, mas poucos com localizações privilegiadas. Dentre eles está o Club Coworking, com unidades na Faria Lima e na Av. Paulista, importantes centros de negócios da cidade, e que oferecem três planos diferentes quanto a locação dos endereços fiscal e comercial. Além disso, é possível contratar os planos individualmente ou de forma combinada, de acordo com as necessidades dos profissionais.

Para as pequenas e médias empresas, planos personalizáveis são os mais procurados, por atenderem às necessidades do trabalho híbrido, seja com diárias de escritório ou até mesmo nas áreas comuns, enquanto ainda pode-se manter a estabilidade trazida pelo endereço fiscal e as comodidades de ter todos os documentos centralizados em um único endereço.

“A grande preocupação de quem nos procura é encontrar um endereço e apoio para alavancar seus negócios, independentemente da área de atuação. Oferecer serviços que possam ser combinados e mesclados de diferentes formas ajuda tanto profissionais que estão começando, quanto aqueles mais estáveis. Principalmente após a pandemia, a busca por essa diversificação de formatos contratuais aumentou significativamente”, comenta a diretora de Operações do Club Coworking, Patrícia Coelho.

Cidades: As escolas estão protegendo os dados pessoais dos seus filhos?

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Quando se fala de crianças/adolescentes e privacidade de dados, todo o cuidado é pouco

Muitas escolas não se preocuparam com a implementação de um programa de LGPD

*Patricia Punder

Depois de quase 2 anos de pandemia, muitas escolas, sejam públicas ou privadas, estão retornando às aulas no modelo híbrido ou, até mesmo, totalmente presencial. Os cuidados sanitários tem sido a maior preocupação destas importantes instituições e com total razão. Entretanto, muitas se esqueceram que, no dia 18 de setembro de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados (“LGPD”) se tornou efetiva em todo o território nacional.

Infelizmente, muitas escolas não se preocuparam com a implementação de um programa de LGPD, pois a preocupação era como manter os alunos estudando durante este triste período da história brasileira. Muitos pais, devido ao trabalho remoto, tiveram mais acesso à informação sobre LGPD, pois seus empregadores resolveram implementar a Lei. Mas, não fizeram a correlação sobre a necessidade das escolas de seus respectivos filhos também estarem aderentes a referida legislação.

Quando falamos de crianças/adolescentes e privacidade de dados, todo o cuidado é pouco. Existem situações tenebrosas de pedofilia e bullying nas redes sociais. Imaginem se as imagens de seus filhos forem parar na “dark web” onde não existe qualquer controle sobre o que podem ser realizadas com as mesmas? O perigo é extremamente alto para as crianças/adolescentes neste momento.

Quando falamos em escolas, existem situações de biometria e gravações de imagens, até para o monitoramento dos pais quando estes estão trabalhando e querem ter a certeza que seus filhos estão sendo bem cuidados e em segurança. Portanto, os pais devem cobrar das escolas que a coleta, tratamento e armazenamento dos dados de seus filhos estejam aderentes a LGPD e tenham a garantia que não serão “hackeados” ou “vazados” por erro ou intencionalmente por um colaborador da escola.

As escolas devem implementar imediatamente um programa de LGPD e devem focar nas seguintes atividades abaixo descritas, com o objetivo de prover um ambiente seguro e saudável para seus alunos e colaboradores:

  1. Mapeamento de Impacto de Riscos de Privacidade de Dados;
  2. Análise de softwares existentes na instituição;
  3. Arquivos físicos; o processo de guarda e segurança destes documentos; 
  4. Dados pessoais existentes em sua base de dados;
  5. Fluxo de vida dos dados pessoais na instituição: coleta, uso, armazenamento, eliminação e compartilhamento com terceiros;
  6. Avaliação de circuitos de CFTV e trânsito dos dados veiculados nesse circuito;
  7. Identificação de dados sensíveis e de menores;
  8. Bases legais utilizadas pela instituição atualmente para justificar o tratamento desses dados pessoais;
  9. Identificação de vulnerabilidades de tecnologia (redes, antivírus, firewalls, licenciamento de softwares, atualizações, dentre outros);
  10. Processos de segurança da informação existentes na instituição;
  11. Processos de comunicação das informações de alunos com órgãos públicos;
  12. Existência de Políticas internas de privacidade e segurança da informação;
  13. Treinamento de colaboradores sobre privacidade e a importância dos dados pessoais.

Todo o processo de implementação deve ser feito como metodologia para que eventual fiscalização da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (“ANPD”), órgão criado pela lei para regulamentar, fiscalizar e punir as empresas, onde se incluem as escolas, que violem a lei e suas normas, em caso de eventual fiscalização espontânea ou mesmo em caso de alguma denúncia e/ou de algum incidente de insegurança.

Ademais, a LGPD define que para menores de 18 anos, o consentimento para tratamento de dados deverá ser realizado através de específico e em destaque dado por pelo menos um dos pais ou pelo responsável legal em consonância com os princípios definidos no Estatuto da Criança e do Adolescente, que definem as regras de proteção aos menores de idade no Brasil.

Outro ponto relevante, seriam as informações consideradas “sensíveis” pela LGPD, pois as escolas coletam dados de saúde, biometria e imagens, dentre outras, dos alunos.  Dados biométricos são dados de grau máximo de proteção em segurança da informação e não devem ser exigidos, entregues e utilizados sem um fundamento absolutamente relevante.

Segurança da escola é questão da escola, não pode ser realizado com base em dado pessoal da criança. Está no risco da atividade e deve ser calculado e gerido pelo seu gestor de forma eficaz, sem depender da utilização de dados sensíveis do cidadão. O vazamento de uma informação com esse potencial destrutivo para a vida de um ser humano indefeso pode ser fatal para o seu desenvolvimento como pessoa e certamente será alvo de punições exemplares pela ANPD e pela Justiça.

Sendo assim, pais tomem a frente e busquem por escolas que, de fato, respeitam e protegem os dados pessoais de seus filhos. Afinal, não estamos diante apenas de uma relação consumerista, mas de um direito de todos os cidadãos brasileiros.

*Patricia Punder, advogada é compliance officer com experiência internacional. Professora de Compliance no pós-MBA da USFSCAR e LEC – Legal Ethics and Compliance (SP). 

Cidades: Volume de processos trabalhistas no judiciário cresce durante a pandemia

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Em segundo lugar, aparece o adicional de insalubridade, respondendo por mais de 750 mil processos

Conheça o ranking dos 10 principais fatores geradores de processos no Judiciário

Redação

Segundo levantamento jurimétrico do escritório de advocacia LG&P, que atende empresas nacionais e multinacionais de médio e grande porte de diversos segmentos de mercado, a quantidade de processos trabalhistas tramitados eletronicamente no País subiu de 620.742 no primeiro semestre de 2019 para 687.467 no mesmo período de 2020, e para 891.182 entre janeiro e junho deste ano. “Neste ano, o pico de novos processos trabalhistas se deu em março, com mais de 150 mil entradas no judiciário. Certamente este é um reflexo da pandemia, que acabou gerando mais demissões. Sabemos que a maioria dos processos ocorrem no pós-demissão e tem um prazo de até dois anos da rescisão do contrato para serem homologados”, avaliou André Oliveira Morais, advogado trabalhista do LG&P, responsável pelo levantamento.

O estudo traz também um ranking dos 10 principais fatores geradores de processos trabalhistas no país. “As horas extras ocupam disparado o primeiro lugar no ranking de pedidos recorrentes, representando mais de 2 milhões de processos que, juntos, somam em torno de R$ 225 bilhões no valor de causa”, explica Morais. Em segundo lugar, aparece o adicional de insalubridade, respondendo por mais de 750 mil processos; e em terceiro, os pedidos de indenização por danos morais, com mais de 690 mil petições.  “No caso das horas extras, o problema está quase sempre na forma como o controle de ponto é realizado pela empresa; e no adicional de insalubridade, a falta ou irregularidade na entrega de equipamentos de proteção individual (EPIs) são o gatilho mais frequente”.

Segundo o levantamento, ainda fazem parte das 10 principais causas de processos trabalhistas, irregularidades ou suspensão do intervalo para refeição ou almoço (4º lugar, com 500 mil processos); o reconhecimento de vínculo de emprego (5º lugar, com 410 mil processos); pedidos envolvendo acidente ou adoecimento em razão do trabalho (6º lugar, com 373 mil processos); o adicional de periculosidade (7º lugar, com 324 mil petições); questões relacionadas à participação nos lucros e resultados (8º lugar, com 184 mil processos); desvio ou acúmulo de função (9º lugar, com 168 mil processos) e pedidos envolvendo a reversão da demissão por justa causa (10º lugar, somando em torno de 125 mil processos).

“Nosso relatório traz à tona a cultura nacional corporativa, na qual as empresas não conseguem estabelecer uma frente mais preventiva em relação a potenciais fatores geradores de passivos trabalhistas. E isso pode ter sido ainda mais potencializado na pandemia. Ao lado das causas relacionadas ao direito do consumidor, os litigiosos trabalhistas tendem a responder pelo maior volume de processos do judiciário nacional hoje”, disse Morais.

Para o advogado, estabelecer uma postura mais preventiva frente a estes fatores geradores de passivos trabalhistas é um caminho para proteger as relações de trabalho, tanto do ponto de vista do empregador quanto do empregado, e reduz custos às empresas. “No entanto, o que vemos hoje é um ciclo vicioso. O fato gerador se torna uma reclamação trabalhista depois da rescisão do contrato com o colaborador; mas é somente após cerca de mais ou menos três anos, tempo médio de duração de um processo, que o custo desse passivo vem à tona, quase sempre sem ter sido previsto pelo empresário lá atrás. Ou seja, para pagar a conta sem perder competitividade, a empresa deixa de promover melhorias que poderiam justamente extinguir a causa raiz de processos trabalhistas e fortalecer as relações. É um ciclo que se retroalimenta ao ponto de, em algumas organizações, o custo com passivos trabalhistas ser maior do que o montante investido em pessoas”, explicou.

Na consultoria que realiza a clientes, o LG&P levanta potenciais riscos e mensura quanto a empresa pode deixar de perder ao mitigar cenários preventivamente, promovendo melhorias de gestão. Neste ano, mesmo com a pandemia a banca chegou a conversar com pelo menos 80 empresas, de diferentes segmentos, sobre a gestão preventiva dos passivos. “Posso dizer que a maioria não faz isso. Mas esse olhar, que procura imprimir no dia a dia do negócio a efetividade da norma trabalhista, que é proteger as relações de trabalho, é estratégico e fundamental à sustentabilidade financeira, e aproxima o departamento jurídico das operações, o que é ótimo”.

Para Morais, os acordos extrajudiciais, formalizados após a reforma trabalhista de novembro de 2017, podem ser sim um instrumento eficaz, no sentido de evitar que o processo chegue ao judiciário. “Mas os acordos não são uma commoditie, não servem para qualquer situação, e é preciso avaliar caso a caso com cuidado.  Acredito muito nos acordos em momentos nos quais a empresa enfrenta forte crise financeira, por exemplo. A própria pandemia nos mostrou isso no ano passado”, finalizou.

 

Cidades: Home Angels contrata enfermeiros e técnicos de enfermagem

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A rede oferece salário a partir de R$2.500,00, além de benefícios como vale transporte e  vale refeição

As vagas são destinadas a candidatos de todo o país e ficarão no banco de talentos

Redação

A Home Angels, rede de cuidadores de pessoas, segue em forte crescimento pelo país e está com vagas de emprego para enfermeiros e técnicos de enfermagem em todo o Brasil. “Estamos em plena expansão do novo modelo de negócio, Home Angels Express, e nosso objetivo é aumentar o quadro de colaboradores em nosso banco de talentos, já que a cada dia a demanda de trabalho em nossa rede é maior”, explica Artur Hipólito, sócio-diretor da marca. 

Os interessados nas oportunidades devem ter 25 anos ou mais e também disponibilidade para participar do Curso de Supervisão da Home Angels. A rede oferece salário a partir de R$2.500,00, além de benefícios como vale transporte e  vale refeição, além de plano de saúde. 

Para se candidatar às 500 vagas disponíveis no banco de talentos da Home Angels, o candidato deve acessar o site www.homeangels.com.br e se cadastrar no link Trabalhe Conosco. 

“Nossa demanda tem aumentado a cada dia, uma vez que  atuamos tanto com cuidadores de idosos, como de pessoas em recuperação cirúrgica ou com necessidades especiais, além de gestantes e recém-nascidos”’, explica o diretor de Operações e Expansão da Home Angels, Ivan Marcos Ferreira.

O mercado que atende às demandas do envelhecimento da população é altamente promissor, já que o Brasil tem mais de 28 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que representa 13% da população do país. E esse percentual tende a dobrar nas próximas décadas, segundo a Projeção da População, divulgada em 2018 pelo IBGE. Neste cenário, empresas como a Home Angels, especializada em oferecer serviços para idosos com limitações físicas ou que necessitam de companhia, pessoas de qualquer idade em recuperação, portadores de síndromes, gestantes, recém nascidos entre outros, segue em franca expansão mesmo diante da crise econômica. 

 Sobre a Home Angels

A Home Angels surgiu em 2009 da união de ideias dos empresários Artur Hipólito e Marco Imperador. Os sócios perceberam que, com o aumento gradual da expectativa de vida da população brasileira, havia um mercado em potencial ainda inexplorado: uma rede de franquias de cuidadores.

Cidades: Dúvidas recorrentes entre alunos que irão prestar Enem e o vestibular

 

Caprichar na revisão dos assuntos no qual está inseguro, além de refazer as questões que vem errando são algumas opções

É muito importante que cada estudante descubra de que forma aprende melhor

Redação

Os próximos meses são marcados pelas provas do Enem e dos principais vestibulares do país e mesmo nesta reta final, ainda há muitas dúvidas entre os que estão se preparando para estes testes. Pensando nisso, Yan Navarro, diretor acadêmico da Luminova, rede de escolas do Grupo SEB, responde a três perguntas muito recorrentes entre os candidatos. 

Qual é a melhor maneira de estudar para o Enem e para os vestibulares?

Não há uma fórmula mágica e é muito importante que cada estudante descubra de que forma aprende melhor: lendo, assistindo vídeos ou fazendo exercícios. Para que isso aconteça, é fundamental que o aluno estude de diversas maneiras até compreender qual é a situação em que tem o melhor desempenho para absorver o conteúdo. Estudar é como praticar um esporte: para conquistar um bom rendimento, é necessário treinamento e, nesse caso, o treinamento passa por muita dedicação para alcançar um objetivo final.

O que estudar de última hora?

A estratégia de estudo para quando as provas já estão chegando é focar nos temas da atualidade, ler jornais, acompanhar portais de notícia, ou seja, se inteirar do que está acontecendo no país e no mundo. Caprichar na revisão dos assuntos no qual está inseguro, além de refazer as questões que vem errando são algumas opções.

Como o hábito da leitura ajuda nas provas?

A leitura é muito importante, mas não apenas de forma esporádica, e sim de maneira sistemática. Isso ajuda o aluno em sua capacidade de concentração, interpretação, além do próprio conteúdo retirado da leitura. Outra dúvida comum entre os estudantes é o que é melhor: só ler ou se ler e grifar. A melhor forma é, muito mais do que apenas ler e grifar, fazer exercícios de provas anteriores, pois isso ajuda na fixação do conteúdo, já que, se o aluno errar, ele aprenderá com os próprios erros.


Saúde: Qual é a importância dos primeiros mil dias de vida do bebê?

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Contado desde o início da gestação, é o momento de ouro, que exige maior cuidado

A fase abrange os 270 dias da gestação aos 730 dias

*Dra. Patrícia Consorte

Os primeiros mil dias são fundamentais na vida de uma criança. É nessa fase que ocorre o maior desenvolvimento físico, cognitivo e emocional do bebê. Contado desde o início da gestação, é o momento de ouro, que exige maior cuidado, atenção e acompanhamento, que serão fundamentais para um crescimento saudável e para evitar futuros problemas de saúde.

 

A fase abrange os 270 dias da gestação aos 730 dias, até que o bebê complete dois anos de idade. Nesse momento tão sensível, é onde acontece a nossa programação genética, pois fatores ambientais podem atuar, modificando a leitura dos nossos genes. É o conceito de epigenética. Dentre as influências ambientais, a má alimentação vem se mostrando como uma das principais causadoras de futuros problemas físicos, como cardiovasculares, obesidade e diabetes, bem como doenças psicológicos, como depressão.

 

Em um estudo divulgado pela Unicef, pelo menos uma em cada três crianças com menos de cinco anos está subnutrida ou com sobrepeso. Para piorar, quase duas em cada três crianças entre seis meses e dois anos não recebem alimentos necessários para sustentar o desenvolvimento adequado de seu corpo e de seu cérebro.

 

Cada vez mais mulheres estão malnutridas ao engravidarem, seja por meio de exposições tóxicas de alimentos, opções gordurosas ou outros fatores – fato que se não for cuidado logo, poderá impactar severamente no desenvolvimento de seu filho. Por isso, a modulação da saúde desde a fase gestacional se torna fundamental para evitar ao máximo tais problemas, programando o desenvolvimento e crescimento do bebê graças à maior sensibilidade de seu sistema neurológico e endócrino nos primeiros mil dias.

 

No início da vida, os dois fatores de grande impacto para o bebê são o parto normal, uma vez que o recém-nascido é colonizado pela microbiota materna, e, indiscutivelmente, o aleitamento materno. Já sabemos que o leite materno apresenta uma composição específica para o desenvolvimento físico e neuronal, sem falar que bebês amamentados apresentam uma microbiota intestinal diferente dos bebês que utilizam fórmulas – o que têm se mostrado como um fator protetor da saúde no futuro.

 

Muitos outros cuidados, contudo, devem ser iniciados antes mesmo da gravidez, com pelo menos seis meses de antecedência. Assim, qualquer problema identificado poderá ser tratado devidamente a fim de garantir uma gestação mais saudável. As futuras mães devem fazer um pré-natal adequado, dormir bem, praticar exercícios físicos regularmente e dar preferência a alimentos naturais, como verduras e legumes, evitando ultra processados e opções mais gordurosas.

 

Quando o bebê nascer, estimule o aleitamento materno e, após a introdução alimentar, dê preferência também por alimentos in natura, sem açúcar, agrotóxicos ou ultra processados. A suplementação, caso necessária, deve ser individualizada, o que torna indispensável o acompanhamento de um pediatra desde o pré-natal. É ele quem irá conhecer e acompanhar a criança desde a barriga, identificando onde poderá interferir antecipadamente e, como ela irá evoluir.

 

A medicina de prevenção é o melhor cuidado que as mães podem seguir para garantir um desenvolvimento saudável de seus filhos. Com ela, diversos problemas de saúde como diabetes, hipertensão, obesidade, câncer e distúrbios de neurodesenvolvimento, como autismo, podem ser tratados desde cedo. Por isso, não deixe de buscar um obstetra, nutricionista e pediatra para chamar de seu – e, acima de tudo, dê amor, carinho e colo aos pequenos. Brincar, estar próximo e incentivar o contato com a natureza também são ações que contribuem muito para tornar os primeiros mil dias mais saudáveis.

*Dra. Patrícia Consorte é pediatra e especialista em nutrição materno-infantil.

Saúde: Climatério: prevenção e saúdeClimatério: prevenção e saúde

  

Livro retrata conjunto de sinais e sintomas

Para ressaltar a importância dos cuidados durante o período mais decisivo para a mulher

*Odilon Iannetta

Climatério é o último período preventivo da vida feminina, entre 40 a 65 anos, e a última oportunidade para realizar o rastreamento completo e prevenir 80% das doenças que se originam na senilidade. Para ajudar as mulheres a passarem por este período de forma otimizada e leve, o ginecologista Odilon Iannetta apresenta em sua obra, Climatério para Mulheres Modernas, publicada pela Editora Pandorga, um conjunto de sinais e sintomas que possuem como causa principal as amplas variações hormonais femininas.

Segundo o especialista, para que as mulheres mantenham uma boa saúde na pós menopausa, o correto é iniciar os rastreamentos multidisciplinares a partir dos 40 anos. E para entender o contexto de tudo o que pode acontecer, o especialista pontua que discutir algumas questões é fundamental.

- É preciso romper com determinadas crenças de que o climatério tem de ser sinônimo de doença, ou mesmo que a osteoporose é “coisa da idade”. Estigmas impedem as mulheres de se tornarem as verdadeiras protagonistas de sua saúde e ainda interferem no direito de envelhecerem com qualidade de vida, gozando de boa saúde.

- O correto é as mulheres aprenderem o que é realmente a menopausa e divulgarem entre as amigas que estão convivendo com o período do climatério, antes ou depois da data da menopausa e, ao longo desse período, realizar os controles e efetuar as devidas reposições para os diferentes compartimentos endócrinos e para as carências do metabolismo intermediário, assim como a reposição dos oligoelementos, nutrientes básicos etc.

- A comercialização de produtos por via eletrônica, que oferece um elevado número de medicações miraculosas, remédios que tratam de tudo, de calor a impotência e, pior, até o câncer, tem contribuído de forma expressiva para a negação da abordagem investigativa, multidisciplinar e preventiva do climatério.

Ficha Técnica:
Páginas: 208
Formato: 16X23
Assunto: Medicina. Saúde. Prevenção
Acabamento: Brochura
Preço: R$ 49,90
ISBN: 978-65-87140-41-4
ISBN E-book: 978-65-87140-46-9 

Sobre o autor: Formado, com mestrado e doutorado Sensu Strictu pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), o Professor DR. ODILON IANNETTA, fundou, em 1979, o primeiro serviço público multidisciplinar de climatério do mundo, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP), atuando até 2013. 

Saúde: O Mau Hálito e a Qualidade de Vida

 

O mau hálito dificulta o relacionamento pessoal

Estudo mostra o efeito que a halitose tem na vida dos pacientes

*Dra. Cláudia Christianne Gobor

Baseados em informações fornecidas por pacientes durante as avaliações para diagnosticar as causas e consequências da halitose, membros da Associação Brasileira de Halitose (ABHA) observaram que muitos têm em comum a perda de qualidade de vida. A partir dessas informações, a ABHA fez uma pesquisa para saber se essa perda é uma causa ou uma consequência da halitose. Intitulada “O Mau Hálito e a Qualidade de Vida”, a pesquisa foi realizada em âmbito nacional, no ano de 2008.

Num total de 127 entrevistados, verificou-se que 76% dos participantes foram alertados por pessoas de seu convívio social e/ou familiar. E, embora 49% dos participantes tenham recebido o alerta com constrangimento, 48% acharam que quem o alertou fez bem, 35% interpretaram esta atitude como uma demonstração de afeto e 10% consideraram que a pessoa que o alertou foi corajosa. 

Constatou-se neste estudo que 99% desses participantes acham que quem tem halitose deve ser alertado. “Este dado é de extrema relevância, pois derruba o mito de que a pessoa portadora de halitose se sente ofendida e de que não se deve alertar sobre o problema”, afirma a Dra. Cláudia C. Gobor, atual conselheira e ex-presidente da Associação Brasileira de Halitose.

A maioria (88%) considera que a halitose tenha provocado mudanças em sua vida. Sendo 36% no âmbito social, 30% afetivo e/ou 31% profissional. Eles acreditam que a halitose os tenha tornado retraído (23%), inseguro (26%), com baixa auto-estima (14%), anti-sociais (14%), tristes (10%), deprimidos (5%) e/ou extremamente triste (3%). 

Gobor explica que os dados acima são muito comuns e preocupantes. “A Halitose é um problema que deve ser levado a sério. Isso porque, além da saúde física, ela afeta também a saúde psicológica das pessoas”, comenta. Por fim, 92% dos pacientes pesquisados revelaram que a halitose prejudica sua qualidade de vida, sendo que 64% destes classificaram este prejuízo como “muito” ou “totalmente”.

"Embora a halitose não seja uma doença, ela costuma provocar mudanças no padrão comportamental do indivíduo e que estas acabam por afetar suas relações interpessoais, sua segurança, espontaneidade e auto estima, o que termina por comprometer a sua saúde emocional”, alerta a especialista. Sabe-se que a saúde emocional é de fundamental importância para todos os aspectos da vida do indivíduo e, portanto, podemos afirmar que todos os profissionais da área da saúde, em especial médicos, dentistas e psicólogos devem dar uma atenção especial a esta queixa em seus pacientes.

Outro fator importante que a pesquisa revelou é que a população deve, sim, falar abertamente sobre este assunto e avisar, sem receios, a pessoa que possui o hálito alterado. “Os benefícios deste ato serão bem maiores que quaisquer constrangimentos que possam haver”, explica Gobor. A pesquisa revelou que, após sentirem um eventual constrangimento, 93% dos portadores de mau hálito desenvolveram um sentimento de gratidão e admiração com relação à pessoa que lhes avisou, por terem sido comunicadas de seu problema e permitir-lhes assim, procurar ajuda.

 *Dra. Cláudia Christianne Gobor
Cirurgiã Dentista especialista pelo MEC no tratamento da Halitose
Ex-Presidente da Associação Brasileira de Halitose e Atual Conselheira Consultiva

Opinião: #Vladimir Herzog, 46 anos de outra morte cometida pelo Regime Militar de 64

 

A farsa do suicídio de Herzog foi descoberta pelo rabino Henry Sobel no IML de SP

Jornalista foi depor e morreu horas depois sob tortura

*Luís Alberto Alves

Há exatos 46 anos, o dia 25 de outubro era um sábado. Naquela manhã, o jornalista e diretor da TV Cultura, #Vladimir Herzog despediu-se da esposa Clarice e dos filhos pequenos para ir a um depoimento no famigerado #DOI/Codi (Departamento de Operações Internas/Centro de Operações para Defesa Interna), na esquina da Rua Tomaz Carvalhal com Rua Tutóia, Paraíso, Zona Sul, próximo da Avenida 23 de Maio.

Porém, o destino não avisaria que ele morreria pouco antes do meio-dia, sob tortura, para confessar crime do qual desconhecia. Era o auge da #Ditadura Militar, que havia tomado o poder, ao depor o  então presidente da República, eleito diretamente, #João Goulart (PTB) no final de março de 1964.

Os #torturadores não sabiam que o assassinato de #Herzog serviria de estopim para acelerar a degradação do regime. A repercussão de sua morte provocou ato ecumênico na Catedral da Sé, reunindo cerca de 8 mil pessoas. Elas ignoraram as ameaças das Forças Armadas, que ordenara o fechamento de todos os cruzamentos que levassem rumo à Praça da Sé.

Nada disto intimidou que o culto conduzido pelo arcebispo #Dom Paulo Evaristo Arns, o rabino Henry Sobel e o pastor presbiteriano James Wright fosse realizado. A farsa do suicídio de #Herzog acabou destruída no IML (Instituto Médico Legal), quando o rabino (o jornalista era judeu) Sobel foi preparar o corpo para o sepultamento, descobriu ferimentos que não revelavam suicídio, mas homicídio.

Em fevereiro de 1976, os torturadores mataram o metalúrgico #Manoel Fiel Filho. O ditador Ernesto Geisel mandou prender a equipe de assassinos e exonerou o general Sylvio Frota, então ministro do Exército, visto que o DOI/Codi era órgão de segurança vinculado ao II Exército, em São Paulo. Três anos depois, o Congresso Nacional aprova a Lei de Anistia, suspendendo os assassinatos cometidos pela Ditadura Militar contra opositores do Regime.

*Luis Alberto Alves é jornalista e editor do blogue Boca Ligeira

Documentário  Vladimir Herzog

LINHA DIRETA JUSTIÇA - Vladimir Herzog (completo) - YouTube

15 outubro 2021

Mata-fome: Pão árabe

    Pixabay

Pão árabe é ótima pedida para espantar a fome rapidamente

Redação

Ingredientes

  • 1 kg de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de sal
  • 2 colheres (sopa) de açúcar
  • 2 colheres (sopa) de óleo
  • 2 tabletes de fermento para pão
  • 1 copo de água morna
  • 1 copo de leite morno
  • Como preparar
  • Coloque numa tigela a farinha misturada com o sal e o açúcar, faça um pequeno buraco no centro, colocando o óleo, o leite e o fermento dissolvido na água morna.
  • Trabalhe a massa com mão até ligar bem.
  • Coloque sobre uma mesa enfarinhada e sove para obter uma massa lisa.
  • Cubra com um pano e deixe fermentar durante 30 minutos num lugar sem corrente de ar.
  • Divida a massa em bolinhas e abra com um rolo, formando pães redondos e achatados com cerca de 10 centímetros de diâmetro.
  • Coloque num tabuleiro polvilhado com farinha e deixe descansar mais 15 minutos em lugar abafado.
  • Leve ao forno pré-aquecido bem quente por 5 a 10 minutos.
  • Se preferir o pão árabe com gergelim, esfregue as bolinhas de massa nesta semente, antes de abrir com o rolo.

Saúde: Médico cria dossiê defendendo os procedimentos dos dentistas que fazem rinomodelação

             Divulgação
Muitas pessoas estão fazendo cirurgias no nariz em consultório de dentistas

Cirurgias estéticas realizadas em consultórios dentários estão provocando disputa entre médicos e dentistas

Redação

Nos últimos dias, a polêmica envolvendo o dossiê apresentado em rede nacional pelo Fantástico tem gerado muitos debates na internet a respeito da rinomodelação. 

Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, a cirurgia plástica nasal é a cirurgia mais procurada e realizada no país, superando a lipoaspiração. Dessa forma, muitos profissionais acabam direcionando seus esforços e conhecimentos para o nariz, devido a alta demanda do mercado. 

Buscando maneiras de modelar o nariz, muitos estão também se submetendo a cirurgias de rinomodelação realizadas por cirurgiões-dentistas, que oferecem uma oportunidade menos invasiva e mais acessível para a população. Assim, a questão em pauta foi discutida a respeito das complicações da rinomodelação.

 No Brasil, segundo dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO), existem 331.502 dentistas no país, sendo a média por habitante de 634 brasileiros para um dentista, tornando um dos lugares do mundo que mais oferece esse tipo de profissional no mercado. 

No programa do Fantástico, Ludmila Delfino da Rosa fez uma rinomodelação e alega que teve complicações no pós-cirurgico. Assim, ela está processando sua dentista, a Dra Milene Priolli Satriani. Está registrado desde 2019 que cirurgiões dentistas com cursos especializados podem fazer Harmonização Orofacial, que é o caso da Dra Milene, que é especialista em rinomodelação. 

Diante disso, um grupo de advocacia fez um dossiê com 250 dentistas que ofereciam em suas redes sociais esses tipos de serviço e querem agora tentar acabar com a resolução de 2019 realizada pelo Conselho Federal de Odontologia. Além disso, a reportagem visa indicar que os dentistas não estão aptos a fazerem as cirurgias nasais. 

Em meio a situação, o Dr. Thiago Marra, membro da Associação Brasileira de Médicos Pós Graduados - ABRAMEPO, e membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica, e especialista  em rinoplastia, realizou um novo dossiê contestando a reportagem e o relato. 

A análise foi realizada e se provou que não há falhas técnicas dos cirurgiões-dentistas em si. Assim, o Dr. Marra entrou em defesa dos dentistas e criou o primeiro curso online do Brasil ministrado por um médico para profissionais da área da saúde se especializarem em rinoplastia e rinomodelação, para diminuir a discriminação que dentistas não são capazes de operar o nariz, incutindo um conhecimento especializado para eles, além de abrir o mercado para estes profissionais. ‘‘Percebi ao longo dos anos um muro entre dentistas e médicos. Até hoje a disputa é grande, e eu quero ser um dos que estão dispostos a propagar o ensino, os dois profissionais são necessários atualmente, e nada impede que um auxilie o outro, já que temos o mesmo propósito’’.

Thiago ainda comenta que a competição está relacionada também com o combate a reserva de mercado,  justificando que segundo ranking da CWUR (Center for World University Rankings), o Brasil possui as melhores universidades de odontologia do mundo. Além disso argumenta que todos os profissionais têm direito a se especializar e a realizar os procedimentos desde que tenham comprometimento com a vida do paciente e qualificação profissional.  “Assim como os dentistas, eu também fui perseguido incansavelmente pela reserva de mercado. Isso tem que parar”, comenta ao informar que para jogar um jato de água fria nessa briga, Na contramão dessa disputa, seu dossiê de apoio à classe odontológica serve como uma ação coletiva com dentistas de todo o Brasil,  assim como a recém-inaugurada Associação de Dentistas Especialistas em Cirurgias Estéticas da Face. 

’Portanto, o meu curso é feito para disponibilizar mais conhecimento, principalmente aos cirurgiões-dentistas, sei que a problematização da reserva de mercado muitas vezes impede isso, mas quero quebrar as barreiras e democratizar as práticas cirúrgicas entre ambos os profissionais. Temos a oportunidade de mudar a vida das pessoas para o melhor, e isso é possível se nos tornarmos profissionais capacitados em conhecimento e prática, é isso que eu quero fornecer e mudar. Mudar para melhor.’’

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