13 dezembro 2021

Economia: Startup prepara consultores de intercâmbio para o mercado

 

Escola do Intercâmbio quer eliminar a intermediação das agências e promover um relacionamento direto entre o consultor e o estudante

São essas empresas que prestam toda a consultoria necessária para avaliar a melhor escola


Redação

Fazer um intercâmbio é o sonho de muita gente, mas realizá-lo nem sempre é fácil. Quem dispõe dos recursos financeiros necessários para encarar a aventura precisa recorrer aos serviços de uma agência, que faz todo o trâmite necessário para providenciar a documentação, a matrícula na escola, passagens e moradia para o estudante no destino escolhido. É justamente essa realidade que a Escola do Intercâmbio quer mudar.

Atualmente, boa parte do dinheiro investido em um programa de estudos no exterior fica com a agência. São essas empresas que prestam toda a consultoria necessária para avaliar a melhor escola, o curso e apresentar as regras de cada país para o estudante. Esse serviço, obviamente, tem um custo alto. O consultor, que é quem faz o atendimento ao aluno dentro de uma agência, recebe em torno de 1 a 5% do valor investido. A proposta da Escola do Intercâmbio é eliminar a intermediação feita pelas agências, proporcionando a formação do consultor e um relacionamento direto entre o estudante e o vendedor.

O projeto, idealizado pelo ex-intercambista Danilo Veloso, tem a missão de disruptar o mercado de intercâmbios, colocando poder e autonomia nas mãos dos consultores e estudantes, e não mais nas de uma agência. “É triste ver o consultor, que é uma peça fundamental para que o negócio se concretize, ganhando tão pouco. Eles podem ganhar até três vezes mais dentro da nossa plataforma. É mais ganho para o consultor e para o intercambista, que não terá que pagar as taxas do serviço de uma agência, conseguindo comprar pacotes mais baratos”, esclarece o fundador da startup.

Para oferecer todo o apoio necessário para que o consultor trabalhe de forma independente, a Escola do Intercâmbio disponibiliza um programa de formação em vendas, marketing e estruturação do negócio, a fim de que esse profissional, tendo experiência ou não, esteja apto a operar no mercado de intercâmbios. Há ainda um CRM, que permite que ele faça a gestão de seus clientes. “Queremos ajudar quem já está atuando na área a se libertar das agências e ainda possibilitar que outras pessoas entrem para esse rentável segmento de mercado”, pontua Veloso.

Os interessados em se tornarem consultores de intercâmbios devem se cadastrar no link https://escoladointercambio.com/. A startup liberou acesso gratuito aos 1 mil primeiros interessados em fazer o programa de capacitação. “Nossa expectativa é validar o modelo de negócios e depois trazer ainda mais novidades para o setor, permitindo que cada vez mais estudantes realizem o sonho de estudar fora do país”, finaliza o empreendedor.

 Serviço

Escola do Intercâmbio

Inscrições: https://escoladointercambio.com/

Economia: Cinco paradoxos que você precisa conhecer para se preparar para o mercado de trabalho de 2022

 Esse abismo foi ainda mais acentuado durante a pandemia

O trabalho digital requer uma mudança cultural nas empresas


*Paulo Exel

Após ler inúmeras reportagens e pesquisas sobre o futuro do trabalho previsto para 2022 – com o aumento da vacinação e uma possível melhora da pandemia – me deparei com vários paradoxos. Percebi que estamos vivendo situações até então inimagináveis e, principalmente, contraproducentes. Isso me levou a refletir sobre cinco grandes paradoxos que iremos enfrentar no próximo ano:

#1 - Falta oportunidades ou há escassez de profissionais?

Já há algum tempo, o Brasil sofre com altas taxas de desemprego, que chegaram a ultrapassar a marca dos 14 milhões em 2021, segundo dados do IBGE. Por outro lado, temos vagas sobrando, principalmente na área de TI. Esse abismo foi ainda mais acentuado durante a pandemia, quando os profissionais com menos qualificação foram justamente os mais atingidos. E, se já não era preciso ter um vendedor disponível na loja física, por outro lado, foi preciso um exército de profissionais para contribuir com a tão “rotulada” transformação digital das empresas (que, na minha opinião o termo correto deveria ser “transformação cultural”), levando-as quase que do dia para a noite para o ambiente virtual. Tecnologia se tornou uma questão de sobrevivência.

As universidades continuam incapazes de formar a quantidade de profissionais demandada pelo mercado atualmente. Sendo assim, cabe às próprias empresas iniciarem processos de treinamento interno ou parcerias com empresas de educação especializadas, visando reposicionar e qualificar seus profissionais. Antes mesmo da pandemia, esse mercado já era marcado por autodidatas, pessoas que, com uma boa dose de força de vontade e empenho individual, conseguem aprender novas funções e habilidades técnicas e, como profissional de seleção de talentos, posso dizer que isso se tornou uma habilidade cada vez mais valiosa e procurada nos diversos perfis profissionais de tecnologia. Posso dizer, sem sombra de dúvidas para quem está começando a carreira, que há um mar de oportunidades.

No entanto, ressalto que minimizar esse gap entre oportunidades e escassez não é uma tarefa exclusiva das empresas, mas também dos profissionais, que precisam se atualizar constantemente.

#2 - Remoto ou presencial? 

Voltar ou não para o escritório? Eis o dilema da maioria das empresas. Vários paradigmas foram quebrados durante a pandemia e, mesmo aquelas que não tinham políticas orientadas ao home-office, perceberam seus benefícios. Algumas até se precipitaram, dizendo que não voltariam mais ao modelo presencial e, à medida que a situação começou a ser controlada, acabaram voltando atrás. Fato é que tanto as empresas perceberam aumento na produtividade quanto colaboradores repararam o tempo perdido nos deslocamentos e até em distrações típicas de um ambiente corporativo.

Agora, é hora de definir novas políticas, criando trilhas de carreira específicas para quem vai se manter no remoto, no presencial e no híbrido. Uma vez que a infraestrutura adequada ao trabalho de casa foi estabelecida, assim como a adoção de ferramentas para comunicação e colaboração, o momento será de empatia e negociação. Empresas através de seus líderes e colaboradores terão que chegar a um consenso sobre o que funciona melhor para os dois lados.

#3 - Alta produtividade ou esgotamento físico e mental?

Sem ter que ir ao escritório, muitos profissionais passaram a iniciar a jornada mais cedo e terminar mais tarde. A produtividade explodiu, assim como o esgotamento físico e principalmente, mental. Uma pesquisa realizada pela Yoctoo apontou que mais de 40% dos profissionais relataram piora na saúde física e mental durante a pandemia. Foi uma mistura perigosa entre o excesso de trabalho – marcado principalmente por uma rotina intensa de reuniões – com a ausência de atividades físicas, sociais e de lazer, somadas ao medo da Covid-19. 

Como consequência, as empresas descobriram que era necessário aprender a lidar com a saúde dos colaboradores – indo muito além dos convênios médicos. Muitas investiram em plataformas que permitiam terapias à distância, atividades físicas para serem feitas dentro de casa com o auxílio de um profissional da área, ao vivo e online, entre tantos outros recursos que surgiram para driblar a situação emocional extremamente negativa. Eis aqui um legado que deve perdurar, já que a pandemia evidenciou a necessidade de cuidarmos mais de nós mesmos e das nossas relações, sejam elas pessoais ou de trabalho.

4 – Carreira única ou Multicarreiras?

Enquanto alguns mergulharam profundamente em suas carreiras atuais, outros se abriram para a possibilidade de diversificar. Assim, nasceu o termo slash, cunhado pela especialista em futuro do trabalho, Marci Alboher, que define o indivíduo que possui mais de uma atividade em segmentos distintos, ao mesmo tempo. Algo inimaginável para gerações anteriores.

Passando mais tempo em casa, abriu-se espaço para reflexões do tipo: o que, de fato, é importante para mim? Com empregos menos seguros e estáveis diante da crise, muitos buscaram um plano B – que em alguns casos, após um período de adaptação, até se tornaram a primeira opção. Mais que um complemento à renda, a diversificação nas carreiras evidencia a necessidade de autorrealização, onde se cogita até a possibilidade de ter um emprego para ganhar dinheiro e outro para trazer mais realização profissional. Afinal, um emprego preenche o presente, uma carreira preenche uma vida.

5 - Hard ou soft skills?

Se aprendemos algo sobre isso nessa pandemia é que o conhecimento é perecível. Aquilo que resolvia o problema do meu cliente até ontem, hoje pode já não servir de muita coisa. Nesse sentido, o debate sobre as habilidades técnicas e comportamentais se reacendeu. E, mais do que nunca, ambas precisam andar lado a lado.

As soft skills são uma tendência, um diferencial. Muito disso se deve ao fato de que não adianta ter bons técnicos, mas que não entendam sobre o negócio da empresa, o seu papel dentro da organização e o impacto do que ela traz para o mundo. O pensamento crítico segue sendo a principal competência do futuro. Temos que ser capazes de enxergar o todo – e não somente as partes que nos cabem. Isso coloca em xeque a maneira como fomos educados. Não temos que aprender algo para passar nas provas. Temos que sair da bolha, ter repertório, experiências diferentes, valores e, principalmente, atitudes positivas.

Por isso, termino esse artigo dizendo que para 2022, a palavra de ordem será encontrar o equilíbrio entre todos esses paradoxos. O mercado deve apresentar um cenário econômico mais favorável, com uma maior tendência à estabilização do que vimos em 2020/2021. Caberá aos profissionais e, especialmente aos líderes, estar atentos às oportunidades dentro e fora de suas organizações, além de ouvir e observar o que atende melhor os seus times para, assim, trazer mais leveza e eficiência na transformação cultural que inevitavelmente suas empresas passarão neste novo mundo pós-pandemia.

Paulo Exel é administrador de empresas com MBA em Gestão Estratégica de Negócios

Pé de borracha: Como aumentar a vida útil da vela de ignição

 Como aumentar a vida útil da vela de ignição



Redação

 Componente fundamental para o desempenho do motor, a vela de ignição é responsável por conduzir a corrente elétrica gerada no transformador até a câmara de combustão e converter em centelha elétrica de alta tensão para dar início à combustão, isto é, à queima da mistura ar/combustível. Para auxiliar os motoristas, a NGK – multinacional japonesa especialista em velas de ignição – explica como aumentar a vida útil do produto.   

Características do motor

Segundo Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK, a vida útil da vela é determinada pela montadora, podendo variar de 30 mil km (velas convencionais) a 100 mil km (velas de iridium), em alguns modelos. Além do material utilizado no componente, as características do motor interferem na durabilidade. “Quanto mais alta a taxa de compressão do motor, maior será o desgaste da vela, assim como o avanço de ignição, o uso de sobrealimentação, ou seja, turbo e a rotação do motor”, afirma. 

Condições de uso do veículo

As condições de uso do veículo também definem o desgaste do produto. Motor frio, em baixa rotação ou ligado por muito tempo, em caso de trânsito intenso, são condições severas de uso, assim como utilização de combustível de má qualidade, podendo reduzir pela metade o plano de manutenção e substituição. “Combustíveis adulterados podem causar carbonização no caso da gasolina ou contaminação das velas de ignição, levando a dificuldades na partida, falhas no motor e perda de potência”, explica. 

Como aumentar a vida útil das velas

Além de sempre abastecer com combustível de qualidade, a NGK recomenda usar o veículo também em estrada, com rotação constante. “Manter o motor em rotação constante faz com que a temperatura da câmara de combustão atinja a temperatura de autolimpeza, o que favorece a limpeza interna de componentes, como câmara de combustão, velas, sensor de oxigênio (sonda lambda) e catalisador. Essa prática também ajuda a reduzir o consumo e a emissão de gases”, acrescenta. 

De acordo com a fabricante, quanto mais desgastada uma vela, maior a tensão necessária para o centelhamento. Tentar usar um produto além da vida útil especificada pode gerar danos ao veículo, além de aumentar os gastos para a manutenção, por poder causar danos a outros componentes do motor. “Para garantir a segurança do motorista e o funcionamento do veículo, o ideal é praticar a revisão preventiva e fazer a manutenção conforme a especificação da montadora, a cada 10 mil km ou anualmente”, recomenda o consultor de Assistência Técnica da NGK. 

Saúde: Evolução em técnicas de remoção de câncer de pele e reconstrução da pele melhora prognóstico de pacientes

 A pele do paciente se aproxime o máximo possível da normalidade

    Agência Brasil 

Uma pequena mancha na pele pode ser sinal de câncer 


Redação

Uma pinta no nariz foi o primeiro sinal de alerta para Atair, de 61 anos, diagnosticado com carcinoma basocelular (CBC) em 2015. “A mancha era diferente das pintas comuns, coçava e não cicatrizava, por isso achei estranho e procurei um dermatologista.”

De acordo com o cirurgião plástico da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo Dr. Flávio Marques, o caso de Atair reflete a realidade das estatísticas. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que a doença é responsável por mais de 180 mil novos diagnósticos por ano, sendo mais frequente entre os brasileiros e responsável por 30% dos cânceres diagnosticados no país.

Classificado entre dois tipos – melanoma e não melanoma –, dependendo do seu tipo histológico, o câncer de pele pode ter altos índices de cura quando diagnosticados e tratados precocemente.

“A busca por uma avaliação permitiu que Atair recebesse o diagnóstico em estágio inicial”, relata o especialista. Ele explica que o tipo não melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular) representa cerca de 94% do total de casos de câncer de pele, acometendo principalmente pessoas com mais de 50 anos, de pele e olhos claros.

“A exposição crônica ao sol é a principal causa deste tumor, que pode se manifestar em qualquer parte do corpo, com maior frequência na pele do rosto e pescoço, que são as áreas comumente mais expostas”, destaca Dr. Flávio.

O tipo melanoma, por sua vez, embora com maior índice de mortalidade, é menos frequente. “Apesar de o diagnóstico de melanoma normalmente trazer mais medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura aumentaram consideravelmente nos últimos 20 anos, pela detecção precoce da doença”, afirmou o médico do Hospital São Camilo.

Segundo ele, a evolução da ciência em tratamentos e cirurgias de remoção e reconstrução possibilita resultados cada vez mais eficazes.

Evolução em diagnósticos e tratamentos

O São Camilo Oncologia foi pioneiro na implantação de um exame capaz de analisar profundamente pintas e sardas e realizar um mapeamento corporal total, permitindo detectar precocemente e evitar a progressão do câncer. No caso de Atair, Dr. Flávio realizou um exame de congelação peri-operatório para garantir margens livres de acometimento pela neoplasia.

A partir daí, o aperfeiçoamento constante das técnicas de reconstrução possibilita, atualmente, que a pele do paciente se aproxime o máximo possível da normalidade.

O cirurgião plástico explica que, ao remover o tumor, toda a área ressecada precisa ser reconstruída adequadamente. “Isso é importante não apenas na questão da saúde física do paciente, mas também para o resgate da sua autoestima e bem-estar”, ressaltou.

“Quando soube que teria que remover o tumor, tive muito medo de como ficaria meu rosto, mas o resultado me surpreendeu. Tenho uma pequena marca, mas me sinto como se nunca tivesse tido câncer”, comemorou Atair.

Já para pacientes que não podem ser submetidos à cirurgia, o tratamento é feito por outras modalidades terapêuticas. “Além dos tratamentos já utilizados para tratar carcinoma basocelular, em março deste ano, a Anvisa aprovou uma medicação que representa a esperança para pacientes cuja doença continuou progredindo mesmo após o uso das estratégias tradicionais”, finalizou o médico.

Dezembro Laranja

Com o objetivo de ampliar a discussão e conscientizar a população sobre a importância da prevenção ao câncer de pele, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo apoia a campanha Dezembro Laranja iluminando suas fachadas durante todo o mês.

Durante a campanha, a Instituição também fará divulgações voltadas a seus colaboradores, através dos canais internos. Já o público geral poderá conferir informações sobre prevenção, diagnóstico e formas de tratamento nas redes sociais da Rede.

Saúde: Tecnologia afugenta temores e mitos na aplicação de anestesia geral

 Pessoas de qualquer idade podem se submeter ao procedimento

                                                Pexels

A tecnologia teve grande influência sobre a anestesia geral


*Gabriel Redondano

A anestesia geral é um procedimento que provoca receio em muitos pacientes. Alguns chegam, nos casos em que isso é possível, a desistir ou adiar uma cirurgia apenas pelo pavor de que alguma coisa dê errado justamente durante a anestesia. O Dr. Gabriel Redondano, diretor-presidente do GCA (Grupo Care Anestesia), explica que o procedimento é muito seguro e que esse temor popular é provocado por crenças, como por exemplo, a de que o paciente corre o risco de "não acordar mais".

"Não há contraindicações a essa técnica. O medo vem do desconhecimento e da ausência da consulta pré-anestésica, na qual o anestesista explica ao paciente detalhes da técnica e responde a todas suas dúvidas. Com os monitores e anestésicos disponíveis atualmente, temos as situações previsíveis e mais controladas", explica o Dr. Redondano, que também é coordenador do Departamento de Anestesia do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP).

Pessoas de qualquer idade podem se submeter ao procedimento, como explica o especialista: "A anestesia geral é indicada para todas as faixas etárias, desde o intraútero e recém-nascidos até pacientes centenários".

Nas últimas décadas, a tecnologia teve grande influência para que a anestesia geral alcançasse o nível atual de eficiência. "Tivemos um amplo desenvolvimento de monitores, alguns até com inteligência artificial e a disponibilidade de anestésicos mais modernos, com mínimos efeitos colaterais. Os avanços das medicações e dos equipamentos nos permitem fazer uma anestesia individualizada, específica para cada paciente", detalha o Dr. Gabriel Redondano.

Como funciona

Indispensável para o bem-estar e segurança em intervenções cirúrgicas mais complexas, a anestesia geral é uma combinação de anestésicos que levam o paciente a um estado de inconsciência. Esses sedativos, que podem ser injetados pela veia ou inalados, vão até o cérebro e produzem um nível de inconsciência que é totalmente reversível ao final do procedimento.

Para que tudo corra bem, uma consulta pré-anestésica é fundamental. Ela permite que o anestesista conheça os principais temores do paciente (medo, mitos ou experiências prévias), além de saber que medicamentos ele toma, se tem alguma alergia, quais doenças tem e como foram as outras anestesias e cirurgias às quais já foi submetido.

Nesta consulta, também é feito um exame físico detalhado e, com todas essas informações, o médico anestesiologista decide e explica ao paciente e à família qual a técnica mais indicada para ele, levando em conta as medicações que ele toma e a cirurgia a ser feita. Todas essas escolhas são tomadas com o consentimento de todos os envolvidos.

A consulta pré-anestésica é apenas o início de uma jornada na qual o paciente sempre terá o suporte e a atenção do anestesista. "O anestesista é o primeiro a chegar e o último a sair em uma cirurgia. Ele fica o tempo todo ao lado do paciente. Durante a operação, é ele que diagnostica e trata todas as alterações que possam ocorrer no coração, no pulmão, alergias ou sangramento, entre várias outras disfunções", explica o Dr. Redondano.

Importância do jejum

Durante a anestesia geral, o paciente fica inconsciente e perde também o reflexo da tosse. Isso cria o risco de que o alimento do estômago vá para os pulmões. Para prevenir complicações como essa, alguns tipos de líquidos são muito seguros e podem ser tomados até duas horas antes de uma cirurgia, não apenas trazendo segurança para o paciente, como também contribuindo para uma recuperação e alta mais precoce.

De um modo geral, o paciente deve fazer oito horas de jejum para alimentos gordurosos e frituras; seis horas para refeições leves como frutas ou torradas e duas horas de jejum para até 200ml de líquidos claros e sem resíduos.

Estrutura hospitalar

O sucesso do trabalho de um médico anestesista também depende da estrutura hospitalar, que deve disponibilizar todos os recursos capazes de tornar a anestesia geral segura e o mais agradável possível. "O hospital precisa ter um rígido controle dos medicamentos, oxigênio, monitores hemodinâmicos e da profundidade anestésica, meios de manutenção da temperatura durante a cirurgia, antídotos específicos, ventiladores mecânicos, equipamentos de intubação, equipe multidisciplinar treinada, check lists de segurança e serviço de laboratório e terapia intensiva", enumera o Dr. Redondano.

Sobre o GCA - Grupo Care Anestesia

O GCA - Grupo Care Anestesia atua em Campinas e é referência em anestesiologia. Com uma equipe de quase 30 médicos, o grupo participa de cerca de 1.300 procedimentos sob anestesia por mês. O GCA é um dos poucos times de anestesia no Brasil e no mundo com a Acreditação Diamond d QMentum International do IQG, uma certificação internacional voltada especificamente para serviços de anestesia. O objetivo é elevar os protocolos de segurança e proporcionar a melhor experiência aos pacientes, cirurgiões, gestores e hospitais.

Gabriel Redondano Médico-Anestesista, Diretor-Presidente do GCA - Grupo Care Anestesia e Coordenador do Departamento de Anestesia do Vera Cruz Hospital - Campinas-SP.

Opinião: o inferno toma conta do bairro do Paraíso

 


A maioria das vítimas não vai à #delegacia por causa da burocracia

   Arquivo

O celular é um dos itens mais roubados nas ruas do bairro


*Luís Alberto Alves

Incoerência! Assim defino o drama enfrentado pelos moradores do bairro #Paraíso, Zona Sul e próximo ao Centro Expandido da #Paulista. Ninguém consegue ficar seguro, seja durante o dia ou de noite. Os #bandidos, às vezes em grupos ou mesmo sozinho, nos últimos meses atacam comerciantes, assaltam pedestres, levando #celulares, relógios e dinheiro.

Os criminosos andam a pé, de bicicleta ou de moto. Um deles se disfarça de ciclista, uniformizado, e assalta quem encontrar pela frente. Empregados que trabalham nos prédios da região sofrem quando chegam de manhã e no retorno para a casa de noite. Muitos vão de #Metrô ou de ônibus na #Paulista ou 23 de Maio. No trajeto são atacados.

Os locais onde agem são: Ruas #Rafael de Barros, #Sampaio Viana, #Cubatão, #Abílio Soares, #Desembargador Eliseu Guilherme, #Tomaz Carvalhal, #Tutóia, #Oscar Porto, #Teixeira da Silva, #Leôncio de Carvalho (principalmente nas proximidades do #Sesc/Paulista), local de índice alto de roubo de #celulares.

Dois meses atrás os bandidos assaltaram uma farmácia que fica ao lado do #36º DP, onde nos fundos funcionou a casa de terror #DOI/Codi durante a #Ditadura Militar de 1964.  Agora a minha pergunta: se eu como jornalista sei de tudo isto, porque a #polícia não acaba com a farra dos criminosos neste bairro?

Já sei a resposta padrão da #Segurança Pública: como não registram Boletins de Ocorrência, a #polícia desconhece a maioria desses delitos. A maioria das vítimas não vai à #delegacia por causa da burocracia e também não faz registro pela #internet, porque sabe que será mais um caso para a estatística.

Quando os criminosos atacarem alguma figura importante na porta dos flats da região, e são muitos, a temperatura vai subir junto ao tucano #João Doria e ele puxa a orelha do secretário da Segurança Pública, que apertará o comandante da #PM e parte da tropa vai mostrar serviço. Do contrário, enquanto peixe pequeno for vítima nada irá acontecer. Infelizmente!

*Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Boca Ligeira

 

09 dezembro 2021

Flash back: Trio Esperança e o eterno sucesso " Aurora"


Luís Alberto Alves

Em 1966, outro grande sucesso do Trio Esperança. Neste vídeo raro, as meninas deste grupo, já adulta, cantando sem o irmão Mário, que originalmente acompanhava as irmãs Eva e Marisa na década de 1960. Hoje eles moram na França e se apresentam regularmente naquele país.







Em algum lugar do passado: Erradicação do vírus da varíola

     Agência Brasil


Redação

Em 9 de dezembro de 1979 era  certificada a erradicação do vírus da varíola, tornando a varíola a primeira das duas únicas doenças que foram levadas à extinção (a peste bovina em 2011 sendo a outra)


Pé de borracha: Fiat segue na liderança do mercado brasileiro pelo 11° mês consecutivo

 Nova Strada é o comercial leve mais emplacado do país e conquista a vice-liderança do ranking nacional com 8.535 unidades

Arquivo
O destaque do mês ficou novamente com a Nova Strada


Luís Alberto Alves

- Marca coloca três modelos entre os 10 mais vendidos de novembro

O fim do ano está chegando e a Fiat continua a celebrar seu desempenho comercial com três modelos entre os mais vendidos do País, além de manter sua liderança no ranking nacional pelo 11° mês consecutivo (19% de participação com 30.692 unidades em novembro).

O destaque do mês ficou novamente com a Nova Strada, que conquistou a vice-liderança do mercado com 8.535 unidades, seguido pelo Argo na quinta posição com 6.340 unidades e a Nova Toro na oitava, com 5.921 unidades. Já o recém-lançado SUV Pulse fecha seu primeiro mês de emplacamento com 2.228 unidades e, na sala de troféus, com o título de Carro do Ano 2022, em premiação da revista Autoesporte.

Com esse resultado, a Fiat segue na liderança do ranking de vendas em 2021, com 22,1% de market share e 395 mil unidades emplacadas, sendo a marca com maior crescimento no mercado (5,7 pontos percentuais).

Entre os veículos mais vendidos do ano, a Fiat também faz bonito com a Nova Strada em primeiro lugar, superando a marca de 100 mil unidades vendidas. O Argo vem na sequência com mais de 80 mil unidades comercializadas.

Confira um resumo dos resultados da Fiat por segmento:

  • B Suv:  Fiat tem sua estreia com o Pulse, e fecha seu primeiro mês com 5,6% de participação na categoria em novembro;
  • Pickup: Fiat reforça sua liderança do ano, atingindo 48,6% de participação no mês e à frente no acumulado ano com 50,9%;
  • B Pickup: domínio absoluto da Nova Strada, que fecha novembro com a marca de 80,2% de participação no segmento, e com 79,1% no acumulado ano;
  • CD Pickup: também com aumento na liderança do mês com a Nova Toro (com 31,1%), e mantendo sua liderança no acumulado ano em 33,4%;
  • Hatch:  Fiat fecha na 3º posição do segmento em novembro com 19% de share, mas se mantém na liderança no acumulado do ano com 32,1%; 
  • A Hatch: Mobi na liderança do segmento no acumulado ano com 56,7%;
  • B Hatch:  Argo fecha o mês na 3º posição do segmento com 19,4% de market share, e continua na liderança no ano com 20,5%
  • B Sedan: Cronos fecha na 2º posição do segmento com 16% de participação no segmento em novembro.

Trabalho: Tire as principais dúvidas sobre férias coletivas

 Há  possibilidade de realizar fracionar as férias

Férias coletivas junta dinheiro com descanso 

Redação

A decisão sobre se as empresas terão ou não férias coletivas no fim de ano já deve ser definida pela gestão de uma empresa, assim serão menores as dificuldades na hora de tomar as medidas necessárias e realizar esse acordo com os trabalhadores.

Isso porque não basta apenas definir pelas férias coletivas, várias ações prévias devem ser tomadas antes de iniciar esses períodos, o que gera muitas confusões por parte de empregadores e empregados. "O que vemos na Confirp é que a correria em busca de informações ocorre principalmente com a proximidade do fim de ano, isto é, a partir de novembro. As principais questões que observamos são referentes a prazos, pagamentos e limites", descreveu o consultor trabalhista da Confirp Consultoria Contábil, Josué Pereira de Oliveira.

As férias coletivas são períodos de paralisações concedidos de forma simultânea para todos os trabalhadores de uma empresa, ou para apenas alguns setores. Para entender melhor o tema, a Confirp Consultoria Contábil preparou um tira-dúvidas:

Quais os principais pontos em relação às férias coletivas?

• Esse período é determinado pelo empregador, buscando a melhor forma de ajustar os trabalhos realizados, contudo há a necessidade de nunca extrapolar a limitação de 11 meses subsequentes a obtenção do direito a férias do empregado.

• Existe a opção de conceder férias coletivas para apenas determinados setores da empresa, mas também pode ser para todos os trabalhadores.

• Há  possibilidade de realizar fracionar as férias.

• A comunicação do empregado sobre as férias e as regras deve ser feita com antecedência mínima de 30 dias do início do período.

• Todos os dados sobre as férias devem ser anotados na Carteira Profissional e no eSocial, livro ou ficha de registro de empregados.

No caso de empregados que não completaram o período de direito para férias, como deverá ser o procedimento?

Primeiramente, se deve definir quantos dias o funcionário possui de direito, por ocasião das férias coletivas, considerando o tempo de serviço e faltas existente no período. Caso este empregado tenha direito a menos dias do que a empresa estipulou para férias coletivas, este empregado ficará de licença remunerada, devendo retornar ao trabalho na mesma data dos outros empregados.

Como se dá o pagamento das férias coletivas?

Realmente grande parte dos questionamentos sobre o tema é em relação ao pagamento dos funcionários, contudo, neste ponto não existe mistério, tendo o mesmo formato das demais férias dadas aos trabalhadores. Lembrando que no caso do funcionário não tiver completo um ano de período de trabalho, o pagamento será proporcional ao período de férias que tem direito e o restante será dado como licença remunerada.

Quais os passos a serem seguidos antes de determinar as férias coletivas?

• O empregador deve, com antecedência mínima de 15 dias ao período das férias coletivas, comunicar a Delegacia Regional do Trabalho Comunicar (D.R.T.) sobre a decisão com dados referentes ao início e fim das férias, indicando quais os setores ou estabelecimentos atingidos;

• Enviar uma cópia da comunicação feita ao D.R.T. aos sindicatos das categorias que serão abrangidos pelas férias;

• Lembrando que os trabalhadores também deverão ser avisados mas neste caso com antecedência de 30 dias, colocando comunicados nos locais de trabalho.

Quais outros pontos relevantes e relação ao tema?

• Empregados com menos de 18 anos ou com mais de 50 anos devem ter o período de férias uma única vez, assim, se as férias coletivas forem menores do que esses possuem por direito, deverão prolongar o período para eles, para que possam assim aproveitar integralmente esse direito. Caso o período por direito seja menor deverá se considerar o período excedente de coletiva como licença remunerada.

• Estudante menor de 18 anos deverá ter o período coincidente com o de férias escolares, nos casos em que as coletivas ocorrerem em época diversa, o período de férias coletivas deverá ser considerado como licença remunerada, e as férias legais, serão concedidas juntamente com as férias escolares.

Saúde: Ômicron: o que sabemos sobre a nova variante

 Especialista aponta o que são certezas sobre a Ômicron e o que ainda não passa de especulação

   Divulgação

Ainda é cedo para afirmar sobre uma nova pandemia

Ao que parece, os riscos de uma nova pandemia têm sido subestimados, e, por consequência, as ações de como enfrentá-la já sofrem com a ausência de investimentos. De acordo com uma pesquisa da Universidade Duke, na Carolina do Norte, há cerca de 2% de possibilidade de uma pandemia como a da Covid-19 acontecer todos os anos – o que acarreta em 38% de chance de um ser humano vivenciar algum grande surto ao longo de sua vida.  

Um dos fatores de maior contribuição para o favorecimento de pandemias é a maior facilidade de deslocamento entre cidades, países e continentes em curtos períodos de tempo, o que propicia o transporte de agentes infecciosos. “Um mundo globalizado está sempre em risco eminente de pandemia. O trânsito de pessoas, produtos, mercadorias e animais favorece a disseminação continental das doenças infectocontagiosas e parasitárias”, explica a Dra. Raquel Xavier de Souza Saito, docente do curso de graduação em enfermagem da Faculdade Santa Marcelina.  

No entanto, a especialista afirma que ainda é cedo para afirmar sobre uma nova pandemia, visto que ainda não foi vencida aquela iniciada em 2020 (SARS-CoV-2), de modo que o foco deve estar no controle e monitoramento da doença e suas variantes. “Equipes de inteligência epidemiológica devem triar e acompanhar as variantes genômicas que podem representar maior risco futuro, assim como garantir acesso e certificar a eficácia de vacinas, inclusive em países mais pobres como a África do Sul - onde surgiu a variante Ômicron”. 

A nova variação da Covid-19 foi classificada em 26 de novembro de 2021, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma Variante de Preocupação (VOC). Após dois dias (28/11), 12 países já haviam confirmado a detecção da Ômicron em seus territórios. “No Brasil, até o dia 02 de dezembro, três pessoas haviam testado positivo para a nova variante. Nesse cenário, o mais importante é que se mantenham as medidas de precaução”, comentou a professora.  

O que se sabe sobre a Ômicron? 

Ainda existem poucas evidências sobre a nova variação da Covid-19 que tem alarmado pessoas no mundo inteiro. “Até o momento não há consenso, por exemplo, que indique que a infecção com Ômicron possa causar uma doença mais grave em comparação com infecções de outras variantes”, explica Raquel. O mesmo se aplica em termos de transmissibilidade – ainda não se pode afirmar que ela seja mais contagiosa que seus pares.  

No entanto, se sabe que dados preliminares de reinfecção sugerem que pessoas que já tiveram Covid-19 podem ser reinfectadas com Ômicron. Os testes de PCR também continuam valendo e são eficazes na identificação da infecção com a nova variante. Sobre a eficácia da vacina, a docente alerta: “as vacinas continuam sendo essenciais para reduzir doenças graves e morte, inclusive contra essa variante. Os imunizantes atuais permanecem eficazes contra doenças graves e morte”. 

As medidas de precaução  

Frente a esse cenário, é importante manter os cuidados adotados desde o começo do surto de coronavírus, como o uso de máscaras, medidas de higiene, incluindo lavagem de mãos ou uso de álcool gel a 70%, e a etiqueta respiratória, protegendo boca e nariz quando tossir, falar ou espirrar. “As experiências e conhecimentos acumulados nos quase dois anos de pandemia, contribuem para o melhor manejo tanto do controle da doença, por meio de vacinas e medidas preventivas não farmacológicas, quanto na condução dos casos de síndromes respiratórias mais graves. Em todos os aspectos, o sucesso do enfrentamento da pandemia independentemente da variante, depende e deve ser de responsabilidades de todos”, finalizou a doutora.  

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