25 outubro 2021

Saúde: Qual é a importância dos primeiros mil dias de vida do bebê?

    Arquivo

Contado desde o início da gestação, é o momento de ouro, que exige maior cuidado

A fase abrange os 270 dias da gestação aos 730 dias

*Dra. Patrícia Consorte

Os primeiros mil dias são fundamentais na vida de uma criança. É nessa fase que ocorre o maior desenvolvimento físico, cognitivo e emocional do bebê. Contado desde o início da gestação, é o momento de ouro, que exige maior cuidado, atenção e acompanhamento, que serão fundamentais para um crescimento saudável e para evitar futuros problemas de saúde.

 

A fase abrange os 270 dias da gestação aos 730 dias, até que o bebê complete dois anos de idade. Nesse momento tão sensível, é onde acontece a nossa programação genética, pois fatores ambientais podem atuar, modificando a leitura dos nossos genes. É o conceito de epigenética. Dentre as influências ambientais, a má alimentação vem se mostrando como uma das principais causadoras de futuros problemas físicos, como cardiovasculares, obesidade e diabetes, bem como doenças psicológicos, como depressão.

 

Em um estudo divulgado pela Unicef, pelo menos uma em cada três crianças com menos de cinco anos está subnutrida ou com sobrepeso. Para piorar, quase duas em cada três crianças entre seis meses e dois anos não recebem alimentos necessários para sustentar o desenvolvimento adequado de seu corpo e de seu cérebro.

 

Cada vez mais mulheres estão malnutridas ao engravidarem, seja por meio de exposições tóxicas de alimentos, opções gordurosas ou outros fatores – fato que se não for cuidado logo, poderá impactar severamente no desenvolvimento de seu filho. Por isso, a modulação da saúde desde a fase gestacional se torna fundamental para evitar ao máximo tais problemas, programando o desenvolvimento e crescimento do bebê graças à maior sensibilidade de seu sistema neurológico e endócrino nos primeiros mil dias.

 

No início da vida, os dois fatores de grande impacto para o bebê são o parto normal, uma vez que o recém-nascido é colonizado pela microbiota materna, e, indiscutivelmente, o aleitamento materno. Já sabemos que o leite materno apresenta uma composição específica para o desenvolvimento físico e neuronal, sem falar que bebês amamentados apresentam uma microbiota intestinal diferente dos bebês que utilizam fórmulas – o que têm se mostrado como um fator protetor da saúde no futuro.

 

Muitos outros cuidados, contudo, devem ser iniciados antes mesmo da gravidez, com pelo menos seis meses de antecedência. Assim, qualquer problema identificado poderá ser tratado devidamente a fim de garantir uma gestação mais saudável. As futuras mães devem fazer um pré-natal adequado, dormir bem, praticar exercícios físicos regularmente e dar preferência a alimentos naturais, como verduras e legumes, evitando ultra processados e opções mais gordurosas.

 

Quando o bebê nascer, estimule o aleitamento materno e, após a introdução alimentar, dê preferência também por alimentos in natura, sem açúcar, agrotóxicos ou ultra processados. A suplementação, caso necessária, deve ser individualizada, o que torna indispensável o acompanhamento de um pediatra desde o pré-natal. É ele quem irá conhecer e acompanhar a criança desde a barriga, identificando onde poderá interferir antecipadamente e, como ela irá evoluir.

 

A medicina de prevenção é o melhor cuidado que as mães podem seguir para garantir um desenvolvimento saudável de seus filhos. Com ela, diversos problemas de saúde como diabetes, hipertensão, obesidade, câncer e distúrbios de neurodesenvolvimento, como autismo, podem ser tratados desde cedo. Por isso, não deixe de buscar um obstetra, nutricionista e pediatra para chamar de seu – e, acima de tudo, dê amor, carinho e colo aos pequenos. Brincar, estar próximo e incentivar o contato com a natureza também são ações que contribuem muito para tornar os primeiros mil dias mais saudáveis.

*Dra. Patrícia Consorte é pediatra e especialista em nutrição materno-infantil.

Saúde: Climatério: prevenção e saúdeClimatério: prevenção e saúde

  

Livro retrata conjunto de sinais e sintomas

Para ressaltar a importância dos cuidados durante o período mais decisivo para a mulher

*Odilon Iannetta

Climatério é o último período preventivo da vida feminina, entre 40 a 65 anos, e a última oportunidade para realizar o rastreamento completo e prevenir 80% das doenças que se originam na senilidade. Para ajudar as mulheres a passarem por este período de forma otimizada e leve, o ginecologista Odilon Iannetta apresenta em sua obra, Climatério para Mulheres Modernas, publicada pela Editora Pandorga, um conjunto de sinais e sintomas que possuem como causa principal as amplas variações hormonais femininas.

Segundo o especialista, para que as mulheres mantenham uma boa saúde na pós menopausa, o correto é iniciar os rastreamentos multidisciplinares a partir dos 40 anos. E para entender o contexto de tudo o que pode acontecer, o especialista pontua que discutir algumas questões é fundamental.

- É preciso romper com determinadas crenças de que o climatério tem de ser sinônimo de doença, ou mesmo que a osteoporose é “coisa da idade”. Estigmas impedem as mulheres de se tornarem as verdadeiras protagonistas de sua saúde e ainda interferem no direito de envelhecerem com qualidade de vida, gozando de boa saúde.

- O correto é as mulheres aprenderem o que é realmente a menopausa e divulgarem entre as amigas que estão convivendo com o período do climatério, antes ou depois da data da menopausa e, ao longo desse período, realizar os controles e efetuar as devidas reposições para os diferentes compartimentos endócrinos e para as carências do metabolismo intermediário, assim como a reposição dos oligoelementos, nutrientes básicos etc.

- A comercialização de produtos por via eletrônica, que oferece um elevado número de medicações miraculosas, remédios que tratam de tudo, de calor a impotência e, pior, até o câncer, tem contribuído de forma expressiva para a negação da abordagem investigativa, multidisciplinar e preventiva do climatério.

Ficha Técnica:
Páginas: 208
Formato: 16X23
Assunto: Medicina. Saúde. Prevenção
Acabamento: Brochura
Preço: R$ 49,90
ISBN: 978-65-87140-41-4
ISBN E-book: 978-65-87140-46-9 

Sobre o autor: Formado, com mestrado e doutorado Sensu Strictu pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), o Professor DR. ODILON IANNETTA, fundou, em 1979, o primeiro serviço público multidisciplinar de climatério do mundo, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP), atuando até 2013. 

Saúde: O Mau Hálito e a Qualidade de Vida

 

O mau hálito dificulta o relacionamento pessoal

Estudo mostra o efeito que a halitose tem na vida dos pacientes

*Dra. Cláudia Christianne Gobor

Baseados em informações fornecidas por pacientes durante as avaliações para diagnosticar as causas e consequências da halitose, membros da Associação Brasileira de Halitose (ABHA) observaram que muitos têm em comum a perda de qualidade de vida. A partir dessas informações, a ABHA fez uma pesquisa para saber se essa perda é uma causa ou uma consequência da halitose. Intitulada “O Mau Hálito e a Qualidade de Vida”, a pesquisa foi realizada em âmbito nacional, no ano de 2008.

Num total de 127 entrevistados, verificou-se que 76% dos participantes foram alertados por pessoas de seu convívio social e/ou familiar. E, embora 49% dos participantes tenham recebido o alerta com constrangimento, 48% acharam que quem o alertou fez bem, 35% interpretaram esta atitude como uma demonstração de afeto e 10% consideraram que a pessoa que o alertou foi corajosa. 

Constatou-se neste estudo que 99% desses participantes acham que quem tem halitose deve ser alertado. “Este dado é de extrema relevância, pois derruba o mito de que a pessoa portadora de halitose se sente ofendida e de que não se deve alertar sobre o problema”, afirma a Dra. Cláudia C. Gobor, atual conselheira e ex-presidente da Associação Brasileira de Halitose.

A maioria (88%) considera que a halitose tenha provocado mudanças em sua vida. Sendo 36% no âmbito social, 30% afetivo e/ou 31% profissional. Eles acreditam que a halitose os tenha tornado retraído (23%), inseguro (26%), com baixa auto-estima (14%), anti-sociais (14%), tristes (10%), deprimidos (5%) e/ou extremamente triste (3%). 

Gobor explica que os dados acima são muito comuns e preocupantes. “A Halitose é um problema que deve ser levado a sério. Isso porque, além da saúde física, ela afeta também a saúde psicológica das pessoas”, comenta. Por fim, 92% dos pacientes pesquisados revelaram que a halitose prejudica sua qualidade de vida, sendo que 64% destes classificaram este prejuízo como “muito” ou “totalmente”.

"Embora a halitose não seja uma doença, ela costuma provocar mudanças no padrão comportamental do indivíduo e que estas acabam por afetar suas relações interpessoais, sua segurança, espontaneidade e auto estima, o que termina por comprometer a sua saúde emocional”, alerta a especialista. Sabe-se que a saúde emocional é de fundamental importância para todos os aspectos da vida do indivíduo e, portanto, podemos afirmar que todos os profissionais da área da saúde, em especial médicos, dentistas e psicólogos devem dar uma atenção especial a esta queixa em seus pacientes.

Outro fator importante que a pesquisa revelou é que a população deve, sim, falar abertamente sobre este assunto e avisar, sem receios, a pessoa que possui o hálito alterado. “Os benefícios deste ato serão bem maiores que quaisquer constrangimentos que possam haver”, explica Gobor. A pesquisa revelou que, após sentirem um eventual constrangimento, 93% dos portadores de mau hálito desenvolveram um sentimento de gratidão e admiração com relação à pessoa que lhes avisou, por terem sido comunicadas de seu problema e permitir-lhes assim, procurar ajuda.

 *Dra. Cláudia Christianne Gobor
Cirurgiã Dentista especialista pelo MEC no tratamento da Halitose
Ex-Presidente da Associação Brasileira de Halitose e Atual Conselheira Consultiva

Opinião: #Vladimir Herzog, 46 anos de outra morte cometida pelo Regime Militar de 64

 

A farsa do suicídio de Herzog foi descoberta pelo rabino Henry Sobel no IML de SP

Jornalista foi depor e morreu horas depois sob tortura

*Luís Alberto Alves

Há exatos 46 anos, o dia 25 de outubro era um sábado. Naquela manhã, o jornalista e diretor da TV Cultura, #Vladimir Herzog despediu-se da esposa Clarice e dos filhos pequenos para ir a um depoimento no famigerado #DOI/Codi (Departamento de Operações Internas/Centro de Operações para Defesa Interna), na esquina da Rua Tomaz Carvalhal com Rua Tutóia, Paraíso, Zona Sul, próximo da Avenida 23 de Maio.

Porém, o destino não avisaria que ele morreria pouco antes do meio-dia, sob tortura, para confessar crime do qual desconhecia. Era o auge da #Ditadura Militar, que havia tomado o poder, ao depor o  então presidente da República, eleito diretamente, #João Goulart (PTB) no final de março de 1964.

Os #torturadores não sabiam que o assassinato de #Herzog serviria de estopim para acelerar a degradação do regime. A repercussão de sua morte provocou ato ecumênico na Catedral da Sé, reunindo cerca de 8 mil pessoas. Elas ignoraram as ameaças das Forças Armadas, que ordenara o fechamento de todos os cruzamentos que levassem rumo à Praça da Sé.

Nada disto intimidou que o culto conduzido pelo arcebispo #Dom Paulo Evaristo Arns, o rabino Henry Sobel e o pastor presbiteriano James Wright fosse realizado. A farsa do suicídio de #Herzog acabou destruída no IML (Instituto Médico Legal), quando o rabino (o jornalista era judeu) Sobel foi preparar o corpo para o sepultamento, descobriu ferimentos que não revelavam suicídio, mas homicídio.

Em fevereiro de 1976, os torturadores mataram o metalúrgico #Manoel Fiel Filho. O ditador Ernesto Geisel mandou prender a equipe de assassinos e exonerou o general Sylvio Frota, então ministro do Exército, visto que o DOI/Codi era órgão de segurança vinculado ao II Exército, em São Paulo. Três anos depois, o Congresso Nacional aprova a Lei de Anistia, suspendendo os assassinatos cometidos pela Ditadura Militar contra opositores do Regime.

*Luis Alberto Alves é jornalista e editor do blogue Boca Ligeira

Documentário  Vladimir Herzog

LINHA DIRETA JUSTIÇA - Vladimir Herzog (completo) - YouTube

15 outubro 2021

Mata-fome: Pão árabe

    Pixabay

Pão árabe é ótima pedida para espantar a fome rapidamente

Redação

Ingredientes

  • 1 kg de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de sal
  • 2 colheres (sopa) de açúcar
  • 2 colheres (sopa) de óleo
  • 2 tabletes de fermento para pão
  • 1 copo de água morna
  • 1 copo de leite morno
  • Como preparar
  • Coloque numa tigela a farinha misturada com o sal e o açúcar, faça um pequeno buraco no centro, colocando o óleo, o leite e o fermento dissolvido na água morna.
  • Trabalhe a massa com mão até ligar bem.
  • Coloque sobre uma mesa enfarinhada e sove para obter uma massa lisa.
  • Cubra com um pano e deixe fermentar durante 30 minutos num lugar sem corrente de ar.
  • Divida a massa em bolinhas e abra com um rolo, formando pães redondos e achatados com cerca de 10 centímetros de diâmetro.
  • Coloque num tabuleiro polvilhado com farinha e deixe descansar mais 15 minutos em lugar abafado.
  • Leve ao forno pré-aquecido bem quente por 5 a 10 minutos.
  • Se preferir o pão árabe com gergelim, esfregue as bolinhas de massa nesta semente, antes de abrir com o rolo.

Saúde: Médico cria dossiê defendendo os procedimentos dos dentistas que fazem rinomodelação

             Divulgação
Muitas pessoas estão fazendo cirurgias no nariz em consultório de dentistas

Cirurgias estéticas realizadas em consultórios dentários estão provocando disputa entre médicos e dentistas

Redação

Nos últimos dias, a polêmica envolvendo o dossiê apresentado em rede nacional pelo Fantástico tem gerado muitos debates na internet a respeito da rinomodelação. 

Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, a cirurgia plástica nasal é a cirurgia mais procurada e realizada no país, superando a lipoaspiração. Dessa forma, muitos profissionais acabam direcionando seus esforços e conhecimentos para o nariz, devido a alta demanda do mercado. 

Buscando maneiras de modelar o nariz, muitos estão também se submetendo a cirurgias de rinomodelação realizadas por cirurgiões-dentistas, que oferecem uma oportunidade menos invasiva e mais acessível para a população. Assim, a questão em pauta foi discutida a respeito das complicações da rinomodelação.

 No Brasil, segundo dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO), existem 331.502 dentistas no país, sendo a média por habitante de 634 brasileiros para um dentista, tornando um dos lugares do mundo que mais oferece esse tipo de profissional no mercado. 

No programa do Fantástico, Ludmila Delfino da Rosa fez uma rinomodelação e alega que teve complicações no pós-cirurgico. Assim, ela está processando sua dentista, a Dra Milene Priolli Satriani. Está registrado desde 2019 que cirurgiões dentistas com cursos especializados podem fazer Harmonização Orofacial, que é o caso da Dra Milene, que é especialista em rinomodelação. 

Diante disso, um grupo de advocacia fez um dossiê com 250 dentistas que ofereciam em suas redes sociais esses tipos de serviço e querem agora tentar acabar com a resolução de 2019 realizada pelo Conselho Federal de Odontologia. Além disso, a reportagem visa indicar que os dentistas não estão aptos a fazerem as cirurgias nasais. 

Em meio a situação, o Dr. Thiago Marra, membro da Associação Brasileira de Médicos Pós Graduados - ABRAMEPO, e membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica, e especialista  em rinoplastia, realizou um novo dossiê contestando a reportagem e o relato. 

A análise foi realizada e se provou que não há falhas técnicas dos cirurgiões-dentistas em si. Assim, o Dr. Marra entrou em defesa dos dentistas e criou o primeiro curso online do Brasil ministrado por um médico para profissionais da área da saúde se especializarem em rinoplastia e rinomodelação, para diminuir a discriminação que dentistas não são capazes de operar o nariz, incutindo um conhecimento especializado para eles, além de abrir o mercado para estes profissionais. ‘‘Percebi ao longo dos anos um muro entre dentistas e médicos. Até hoje a disputa é grande, e eu quero ser um dos que estão dispostos a propagar o ensino, os dois profissionais são necessários atualmente, e nada impede que um auxilie o outro, já que temos o mesmo propósito’’.

Thiago ainda comenta que a competição está relacionada também com o combate a reserva de mercado,  justificando que segundo ranking da CWUR (Center for World University Rankings), o Brasil possui as melhores universidades de odontologia do mundo. Além disso argumenta que todos os profissionais têm direito a se especializar e a realizar os procedimentos desde que tenham comprometimento com a vida do paciente e qualificação profissional.  “Assim como os dentistas, eu também fui perseguido incansavelmente pela reserva de mercado. Isso tem que parar”, comenta ao informar que para jogar um jato de água fria nessa briga, Na contramão dessa disputa, seu dossiê de apoio à classe odontológica serve como uma ação coletiva com dentistas de todo o Brasil,  assim como a recém-inaugurada Associação de Dentistas Especialistas em Cirurgias Estéticas da Face. 

’Portanto, o meu curso é feito para disponibilizar mais conhecimento, principalmente aos cirurgiões-dentistas, sei que a problematização da reserva de mercado muitas vezes impede isso, mas quero quebrar as barreiras e democratizar as práticas cirúrgicas entre ambos os profissionais. Temos a oportunidade de mudar a vida das pessoas para o melhor, e isso é possível se nos tornarmos profissionais capacitados em conhecimento e prática, é isso que eu quero fornecer e mudar. Mudar para melhor.’’

Polícia: Aplicativo vai ajudar crianças e adolescentes a denunciar violências

 

A maior parte dos casos ocorre dentro da casa das vítimas

Plataforma será ligada à Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos


Agência Brasil 

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) lançou na quarta-feira (13), em Brasília, o aplicativo Sabe – Conhecer, Aprender e Proteger. A ferramenta está diretamente ligada ao canal de denúncias Disque 100, vinculado à Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, e visa auxiliar crianças e adolescentes a se protegerem contra violências físicas, psicológicas e sexuais. Por enquanto, a plataforma está disponível para ser baixada apenas na versão para Android

O projeto é resultado de uma parceria do ministério com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O anúncio foi feito durante um evento do governo em celebração ao Dia das Crianças, para apresentar novas ações para este público.  

"As crianças já estavam procurando o Disque 100, então a gente tinha que criar um instrumento extraordinário para que elas falassem com a gente, um instrumento na linguagem da criança", explicou a ministra Damares Alves, do MMFDH.

Protagonismo

O secretário nacional dos direitos da criança e do adolescente, Maurício Cunha, destacou que o aplicativo é uma ferramenta disponível apenas em países desenvolvidos e vai dar protagonismo para as próprias crianças e adolescentes fazerem denúncias.  

"Com o aplicativo Sabe, o Brasil entra agora no rol de poucos países do mundo, países mais desenvolvidos, que têm esse tipo de serviço. Hoje, no Brasil, de cada 100 denúncias de violência contra a criança e o adolescente, em 94 é um adulto que faz [a denúncia] pela criança. Ou seja, hoje é necessário que um adulto perceba aquela violência, que não é óbvia, muitas vezes, principalmente a violência sexual", explicou.

Em outra portaria conjunta, Damares Alves e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, criaram um grupo de trabalho para a construção da Política Nacional de Qualificação de Conteúdo para a Criança e Adolescente. Um dos objetivos da iniciativa é rever a atual política de classificação indicativa.

Canal 1510

Ainda da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, o governo também lançou um canal de denúncias exclusivo para professores e diretores. A operacionalização do serviço será em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O número de telefone é o 1510, em referência ao Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro.

Educação

Outro anúncio foi a assinatura de um protocolo de intenções entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e a Fundação Wilson Picler, de Amparo à Educação, Ciência e Tecnologia, com o objetivo de implementar projeto-piloto de qualificação ao eixo da educação nos programas de atendimento às medidas socioeducativas de privação de liberdade. 

Adolescentes em conflito com a lei internados instituições socioeducativas terão acesso a cursos preparatórios para os Exames Nacionais do Ensino Médio (Enem) e para Certificação de Competências para Jovens Adultos (Encceja), além de bolsas de graduação no ensino superior. 

Também foi anunciada a inauguração de uma Unidade Socioeducativa em Juazeiro do Norte (CE), com 72 vagas, prevista para dezembro deste ano. O espaço recebeu investimentos federais de quase R$ 7,7 milhões.

O governo também vai oferecer, por meio da Escola Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Endica), um curso para capacitar profissionais das áreas de assistência social, educação, saúde e outros serviços, que atuam no Sistema de Garantia de Direitos (SGD) da Criança e do Adolescente. O curso tratará do direito da criança à convivência familiar e comunitária.

Polícia: Peritos criminais cobram melhores salários e valorização

    Bruno Vinicius
Categoria foi às ruas reivindicar melhores salários

Polícia Científica de São Paulo produz 60% dos laudos oficiais do país e tem um dos piores salários

Redação

O Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo (SINPCRESP) e outras entidades representativas das polícias Técnico-Científica, Militar, Civil e Penal de São Paulo promoveram uma manifestação para cobrar reajuste salarial e valorização das classes nesta sexta-feira, em frente ao 1° Batalhão de Polícia de Choque (ROTA).

A principal reivindicação das categorias é o aumento salarial prometido pelo governador João Doria durante sua campanha eleitoral. Em diversas oportunidades, o chefe do Executivo paulista afirmou que os policiais de São Paulo teriam o segundo maior salário do Brasil, ficando atras apenas do Distrito Federal.

Em 2019, ele anunciou um reajuste de 5%, valor bem abaixo do esperado pelas classes e desde então não houve mais nenhum aumento. “A Polícia Científica de São Paulo produz 60% dos laudos oficiais do Brasil. É a maior da nação. Queremos que o governador cumpra sua palavra e dê a ela o segundo melhor salário do país, digno da importância e da grandeza da Polícia Cientifica do Estado de São Paulo”, disse o vice-presidente do SINPCRESP, Daniel Ricco.

O vice-presidente do SINPCRESP, Daniel Ricco

A segurança pública de São Paulo sofre um longo processo de sucateamento marcado pela falta de efetivo, de equipamentos e com estruturas comprometidas. “Todas as polícias estão aqui reunidas para reivindicar um reajuste salarial digno e cobrar uma estrutura adequada de trabalho. Os IMLs e Institutos de Criminalística do interior e litoral estão caindo aos pedaços, com grandes problemas de estrutura e falta de funcionários”, afirma Ricco. “São 30 anos de PSDB no estado, um governo que não negocia com a gente, faz campanha dizendo que vai dar o segundo melhor salário do Brasil para as polícias justamente em uma época que anuncia também o superávit de arrecadação de impostos. Então, João Doria cumpra sua palavra e dê o segundo maior salário que você prometeu para as polícias”, descreveu.

Manifestação reuniu servidores da Segurança Pública,
vereadores, deputados estaduais e federais

Levantamento recente da entidade feito com base em dados obtidos em diários oficiais, portais da transparência, leis, decretos e setores de recursos humanos de todas as unidades federativas, mostrou que que o Estado de São Paulo paga um dos salários mais baixos do Brasil para peritos criminais. O salário inicial da categoria ocupa a 22ª posição dentre as 27 unidades federativas do país. A remuneração inicial do estado está à frente apenas de Pernambuco; Paraíba; Rio Grande do Norte; Sergipe e Espírito Santo.

União inédita
O ato desta sexta-feira marcou uma união inédita entre integrantes de todas as classes da segurança pública estadual, vereadores, deputados estaduais e federais.

Economia: O Brasil pode congelar os preços como fez a Argentina?



 Para economista da ESPM, isso é quase impossível

Redação

O congelamento de preços na Argentina, anunciado na última quarta-feira, 13, e adotado como um "remédio" contra a escalada da inflação, é uma situação isolada, segundo Cristina Helena Pinto de Mello, economista da ESPM. 

Para a economista, esse tipo de medida encontraria muita resistência no país, sobretudo devido aos traumas gerados por ações parecidas durante a década de 80. “A história mostra que o congelamento de preços, com a interferência nas regras do mercado e na precificação de produtos e serviços, não funciona. Esse tipo de medida até controla os preços, mas por um período muito curto de tempo. Pela experiência passada no Brasil, isso deve ser fortemente evitado”, disse. 

Apesar de acreditar que o Brasil não corre o risco de um congelamento, Cristina alerta que, pela proximidade e importância da Argentina como parceira comercial, as medidas tomadas pelo governo de Alberto Fernández podem afetar a economia brasileira. “Um exemplo, seria um possível aceleramento da precificação por conta do receio de congelamento”, finalizou. 

Economia: Mais do que selecionar profissionais rapidamente, as empresas querem acertar na escolha

  
Com avanço da vacinação, empresas planejam aumentar as contratações

Precisam recrutar com mais agilidade e efetividade

*Nadjane Oliveira

Pesquisa da Thomas International revelou que, por conta da pandemia, os processos de recrutamento de profissionais diminuíram em 67% das empresas e foram interrompidos completamente em 8% delas durante 2020. Agora, com o avanço da vacinação em todo o país, 66% das organizações planejam aumentar a atividade de recrutamento.

Esse é só mais um dado que comprova que a área de Recursos Humanos das empresas foi uma das mais impactadas durante a pandemia. Por reconhecer a importância estratégica dessa área nas organizações, é correto dizer que, a partir de agora, além de aumentar o número dos processos seletivos, as empresas também precisam recrutar com mais agilidade e efetividade.

A grande mudança que tivemos nesse período – que entendo como um ótimo aprendizado para quem atua na área – foi justamente a necessidade de otimizar o nosso tempo. Com isso, tivemos que adaptar formas de trabalho e adotar novas, buscando recursos que possibilitam gerir nosso tempo a partir da redução de processos, o que traz como resultado um atendimento com ainda mais qualidade e rapidez às áreas e clientes para os quais nos reportamos.

Para conferir essa agilidade e eficiência aos processos seletivos, como o momento exige, é preciso que as empresas estejam atentas ao que o mercado tem oferecido em termos de tecnologia. E quando se trata de otimizar o recrutamento de profissionais, ter acesso às informações sobre o perfil de indivíduo pode fazer toda a diferença.

Daí a importância do profissional de RH estar sempre atento às mudanças, conhecendo novas ferramentas disponíveis para extrair o melhor de cada uma delas em benefício próprio. Às vezes, é necessário até mesmo usar mais de uma ferramenta ou plataforma para fazer entrevistas, inclusive diversificando-as de acordo com o perfil profissional que a empresa está buscando – por exemplo, quando se trata de recrutar para vagas operacionais, percebemos que a melhor ferramenta é o WhatsApp, pois funciona bem e é fácil de ser usada, sendo um recurso interessante para a entrevista. Precisamos nos lembrar de que nossa função como RH é facilitar e não complicar o contato com o profissional, afinal o ser humano continua sendo o centro de toda e qualquer iniciativa das empresas, e faz parte do nosso trabalho fortalecer essa interação.

Também deve ser nossa preocupação manter ou aperfeiçoar ainda mais a qualidade desse contato, sempre visando o que é melhor para os indivíduos, para que se sintam acolhidos e confortáveis no momento das entrevistas de emprego. Não podemos jamais perder de vista o contato olho no olho, e, mesmo que seja através das telas, os RHs devem estar dispostos a seguir com essa parte do processo de recrutamento.

O contrário também é verdade. Se nós, como recrutadores/selecionadores, adotamos diversos cuidados, quem está sendo entrevistado também tem que se preparar para fazer uma excelente entrevista. Por isso, quero compartilhar dicas importantes para quem vai participar de processos seletivos, já que continuamos com as mesmas técnicas de avaliação.  

O preparo para o momento da conversa demanda bastante atenção. Não é porque a entrevista será virtual que o candidato pode participar de qualquer jeito. É preciso cuidar do ambiente ao redor. Se ele mora com outras pessoas, deve avisar que vai participar de uma entrevista e pedir para que o ajudem nesse momento, permitindo que ele tenha uma boa estrutura e que se sinta confiante. Colocar o celular no silencioso também é fundamental, evitando distrações durante a conversa. Também é preciso testar os equipamentos antes, utilizar fone de ouvido nas entrevistas para reduzir os ruídos, principalmente por telefone, e estar disponível na sala virtual com antecedência de pelo menos 10 minutos do horário marcado, para que seja possível realizar ajustes caso ocorra qualquer problema técnico.

Após os cuidados com o ambiente, é preciso focar em si próprio e no preparo para a conversa, ter uma organização sobre o que será falado é importante, embora as entrevistas sejam diferentes, o intuito é conhecer o candidato, suas vivências e trajetória. Uma dica importante é reservar um local com boa iluminação, pois assim o entrevistador consegue ver nitidamente o rosto do candidato. Mesmo a distância, o selecionador está avaliando, por isso demonstrar calma e tranquilidade pode ajudar bastante. Outra recomendação é manter o foco na conversa, porque a forma como o candidato se comunica também é observada. Além disso, é necessário ter segurança e clareza nas falas, estruturando bem o discurso. Mesmo que as empresas estejam mais informais atualmente, seguir essas dicas pode impactar positivamente no resultado da seleção. Essas são só algumas dicas que podem ajudar o candidato no momento das entrevistas virtuais.

Enfim, nesse cenário de tantas mudanças, o que proporciona mais tranquilidade tanto para recrutadores quanto para candidatos é saber que podem contar com o apoio de ferramentas práticas e funcionais que, além de agilidade, garantem mais eficiência e segurança aos processos seletivos. As avaliações psicométricas são uma excelente maneira de ver além das habilidades e experiências de um indivíduo. Com elas, os recrutadores poderão realmente mergulhar em suas motivações, pontos fortes e preferências de trabalho, e assim optar pela escolha do melhor perfil para as empresas, com agilidade e assertividade.

*Nadjane Oliveira – Psicóloga, Administradora e Gerente de RH do Grupo Soulan

 


Cidades: Moradores de Ponta Porã (MS) são orientados a portar documentos nas ruas

                         

Diversos crimes ocorreram relacionados ao tráfico de drogas


Cidade na fronteira com Paraguai vive tensão após série de homicídios


Agência Brasil 

O secretário municipal de Segurança de Ponta Porã (MS), Marcelino Nunes, emitiu ontem (13) um alerta aos moradores da cidade, que fica na fronteira com o Paraguai, em que orienta as pessoas a andarem com documentos pessoais, como RG e CNH, por causa da presença de equipes da Polícia Especializada no município, que vive um momento de tensão após uma série de assassinatos nos últimos dias. Os crimes estão relacionados com a disputa pelo controle do tráfico de drogas na região. 

"Vamos andar com os documentos, teremos muitos policiais de fora na cidade trabalhando, vamos colaborar! Qualquer informação ligue PM 190 ou GCMFRON [Guarda Municipal de Fronteira] 153", escreveu o secretário em suas redes sociais.  

No último fim de semana, quatro pessoas foram assassinadas a tiros quando saíam de uma casa noturna em Pedro Juán Caballero, cidade paraguaia vizinha a Ponta Porã. Na ocasião, duas brasileiras [https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2021-10/duas-brasileiras-sao-mortas-tiros-no-paraguai], que cursavam medicina na cidade, foram baleadas e mortas. Outra vítima foi Hailé Acevedo, filha de Ronald Acevedo, governador do estado paraguaio de Amambay.

Dois dias depois do crime, a polícia do Paraguai prendeu seis brasileiros suspeitos de participação no crime. As prisões ocorreram em uma casa na mesma cidade onde ocorreu a chacina. Segundo as autoridades, foi daquela casa que o saiu veículo usado no crime.

Na sexta-feira (8), o vereador Farid Afif (DEM) foi executado a tiros, enquanto fazia um passeio de bicicleta por Ponta Porã.

O governo do país vizinho assinou com a Polícia Federal (PF) brasileira um acordo de instalação de um Comando Bipartite nas cidades de Pedro Juan Caballero (lado paraguaio) e Ponta Porã (lado brasileiro). Esse comando vai permitir, segundo as autoridades paraguaias, o intercâmbio de informações entre as autoridades policiais, militares e de inteligência, para poder enfrentar a criminalidade transnacional.

Flash black: Isley Brothers e a linda "The Highways of My Life"

Luís Alberto Alves/Hourpres Em 1973, a banda Isley Brothers lançava a bela "The Higways of My Love", que estourou nos bailes e rád...