| Por enquanto, os desfiles na Marquês de Sapucaí não serão suspensos no Rio de Janeiro |
A #Globo não fazia nenhuma crítica aos ditadores de plantão
*Luís Alberto Alves
Por causa do avanço do #ômicron,
a nova mutação do vírus da #covid-19,
diversas cidades brasileiras suspenderam a festa de #réveillon, com receio de o dia seguinte estourar com inúmeros
pacientes internados nas poucas #UTIS
(Unidade de Terapia Intensiva) existentes no Brasil real, onde miséria não é
luxo, é a situação da população.
Por incrível que pareça, a #Rede Globo não coloca lenha na fogueira para suspensão dos
desfiles das escolas de samba do #Rio de
Janeiro. Tudo indica que ela vá bancar essa opinião até quando corda
estourar de vez. No início de 2020, o #coronavírus
já circulava no #Brasil, mas ficava
longe dos telejornais da emissora.
Igual quando noticiou
que no dia 25 de janeiro de 1984, aniversário de São Paulo, uma multidão lotou
a Praça da Sé como lazer, quando na verdade era o comício pelas #Diretas Já. Enfim, durante o #Regime Militar de 1964 a #Globo não fazia nenhuma crítica aos
ditadores de plantão. Aliás, patrocinou até um programa, o “Amaral Neto, o
Repórter”, que puxava o saco da #ditadura.
Hoje, as pessoas sabem que o vírus se propaga rápido em meio a
aglomeração. Como brasileiro paga para ver, por causa da esperteza, já relaxou
no uso da máscara, dispensa uso do álcool gel, raramente lava as mãos e criou o
terreno para doença nadar de braçada. Infelizmente, teremos o mesmo triste
filme se repetindo em 2022, caso os governantes não tomem medidas impopulares e
pensem na saúde da população.
*Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Boca
Ligeira.
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