19 novembro 2021

Pé de borracha: Librelato lança nova linha de implementos EVOLUT - geração 2022


    Fotos: Divulgação

Um dos implementos lançados pela empresa para o setor do agronegócio

Empresa pretende ampliar participação no mercado nacional e aumentar em 20% exportações no próximo ano

Redação

A Librelato lança a nova geração de implementos EVOLUT em seu melhor momento no mercado brasileiro. Na geração 2022 de implementos, a Librelato apresenta equipamentos ainda mais leves em comparação a sua geração anterior. “Com o uso de materiais cada vez mais nobres e soluções técnicas únicas, foi possível chegar à uma equação que privilegia a leveza, sem abrir mão da robustez necessária a um implemento. Essa já se transformou em uma marca da Librelato e a aplicamos em todos os nossos produtos”, disse o CEO da empresa, José Carlos Sprícigo.

Para Sprícigo, a nova linha EVOLUT geração 2022 será sinônimo de eficiência nas estradas. “Com ela, os transportadores terão ainda mais produtividade em suas operações de transporte e garantirão mais rentabilidade aos seus negócios, ao carregar mais carga, consumir menos combustível e ter menores custos de manutenção em seus equipamentos”.

De acordo com o executivo, o nome EVOLUT vem do italiano EVOLUTO e significa EVOLUÍDO. “Essa foi a razão de termos batizado a nova geração 2022 de EVOLUT, pois evoluímos a cada lançamento. O resultado do trabalho de desenvolvimento da equipe de inovação e tecnologia nos traz novas perspectivas no mercado. Desde maior crescimento e mais reconhecimento pela qualidade dos nossos produtos, até pela evolução em cada detalhe da nova linha. São diferenças que serão sentidas pelo transportador e pelos caminhoneiros nas estradas”, completou.

Implemento lonado


Crescimento contínuo 

A Librelato apresentou crescimento ao longo dos últimos anos, tanto no mercado interno como nas exportações.

A empresa fechará 2021 com aproximadamente 13.5 mil implementos comercializados, um crescimento de 44% em relação ao ano passado, quando foram comercializados 9.4 mil equipamentos. Desse total, mais de mil unidades foram para o mercado externo, registrando um novo recorde da empresa em unidades exportadas. Somente para o mercado externo, o crescimento é de 150%.  

Essa performance coloca a Librelato como segunda maior exportadora de semirreboques do Brasil. Os principais países que compraram produtos da marca foram, pela ordem, Paraguai, Chile, Uruguai e Bolívia. Além disso, a empresa abriu novos mercados no continente africano, com destaque para negócios já realizados em Gana, Uganda e Quênia. Para 2022, a Librelato prevê um crescimento de 20% nas exportações.  

No mercado interno a Librelato se mantém entre as três maiores implementadoras do País. Os cinco modelos mais vendidos pela empresa este ano foram Basculante, Graneleiro, Furgão Lonado, Tanque de Aço Carbono e Furgão Alumínio.

A Librelato alcança marcas estáveis de acordo com seu planejamento estratégico, com produção de 60 unidades/dia e prevê crescimento de 15% na produção diária em 2022.  “Estamos planejando a ampliação de nossa atuação no mercado. Além disso, existe uma consolidação da marca no exterior, a qual gera cada vez mais negócios, oportunidades e confiança”, disse Sprícigo.

De acordo com o executivo, o agronegócio é o grande impulsionador do setor de implementos, responsável por mais de 60% das operações. “A renovação dos equipamentos no campo está puxando as vendas, assim como a volta da construção civil e as novas concessões de infraestrutura que potencializam os negócios”.

O agronegócio representa um importante mercado para a Librelato, que possui diversos produtos em seu portfólio especialmente desenvolvidos ao segmento, como as linhas graneleira e basculante, que inclui semirreboques, bitrens, rodotrens e tritrens basculantes.

Investimentos

Os planos de investimentos de 50 milhões de reais no próximo ano incluem nova unidade industrial e digitalização de processos industriais. Isso permitirá aumentar a produção diária e apresentar novos desenvolvimentos. 

A empresa prevê para 2022 a construção de uma nova área fabril de quatro mil metros quadrados, para a linha de basculantes, e uma área de 11.3 mil metros quadrados, dedicada à expedição. A Librelato investe fortemente em tecnologias voltadas à indústria 4.0 nas unidades de produção.

Graneleiro, outro destaque da Librelato


“Em 2021, investimos 35 milhões de reais, sendo a maior parte em tecnologia, processos de digitalização e automação. Investimos na maior Célula Graneleira Robotizada da América do Sul, a única na região capaz de soldar a estrutura completa do modelo chassi graneleiro e não apenas uma parte dele, como acontecia anteriormente à chegada da nova tecnologia”, comentou Sprícigo.

A tecnologia permite a solda completa de um graneleiro em apenas 35 minutos, uma redução de 30% no tempo de produção, o que viabiliza a fabricação de 25 graneleiros/dia, um aumento de 19% para esta linha.  

“A Célula Graneleira Robotizada tem toda sua comunicação em tempo real. Da minha casa, pelo meu celular, eu consigo acompanhar a produção e isso é um grande avanço para a Librelato e seus clientes finais”.

Para o executivo, a digitalização dos processos é responsável por transformar toda a cadeia produtiva do setor de implementos, desde as áreas de projetos e fabricação dos produtos, até a estrutura interna da empresa e sua comunicação com clientes e fornecedores. “A aplicação da internet industrial e da digitalização movimenta o mercado e traz inovações capazes de aumentar a produtividade e estimular os negócios”, afirmou Sprícigo.

Showroom de inovações

A nova linha EVOLUT foi desenvolvida com aços nobres que conferem aos modelos até 400 quilos de leveza em relação à sua geração anterior. Com isso, os implementos garantem maior capacidade de carga ao transportador e demonstram a busca constante da Librelato por inovação.

Com a nova geração de implementos, o transportador poderá transportar seus produtos com mais segurança e menor consumo de combustível. Os atributos de qualidade estão em todos os novos produtos, desde a estrutura, composta por aços especiais, e o design, que privilegia a aerodinâmica e a melhor produtividade, até a pintura e a escolha das lonas, no caso dos implementos lonados.

As novas famílias são equipadas com câmeras de ré com central de comando wireless. As câmeras possuem ângulo de visão de 120 graus e opção de visão noturna.  Com isso, as manobras de engate e desengate dos semirreboques tornam-se mais ágeis e seguras, aumentando a produtividade do frotista.

O sistema de iluminação recebeu uma modernização estética. Com o  novo design, mais arrojado, tanto na traseira dos implementos como na lateral, os motoristas poderão fazer suas manobras com mais segurança nas estradas.

Furgão alumínio, outra opção ao mercado 


Ao todo, são cinco novas famílias de produtos: Rodotrens Basculante e Graneleiros, Semirreboques Tanques, Furgão Lonado e Alumínio. Com os lançamentos, a Librelato cobre variados setores da economia, desde o agrícola e de construção, até o transporte de cargas fracionadas e industrializadas dos mais variados tipos, bebidas e combustíveis.

Entre os atributos da nova linha de Rodotrens Basculantes estão mais versatilidade, graças às opções de revestimento da caixa de carga, conforme necessidade do cliente.  A partir de 2022, haverá a opção de customização do revestimento com materiais como aços estruturais, de alta resistência, ultra resistência e até anticorrosivos. Com isso, será possível atender a diversos níveis de necessidades dos clientes e variados tipos de carregamentos, seja na área agrícola, construção civil e mineração, seja em outros segmentos.

No Rodotrem Graneleiro EVOLUT, a mais marcante diferença em relação à sua versão anterior está nos eixos mais largos e distância entre apoio das molas 100mm maior. A mudança representa um ganho de aproximadamente 5% em estabilidade ao implemento.  Dessa forma, a Librelato consegue entregar mais segurança e estabilidade ao conjunto quando em sentido de marcha.

A mesma solução também foi aplicada aos novos Furgões Lonado e Alumínio, com uma série de novos atributos e vantagens, por exemplo, o assoalho totalmente remodelado, o qual propicia maior resistência com menor peso, ideal para o tráfego de empilhadeiras e paleteiras.

“São produtos inovadores, capazes de revolucionar o jeito de se transportar carga com alta rentabilidade. Nossa inventiva engenharia conseguiu, valendo-se de tecnologia de ponta, desenvolver produtos mais leves do que qualquer outro do mercado e, ao mesmo tempo, muito mais robustos, assegurando maior durabilidade”, afirmou Sprícigo.

Com visual arrojado, moderno e com maior eficiência aerodinâmica, o novo Basculante EVOLUT, por exemplo, proporcionará uma redução de consumo de combustível de até 2% comparado ao modelo tradicional. Além disso, este novo implemento possui o Dolly Modular Rebaixado, que permite maior agilidade no descarregamento sem nenhuma necessidade de desacoplar o implemento.

“Estamos lançando também o novo Tanque EVOLUT, o qual atenderá o mercado doméstico de combustíveis. Ele tem capacidade de 32 mil litros, 470 kg mais leve e carrega 2 mil litros a mais de gasolina e etanol, e 600 litros de diesel, em relação aos seus concorrentes e ao modelo atual.

BOX LIBREPARTS

O sucesso obtido com o conceito de autoatendimento aplicado às lojas físicas Libreparts trouxe mais uma evolução ao modelo de venda de peças da Librelato. A partir de 2022, boxes construídos em contêineres e carregados com peças de grande giro estarão nas estradas, mais próximos aos clientes, em locais de grande movimentação de caminhoneiros, como postos de gasolina, feiras, parques industriais, proximidades de portos, entre outros.

Para Sprícigo, o BOX Libreparts já é um negócio promissor e atrativo aos clientes e também à rede de distribuição. “Certamente essa nova configuração trará ainda mais negócios e benefícios aos nossos clientes e representantes”, conclui. O objetivo é chegarmos a 20 Boxes até o final de 2022. Paralelamente, as lojas Libreparts também avançam. Vamos chegar a 30 lojas em 2022”, destacou Sprícigo.

  Novo formato de vendas 

 BOX Libreparts será a evolução das lojas físicas Libreparts e levará peças e serviços ao público de forma dinâmica

 A partir de 2022 boxes construídos em contêineres estarão em locais de grande movimentação, como postos de gasolina, feiras, parques industriais, proximidades a portos, entre outros

 BOX Libreparts oferecerá peças de maior giro como sistemas de iluminação, lonas, válvulas de troca rápida, itens de segurança como faixas refletivas, cintas de amarração, entre outros

 O sucesso obtido com o conceito de autoatendimento aplicado às lojas físicas Libreparts trouxe mais uma evolução ao modelo de venda de peças da Librelato. A partir de 2022 boxes construídos em contêineres e carregados com peças de grande giro estarão nas estradas, mais próximos aos clientes, em locais de grande movimentação de caminhoneiros como postos de gasolina, feiras, parques industriais, proximidades a portos, entre outros.

Para Daniel Zilio, Gerente Libreparts e Exportação, “o BOX Libreparts já é um negócio promissor e atrativo aos clientes e à rede de distribuição. Certamente essa nova configuração trará ainda mais negócios e benefícios aos nossos clientes e representantes. O objetivo é chegarmos a 20 Boxes até o final de 2022. Paralelamente, as lojas Libreparts também avançam. Vamos chegar a 30 lojas Libreparts em 2022”, ressaltou.

De acordo com Zilio, a ideia dos BOX Libreparts nasceu a partir de uma leitura da Librelato feita no dia a dia do caminhoneiro. “Percebemos que não só em postos de gasolina, mas em locais de grande movimentação, principalmente onde os caminhoneiros fazem suas paradas no final do dia, muitos deles acabavam percebendo algum problema ou defeito em suas carretas e perdendo parte do dia seguinte em busca de peças e componentes para seu implemento, como a troca de uma simples lanterna, por exemplo. Esse pequeno detalhe inviabiliza sua operação e consequentemente o frete”, explica. Tendo essa percepção, a Librelato criou o BOX Libreparts, em que o objetivo é justamente levar as peças de maior giro até o local onde o cliente está. 

O modelo foi inspirado nos Boxes de Fórmula 1, um ponto de parada rápida, mas altamente estratégica. “A Librelato quer estar próxima do cliente e por isso estaremos em locais com grande movimentação de veículos. O BOX Libreparts é itinerante e dinâmico e será o nosso contato mais próximo com o cliente no momento da sua atividade, tudo para que a operação não pare por falta de peças nas estradas”, destacou Zilio.

O BOX Libreparts oferecerá peças de maior giro como sistemas de iluminação, lonas, válvulas de troca rápida, itens de segurança como faixas refletivas, cintas de amarração, entre outros.

Todas as unidades estarão vinculadas às lojas Libreparts e aos representantes da Librelato de todo o Brasil. Cada BOX estará a um raio de distância da Libreparts matriz de cerca de 150 quilômetros. Qualquer problema que seja detectado pelo atendimento técnico presente no BOX, e necessite de manutenção especial, poderá ser direcionado para a concessionária.

Loja itinerante 

De acordo com Zilio, o BOX contará com as peças mais procuradas pelos clientes, cerca de 200 itens diferentes para um rápido atendimento, em uma área de 30 metros quadrados. São as medidas padrão de um contêiner, com 12m de comprimento por 2,50m de largura. “Criamos uma área dentro da Librelato somente para este fim e o BOX saíra de nossa fábrica pronto e na maioria dos casos já carregado com as peças”, explicou.

Os BOX terão revestimento acústico e serão climatizados. Além disso, terão computador e TV Touch para acesso e compras via  catálogo online. Tudo isso com a assessoria técnica de um profissional de pós-venda e manutenção especializado. 

Modelo de vendas bem-sucedido

A Libreparts é um dos mais bem-sucedidos modelos de vendas de peças do mercado nacional de implementos. A configuração trouxe mais agilidade na comercialização e foi inspirada no modelo de lojas de departamentos. Este espaço criado com jeito de supermercado, em que o próprio cliente escolhe o que precisa dentre peças e acessórios, vem sendo bem aceito pelo mercado. Prova disso  é a curva de crescimento de vendas da Libreparts, superior a 110% ao ano, desde seu lançamento, em 2019.

“Trouxemos para as prateleiras o que ficava escondido atrás do balcão de atendimento de peças e com isso conseguimos provocar uma nova dinâmica de consumo nos compradores. Percebemos a mudança de comportamento e aumento significativo do interesse dos clientes nas peças originais.

O BOX seguirá o mesmo conceito das Libreparts, onde o cliente pode contar a qualquer momento com o auxílio técnico de um consultor especialista, mas também tem total liberdade e comodidade para se servir dos itens de maior giro que ficam em exposição em gôndolas.   “O fato de ter à vista todas as peças, faz com que o cliente tenha em mente tudo o que a sua carreta precisa em termos de peças e acessórios, trazendo melhor visão com relação à manutenção dos equipamentos”, finalizou.

 Nova geração de Graneleiros EVOLUT

 Nova geração de graneleiros EVOLUT combina mais capacidade de carga, estabilidade e segurança ao implemento

 Módulos parafusados trazem mais versatilidade, agilidade na fabricação e facilidade de manutenção do equipamento

 Graneleiros EVOLUT são os únicos na América do Sul a serem fabricados em célula robotizada

 A Librelato lança hoje uma nova geração de graneleiros. A nova linha de graneleiros EVOLUT traz novos atributos para os transportadores de grãos do Brasil, combinando soluções inteligentes que entregam mais estabilidade e segurança nas estradas. O desenvolvimento do novo modelo privilegiou a construção com eixos mais largos e reúne uma série de vantagens em relação aos implementos para o transporte de grãos, comparado aos existentes no mercado brasileiro e internacional.

De acordo com Fábio Rossi Tronca, Gerente de Engenharia do Produto e Pós-Vendas da Librelato, os novos graneleiros possuem eixos do tipo bitola larga, com distância entre apoio das molas 100mm maior do que na versão anterior da linha. Esta medida já era utilizada em outras famílias de produtos como basculante e tanque, e agora passa a incorporar todos os implementos que possuem chassi no conceito de plataforma, incluindo furgão alumínio e furgão lonado. Isso representa um ganho de aproximadamente 5% em estabilidade ao implemento e dessa forma a Librelato consegue entregar mais segurança e estabilidade a todos os produtos de seu portfólio.

Pioneirismo no setor

A Librelato foi pioneira no Brasil ao lançar na FENATRAN em 2019 um implemento construído com a tecnologia PRÓ-NIO, em que o aço utilizado na fabricação contém o Nióbio em sua composição, o que torna a liga mais resistente em relação aos aços comuns. Essa condição tem sido essencial para o desenvolvimento de implementos mais robustos e mais leves e que, portanto, permitem maior capacidade de carga e maior rentabilidade ao transportador.

“O novo Graneleiro Evolut da Librelato continua sendo desenvolvido com a mesma tecnologia e a oferecer maior capacidade de carga, com o recurso de maior estabilidade e consequentemente, mais segurança”, ressaltou Tronca.

Módulos parafusados 

Outra novidade na geração 2022 de graneleiros da Librelato está nos módulos parafusados, que trazem  agilidade adicional ao processo de montagem e produção e garantem a possibilidade de modularização, de acordo com a necessidade do cliente. “Com componentes parafusados como, por exemplo, engate tipo “G” nos perfis laterais, porta estepe, para-choque, protetor lateral, reservatórios de ar, e demais acessórios, facilitamos a instalação e a manutenção do implemento, e ganhando ainda maior agilidade na linha de produção e aumento da capacidade produtiva”, completa.

Produzido em Célula Robotizada

“Os modelos graneleiros vem sendo produzidos na maior Célula Graneleira Robotizada da América Latina, que solda a estrutura completa do modelo chassi graneleiro e não apenas uma parte dele, como acontecia anteriormente à chegada da nova tecnologia” comenta Tronca.  

O robô da Panasonic e a célula robotizada foram desenvolvidos pela Librelato em conjunto POWERMIG, de Caxias do Sul, RS, especializada no segmento de automação e robótica. A tecnologia permite a solda completa de um graneleiro com uma redução de 30% no tempo de soldagem da estrutura em relação ao processo anterior, o que representa um aumento de capacidade de 20% nessa linha de produtos.

Trata-se de um robô exclusivamente destinado à solda da linha graneleira. “É uma célula de alta complexidade, onde a estrutura do chassi será soldada por completo, garantindo maior velocidade, precisão e repetibilidade ao processo”, finalizou o executivo.

 

Pé de borracha: Mercado de usados cresce em demanda, novos serviços e tecnologias

    Divulgação

A crise ajuda o mercado de usados crescer por causa do pouco dinheiro no bolso do consumidor

Como consequência, está surgindo uma avalanche de plataformas do segmento

Redação

Inflação, constantes aumentos da gasolina e o sumiço de novos modelos de carros na praça, os quais têm até fila de espera, foram somente alguns dos fatores que contribuíram com o boom das negociações de veículos de segunda mão, com uma escalada de preços em alta que não se via desde os anos 1980, com o Plano Cruzado. Segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), somente entre janeiro e junho de 2021, foram comercializados mais de 5,4 milhões de automóveis e comerciais leves usados no Brasil.

O mercado de veículos usados está tão em alta que, o mês de julho de 2021 foi o melhor, em termos de resultado nas transações desde desde o início da série histórica da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em 2003. Como consequência, está surgindo uma avalanche de plataformas do segmento, com direito a estreia da Kavak com R$ 2,5Bi, a aquisição da Volanty pela Creditas, e o investimento de R$ 155 milhões na Instacarro.

Ao ter  de oferecer uma melhor experiência para os clientes, a verdade é que ser uma revendedora automotiva é um trabalho cada vez mais difícil: grandes volumes de informações, integração de setores, pré-venda, análise de cada veículo, anúncios em sites, controle financeiro, estoque, atendimento ao cliente e pós-venda são só algumas das muitas tarefas da área. E, óbvio: gerir tudo isso, com excelência e acompanhando um mercado que não para de crescer, exige um perfil bem dinâmico por parte dos administradores do negócio.

"Por isso, a tendência é que haja aumento de plataformas digitais para a comercialização desses veículos, as quais têm atraído investidores e colocado recursos para conquistar brasileiros interessados em vender ou comprar um usado ou seminovo", salientou Rodrigo Dal Bello, CEO do Autoconf.

A startup, que estreia no mercado, trabalha a gestão de venda de veículos voltada para lojas e revendedoras de veículos usados e funciona como uma espécie de “e-commerce para carros”, cujo foco é atender o anseio do lojista e do cliente final, com direito à prevenção contra fraudes e golpes e a possibilidade de pagamento do bem pela internet. 

Níver: Com um ano de Pix, qual o tamanho da transformação no sistema financeiro?

 

O PIx já apresentou diversas mudanças no sistema financeiro

Fica difícil isolar o impacto individual de um único sistema

Julián Colombo

Quando o Banco Central anunciou o novo sistema de pagamento instantâneo brasileiro, o famoso Pix, muitas especulações e discussões sobre qual seria o impacto dessa ferramenta no setor financeiro começaram a surgir. Ao completar um ano de operação, já conseguimos enxergar se, de fato, mudanças e competições previstas aconteceram? Antes de responder a essa pergunta, acredito que seja importante lembrar que, quando estamos no campo da economia, é difícil estabelecer com precisão o impacto de um único evento, pois existem muitas variáveis operando ao mesmo tempo.  

 Só para começar, neste último ano, por exemplo, muito mais que o lançamento do Pix, a economia enfrentou as consequências de uma devastadora pandemia, mudanças significativas no setor financeiro com a chegada do Open Banking, apostas expressivas de investidores em Neobanks, entre outros fatores decisivos que afetam diretamente o comportamento das pessoas e empresas. Por isso, fica difícil isolar o impacto individual de um único sistema , mas me arrisco a tentar. 

 Analisando de uma maneira prática e direta os efeitos do Pix no Brasil, percebemos que sim, as mudanças estão acontecendo e temos alguns números oficiais que demonstram isso. Em seu lançamento, muito se falou sobre os possíveis efeitos positivos na concorrência e consequente democratização dos serviços financeiros. Um indicador muito importante que reflete a  concentração bancária de um mercado é a porcentagem que os cinco maiores bancos de um país representam no crédito total (ou nos depósitos). Se compararmos  esse número, vemos que o Brasil, em 2016, tinha 86% de concentração. Nos  últimos cinco anos, no entanto,  esse indicador tem se reduzido em sete pontos - e cada vez mais rápido - chegando em 2021 perto de 79,5%. Ainda assim os avanços são lentos: o País ainda é um mercado extremamente concentrado, ficando atrás apenas da Holanda, que possui quase 90% de concentração bancária. Nos Estados Unidos esse número está perto de 40%, já a China e Índia ficam entre 35% e 37%.

 Observando a questão da aderência, o Pix foi um sucesso absoluto e é um dos melhores casos de adoção voluntária de um “produto” financeiro no mundo. Em um ano de funcionamento, nove  a cada 10 transferências já são feitas pelo sistema e 105 milhões de pessoas, ou seja, mais da metade da população brasileira,  já usou. Num primeiro momento, quase todas as transações no sistema eram  feitas de pessoa para pessoa, mas agora 16% já são de pagamentos a empresas. O produto está melhorando muito e logo será possível ainda pedir troco, fazer saques e pagar parcelado.  A consequência dessas mudanças e da grande aceitação está também no impulsionamento da concorrência. Se antes, os grandes bancos sempre tiveram vantagens muito expressivas em suas redes de meios de pagamentos, hoje elas perdem importância quando existe uma alternativa mais rápida, confortável, barata e segura e, principalmente, que qualquer banco de médio e pequeno porte podem oferecer. 

 Dentro deste cenário de mudanças no último ano, a pandemia também foi fator determinante para a concorrência financeira e não só no Brasil, mas especialmente aqui. Os grandes bancos brasileiros tiveram historicamente redes de distribuição e atendimento gigantescas, em consonância com o tamanho do país. Há 20 anos, teria sido impossível para um banco sem agências capturar clientes. Mas a tecnologia foi desenvolvida e algumas pessoas, que chamamos de early adopters (primeiros a adotar), começaram a migrar para os canais digitais dos grandes bancos, e depois para Fintechs e Neobanks. A pandemia gerou um problema logístico que fez com que a parcela que não confiava, gostava e/ou entendia os canais digitais foi obrigada a os adotar. Essa mudança forçada  acabou acelerando o processo de digitalização, o que equaliza  hoje o poder de um banco com 5 mil agências com um que não possui nenhuma e está apenas no ambiente digital. 

 Ainda sobre concorrência, não podemos deixar de citar outros exemplos que estão impactando o mercado e ainda terão uma parcela grande nas futuras mudanças dentro do setor financeiro. Os Neobanks possuem recursos enormes para concorrer com os grandes bancos, podendo investir muito mais em publicidade e desenvolvimento tecnológico. Isso porque eles não se importam com o lucro na mesma medida que os bancos tradicionais. Os investidores dos grandes bancos exigem rentabilidade, é claro, mas os investidores dos neobanks querem crescimento de market share, qualidade de atendimento, etc. Ou seja, permitem que eles possam baixar os preços a níveis que os concorrentes diretos não podem acompanhar. 

 Com tantos eventos e acontecimentos neste ano que passou, a mudança em geral está sendo possível graças à parcela de responsabilidade de cada uma delas, seja Pix, Pandemia, Open Banking e Neobanks. O fato é que todos incentivam um mercado mais competitivo, o que desempenha um papel fundamental para a economia do País. 

 *Julián Colombo é economista com mais de 20 anos de carreira em banco,

Economia: Como o setor de cobrança conseguirá retomar o patamar de recuperação de crédito no pós-pandemia?

    Agência Brasil 

A pandemia deixou muitos brasileiros de carteira vazia por causa da crise econômica

Com a mudança no perfil do devedor, as empresas precisam estar mais atentas às suas necessidades

Redação

A pandemia causada pelo coronavírus impactou gravemente alguns setores da economia, entre eles, o de crédito e cobrança. A adaptação aos locais de trabalho e a flexibilização das empresas que migraram para o home office, trouxeram um novo olhar sobre o setor, considerado serviço essencial nesse período.

Com as incertezas de como seria o futuro econômico do país, muitas pessoas deixaram de pagar suas dívidas, fazendo com que as empresas tivessem que se adaptar a essa nova realidade. “Nesse momento, tivemos que estar mais atentos às necessidades do devedor. Flexibilidade, adaptação e análises constantes tornaram-se fundamentais em toda a jornada desse cliente, desde a oferta de crédito até a cobrança”, comenta Edemilson Koji Motoda, presidente do Grupo KSL e Instituto GEOC.

A cobrança digital teve uma grande importância nesse período, porém a humanização do segmento teve que ser ampliada, pois “foi nesse momento que as pessoas quiseram negociar, falar e expor as dificuldades enfrentadas”, descreveu.

Ficou nítido para o mercado que ainda há muito o que aprender e aprimorar para os próximos anos, e que as empresas estão sempre em busca de novas fórmulas e processos que sejam proveitosos para todos. “Percebemos a importância de integrar dentro de toda a jornada de atendimento ao cliente, as operações on e off-line oferecendo assim, uma melhor experiência, mesmo que o mesmo esteja na “esteira” de cobrança. As empresas estão antenadas nos novos perfis e se adaptando a isso com facilidade e rapidez”, pontuou.

Para Roberta Machado, gerente de cobrança do Banco Volkswagen é muito importante ter coragem para inovar no setor. “Estamos passando por uma revolução e ficou claro a necessidade de se ter coragem, capacidade e infraestrutura necessárias além, claro, pessoas capacitadas”. Já Marcelo Marcilio, especialista de recuperação de crédito, acredita que apesar de todos os desafios, o próximo ano será um “‘carvão para lapidar e transformar em um diamante’ e temos muito inteligência e pessoas capacitadas para isso, ferramentas de análise e fortalecer a experiência do cliente serão fundamentais para o sucesso”.

Para Motoda, 2022 ainda será um ano de incertezas. “Estamos acompanhando a volta da inflação, o aumento dos preços, as incertezas do auxílio emergencial, que tanto colaborou para que houvesse picos na recuperação de crédito. Além disso, enfrentaremos uma eleição, mas estamos confiantes que passaremos com êxito”, finalizou.

Economia: Gasolina está 21% mais cara no País nas primeiras semanas de novembro

     Agência Brasil 

O preço dos combustíveis continua subindo em todo o Brasil 

Apenas os Estados da Paraíba e do Sergipe apresentaram baixa no preço do etanol

Redação

Nas primeiras semanas de novembro, o preço médio da gasolina já apresenta alta de 21%, com valor médio sendo cobrado a R$ 6,914. Essa é a sétima alta consecutiva se comparada ao mês de abril, último período de baixa em que o preço do combustível estava saindo a R$ 5,699 - é o que aponta o mais recente levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL). O etanol também registrou sua sétima alta seguida em comparação com o mesmo período, com valor médio de R$ 5,795 e aumento de 27%.

“Os dados da Ticket Log apontam que todos os Estados brasileiros apresentaram aumento no preço da gasolina. Quanto ao etanol, apenas a Paraíba teve redução. Considerando a metodologia 70/30, em todos os Estados da região Nordeste, Sul e Sudeste, a gasolina é o combustível mais vantajoso para os motoristas”, explicou Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Bem como na primeira quinzena de outubro, a gasolina mais cara do Brasil foi comercializada na região Centro-Oeste, com média de R$ 7,054, após o aumento de 7% em relação ao fechamento de outubro. Apesar do menor preço médio do combustível, média de R$ 6,767, o Sul teve o maior percentual de aumento em relação ao mês passado, chegando a 8%. Já o etanol, teve na região Sul a maior média, comercializado a R$ 6,209 nas bombas. O Centro-Oeste, mesmo com o aumento de 10%, teve o litro mais barato, comercializado à média de R$ 5,656.

Na análise por Estado, o Rio de Janeiro apresentou a gasolina mais cara do País, com valor médio de R$ 7,322, aumento de 6,81%. O preço médio mais baixo do combustível foi comercializado no Estado de São Paulo, com valor de R$ 6,430, mesmo com alta de 7%.

Já o maior aumento da gasolina nos primeiros dias do mês foi identificado no Estado de Roraima, passando de R$6,230 para R$6,806, alta de 9,25% em relação ao fechamento de outubro. Não houve redução do preço da gasolina em nenhum Estado.

O etanol apresentou o valor médio por litro mais alto no Rio Grande do Sul, a R$ 6,886, e o mais barato foi comercializado na Paraíba, a R$ 5,138. Em São Paulo, os postos registraram o avanço mais significativo do País, de 12,75%, passando de R$4,684 para R$5,281. Enquanto na Paraíba o valor médio recuou 0,04%, com o litro a R$ 5,138 ante os R$ 5,140 do fechamento de outubro. No Sergipe também houve queda no preço (0,02%), com o valor de R$5,815 baixando para R$ 5,814. 

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

Cidades: Autor paulistano lança livro para ajudar as famílias

 Divulgação


Obra ajuda pais e filhos a lidar com este período de hormônios à flor da pele

Redação

Não precisar mais obedecer aos humanos e viver livremente, sem regras. É o que deseja um grupo de treze cães em A Revolução dos Cachorros, nova aventura infantojuvenil escrita pelo professor e mestre em Literatura Comparada Antonio Sampaio Dória. A obra manifesta aos pais e filhos a importância da pré-adolescência para a construção da maturidade durante a caminhada para a vida adulta. As ilustrações de Dannilu Rodrigues estimulam a imaginação de quem mergulha no enredo e dão vida às mensagens deixadas pelo autor.

Muito mais que uma história divertida, repleta de peripécias caninas, a obra tem o propósito de representar um dos períodos mais intensos e caóticos da vida: a pré-adolescência. Hormônios à flor da pele, crises e busca pela independência permeiam este enredo, carregado de referências aos típicos comportamentos e mudanças sentidas dos 9 aos 12 anos de idade.

Após sofrer uma grande decepção com a dona, a poodle Mimi resolve fugir e se junta com um grupo de cães insatisfeitos com os humanos. Sob a liderança de Capitão, um boxer policial, eles pretendem fazer uma revolução para viverem na floresta.

Nesta aventura, o grupo enfrenta cães silvestres malvados e luta pela sobrevivência. Em meio a tudo isso, ainda precisam lidar com o drama adolescente, o preconceito, más influências e drogas. Unidos e com boas ideias, eles conseguirão garantir a segurança de todos.

Ficha Técnica:

Livro: A Revolução dos Cachorros
Autor: Antonio Sampaio Dória
Páginas: 163
Formato: 16x23 cm
Valor: R$ 39,00
Link de venda: Amazon e UmLivro

Sinopse: O que você faria se tivesse de obedecer a seus donos e nunca realizar as próprias vontades? Um grupo de cachorros resolve mudar tudo e fazer uma Revolução. Um acontecimento inesperado na vida de Mimi, uma poodle, faz com que busque liberdade e independência, decisão que rende grandes desafios. As aventuras que enfrentam - inimigos perigosos, os caprichos da natureza, a falta de comida -, sem contar os choques de personalidade, fazem com que todos aprendam sobre a vida e sobre as relações entre caninos. Afinal, os cachorros podem viver sem os seus donos ou não? Esta história, contada com humor, ação e reflexão, é uma resposta a essa pergunta.

Cidades: Muçulmanos oferecerão 1600 refeições para pessoas em situação de rua em SP

A comida, seja de qualquer tipo, é algo raro para moradores em situação de rua


O evento faz parte do calendário do “Islam contra fome” 

Redação

No dia 23 de novembro, a partir das 18h, a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil, FAMBRAS, oferecerá um jantar para 1600 pessoas em situação de rua. A ação solidária acontecerá na Barra Funda, no Complexo Boracea – Centro de Acolhida Oficina e contará com a presença do prefeito Ricardo Nunes, além de outras autoridades (citadas no box abaixo). O Complexo Boracea congrega sete diferentes equipamentos públicos de acolhimento destinados ao atendimento pessoas que vivem nas ruas.

O evento faz parte do calendário do “Islam contra fome”, um projeto da FAMBRAS criado para beneficiar com alimentos pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social. Só em 2021, até o momento, foram realizados mais de 15 eventos com distribuição de cestas básicas, proteína animal e até brinquedos. “O projeto mostra a preocupação do Islam com as pessoas que passam fome ou precisam de ajuda neste momento ainda delicado”, diz Ali Zoghbi, o vice-presidente da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil.

Para Alexsandro de Barros, gerente de serviço do Complexo Boracea, o jantar, para os usuários, é uma demonstração concreta de que eles não são invisíveis aos olhos da sociedade. “Será um dia totalmente diferente para eles e, desde já, somos muito gratos à FAMBRAS e todos os apoiadores”.

Nesta ação que acontecerá no Complexo Boracea – Centro de Acolhida Oficina, a FAMBRAS contou com o apoio da Embaixada dos Emirados Árabes Unidos em Brasília; do Consulado Geral dos Emirados Árabes Unidos em São Paulo; de entidades assistenciais emiradense, além da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.

 “Islam contra a fome”: jantar solidário

Data: 23 de novembro

Horário: 18h

Endereço: Rua Norma Pierucini Gianotti, 77, Barra Funda.

Cidades: Ministérios Públicos e Defensorias Públicas lançam nota de esclarecimento sobre a execução do TAC com o Carrefour

    Agência Brasil 

O consumidor João Alberto foi agredido por seguranças do Carrefour, em Porto Alegre, e morto

As tratativas para a execução do acordo têm transcorrido de forma adequada e razoável.

Redação

Nesta quinta-feira (18), instituições envolvidas na assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com Carrefour Comércio e Indústria LTDA, Comercial de Alimentos Carrefour LTDA. e Atacadão S.A., firmado em razão da morte de João Alberto Silveira Freitas, há um ano, em uma das unidades do Carrefour em Porto Alegre (RS), lançaram nota de esclarecimento negando informações veiculadas pela Imprensa a respeito de Organizações Não Governamentais supostamente beneficiadas com valores no acordo.
Pelo TAC, a empresa deve destinar R$ 115 milhões para estabelecimento de políticas internas de enfrentamento ao racismo e de reparação coletiva. Na nota, as instituições, entre elas a DPU, asseguram que as providências à correta execução do TAC têm sido adotadas, em caráter preventivo, e que as tratativas para a execução do acordo têm transcorrido de forma adequada e razoável.

Veja a nota:

Nota de Esclarecimento dos Ministérios Públicos e Defensorias Públicas sobre a execução do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Carrefour, em procedimentos coletivos instaurados em razão da morte de João Alberto Silveira Freitas

É de amplo conhecimento que  o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS), o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE-RS), a Defensoria Pública da União (DPU) firmaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com Carrefour Comércio e Indústria LTDA, Comercial de Alimentos Carrefour LTDA. e Atacadão S.A., em 11 de junho de 2021, que totalizou o valor de R$ 115 milhões para estabelecimento de políticas internas de enfrentamento ao racismo e de reparação coletiva.

A atuação dos órgãos públicos se deu em razão da morte de João Alberto Silveira Freitas, no dia 19 de novembro de 2020, no Carrefour da zona norte de Porto Alegre (RS). Vale lembrar que João Alberto, um homem negro, fazia compras com a esposa quando foi abordado violentamente por dois seguranças no estabelecimento. Ele foi agredido com chutes e socos por mais de cinco minutos, sufocado e não resistiu. O espancamento foi registrado em vídeo por uma câmera de celular. A morte violenta de João Alberto ganhou destaque na mídia porque ocorreu às vésperas do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro.

Após o fato, os órgãos públicos signatários do TAC instauraram procedimentos e ação civil pública com o fim de apurar a responsabilidade civil por danos morais coletivos, bem como o funcionamento de mecanismos de segurança privada.

Em 11 de junho de 2021, aproximadamente 6 meses após a morte de João Alberto, foi assinado o TAC. Conforme o acordo, cabe ao Carrefour a adoção e execução de um Plano Antirracista a partir do estabelecimento de ações que vão desde protocolos de segurança, relações de trabalho, canal de denúncias, treinamentos para dirigentes e trabalhadores em relação a atos de discriminação e no que consiste ao racismo estrutural, compromissos em relação à cadeia ou rede de fornecedores, até a reparação de danos morais coletivos. Nesse sentido, o valor acordado terá como destino iniciativas como a oferta de bolsas de educação formal (R$ 74 milhões), contribuição para projeto museológico (dois milhões), campanhas educativas e projetos sociais de combate ao racismo (R$16 milhões), além de projetos de inclusão social (R$ 10 milhões), entre outras.

A implementação das medidas previstas no TAC vem sendo acompanhada e fiscalizada pelos órgãos públicos, tendo já ocorrido diversas reuniões entre estes e representantes e advogados do Grupo Carrefour, de forma a dar cumprimento às obrigações assumidas no acordo.

Em se tratando de programas de amplo alcance social, com investimentos robustos, os órgãos públicos envolvidos têm adotado extrema cautela para que as cláusulas sejam executadas da maneira mais transparente possível e com maior eficácia social, o que demanda diversas deliberações e ajustes nos programas de ações a serem adotadas pelo Grupo Carrefour.

Em relação ao programa de bolsas destinado ao custeio de cursos de graduação e programas de pós-graduação, conforme estabelecido no Acordo, uma banca composta pelos órgãos públicos, representantes do Grupo Carrefour e uma representante da Associação Brasileira de Pesquisadoras e Pesquisadores Negros e Negras (ABPN) tem se reunido regularmente para formulação de um edital de seleção de instituições de ensino superior que poderão se beneficiar do programa, condicionado à destinação exclusiva das bolsas a pessoas negras. O edital será lançado em breve.

Os valores destinados a projetos específicos já foram empenhados, conforme boletim anexo. Essas ações estão sujeitas à fiscalização pelos órgãos públicos e auditoria, conforme previsto no acordo.

As medidas estabelecidas no TAC referem-se àquelas firmadas a título de responsabilização coletiva, não interferindo nos demais compromissos públicos assumidos pelo Carrefour, assim como não interfere nos compromissos firmados em acordos individuais para fins de reparação à família de João Alberto Silveira Freitas.

Importante informar que a responsabilização criminal dos responsáveis pela morte de João Alberto não foi afetada pela celebração do TAC, seguindo o trâmite dos processos que visam à condenação dos responsáveis na justiça criminal estadual de Porto Alegre.

Cumpre esclarecer que não são verdadeiras as afirmações observadas em matérias de alguns veículos de imprensa de que as Organizações Não Governamentais Educafro e Centro Santos Dias ou qualquer outra entidade tenham sido direta ou indiretamente beneficiadas com qualquer valor estabelecido no acordo. Ainda, a demanda referente a honorários advocatícios não está prevista no TAC, e se encontra posta em litígio proposto por aquelas associações diretamente em face do Grupo Carrefour.

Para os órgãos públicos compromitentes, o acordo nos patamares negociados e firmados representa resposta relevante à sociedade e fixou um importante paradigma para o enfrentamento ao racismo e aplicação dos direitos humanos ao setor econômico privado em razão de práticas discriminatórias. Todas as providências à sua correta execução têm sido adotadas, em caráter preventivo, pelos órgãos competentes para fiscalização de sua execução, sem prejuízo de eventuais medidas corretivas, extrajudiciais ou judiciais, em relação ao compromissários em caso de inexecução ou execução não satisfatória, caso seja necessário.

Por ora, informamos que as tratativas para a execução do acordo têm transcorrido de forma adequada e razoável, de sorte que o eventual alongamento do prazo para início da execução de algumas ações tem se dado por deliberação colegiada dos órgãos públicos para que sejam aprimorados mecanismos de execução e de auditoria das obrigações.



Opinião: Infelizmente, o Brasil continua racista!



    Pixabay
Que num futuro não distante, a cor da pele não seja alvo de discriminação


Os fabricantes de cosméticos ignoravam a existência de #negros

*Luís Alberto Alves

O Brasil é um país com mais de 50% de sua população #negra. Porém, poucos #negros conseguem ocupar cargos de destaque nas empresas, #Forças Armadas, cinema, televisão, grande imprensa e entidades de classe.

As polícias, tanto civil quanto a militar, visualizam os negros como se fossem #criminosos. Nas academias, os futuros soldados e oficiais são doutrinados a enxergar o #negro como suspeito em qualquer tipo de situação. Mesmo que estejam bem vestidos.

Até o final da década de 1980, os fabricantes de cosméticos ignoravam a existência de #negros. Cremes, xampus e outros produtos de beleza eram produzidos para brancos.  Os comerciais de televisão e cinema raramente colocavam o rosto negro na tela. Apenas mulheres brancas, loiras, de olhos azuis e homens brancos.

Condição econômica

Toda discriminação é horrível. Porém, o #negro já nasce com o carimbo da perseguição. Logo nos primeiros anos de escola percebe que é diferente dos demais coleguinhas de turma, quando chega a hora de voltar para casa. Raramente, por causa da condição econômica, consegue estudar nos colégios de grife, onde a #elite matricula os seus filhos.

 Na periferia, local com grande número de moradores #negros, seja adolescente, jovem ou adulto, o #negro é visto como suspeito nas blitz policiais. Se estiver dirigindo automóvel novo, top de linha terá de parar e comprovar que o veículo não é roubado ou furtado.

Na faculdade, quando consegue chegar ao nível universitário, é encarado como algo exótico. Infelizmente a sociedade brasileira visualiza o negro apenas como jogador de futebol, #sambista ou dirigente de culto afro. As mulheres, apenas como dançarinas de escola de samba e objetos de consumo sexuais por turistas, principalmente europeus.

 

Redes sociais

Quando uma mulher branca se casa com um #negro vai arrumar encrenca com a família e amigos. Poucos aceitam este tipo de união. Desconhecem que amor ignora cor da pele. Algo invisível para o coração. O inverso também é alvo de perseguição. O homem branco casando com uma #negra, é assinatura para desunião em família.

Hoje, com o mundo plugado nas #redes sociais, o Brasil racista passou a mostrar a sua cara. Não são novidade para ninguém as mensagens discriminatórias na internet. Alguns dizem até que racismo é mimimi! Essas pessoas desconhecem a dor de perder um trabalho por causa da cor, ser preso, perseguido e até ignorado pelo fato de não ter olhos azuis e pele branca.

Como jornalista e #negro, já perdi a noção de vezes que dentro de um shopping center os seguranças passam a me seguir sutilmente, como se eu fosse criminoso. Nas vezes em que estou ao lado de minha família (minha esposa não é negra), logo percebo os olhares furiosos em nossa direção.

Avanços tecnológicos

Não posso cometer o desatino de andar de roupa esporte, dirigindo, que numa blitz policial preciso encostar o carro e mostrar que sou do bem. Ou seja, preciso andar no riscado, como diz o ditado popular. Minha família às vezes acha que sou complexado. Até o dia, que a caminho de uma festa de aniversário, um carro da polícia mandou a gente encostar.

Pelo olhar do #PM, foi possível perceber que ele não acreditava que o nosso carro, não era fruto de roubo ou furto. Era nosso! Em pleno século 21, época de grandes avanços da tecnologia, as relações humanas contra #negros ainda são pautadas como na época do Brasil império.

Espero que os meus netos (ainda não os tenho) vivam num País, onde #negros não sejam tratados como objetos de folclore. Mas como seres humanos. Pessoas que séculos atrás tiveram os seus antepassados sequestrados de sua terra natal, para se tornarem escravos em outro continente. Que no futuro, o Dia da #Consciência Negra, seja apenas um feriado. Nada mais.

*Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Boca Ligeira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

17 novembro 2021

Flash Back: "Fim de semana no parque" - Racionais Mcs


Luís Alberto Alves/Hourpress

Década de 1990, o hit #"Fim de semana no parque" dos #Racionais MC´s 
explodiu nos bailes. Com o passar dos anos virou o hino da periferia. A dura realidade das pessoas que vivem distantes dos grandes centros das cidades espalhadas Brasil afora. Passados mais de 25 anos, 
essa dura realidade ainda permanece.




Ecologia: Pará e Acre são os estados com maior risco de desmatamento no Brasil

 



Os rankings, que correspondem ao período de 1º de agosto de 2021 a 31 de julho de 2022

Redação

A PrevisIA, ferramenta lançada em agosto de 2021 e que antecipa informações de regiões com maior risco de desmatamento e incêndios na Amazônia por meio de Inteligência Artificial (IA), já identificou quais as regiões com maior risco na Floresta Amazônica. A partir de dados diversos, como topografia, cobertura do solo, infraestrutura urbana, estradas oficiais e não oficiais e dados socioeconômicos, a ferramenta identificou que 11.570 km² da Amazônia legal estão sob risco alto e muito alto de desmatamento. O Pará (com 40,1% do total da área de risco desmatamento em 2022), e Acre (com 16,2%), são os principais estados sob risco, em primeiro e segundo lugar, respectivamente. Em relação aos municípios, São Félix Do Xingu, situado no Pará, é o mais ameaçado, seguido por Altamira, também no mesmo estado. A iniciativa é fruto da parceria entre a Microsoft, Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e Fundo Vale. 

A plataforma também identificou que dentre as terras indígenas sob maior risco de desmatamento, as três primeiras fazem parte do estado do Pará. São elas: Apyterewa, Mundurucu e Trincheira/Bacajá. Já com relação às Unidades de Conservação Estaduais (UCEs) com maior desmatamento previsto, o ranking destaca a APA Triunfo do Xingu em primeiro lugar, seguida pela FLOREX Rio Preto-Jacundá e pela RESEX Jaci Paraná. Das Unidades de Conservação Federais (UCFs), a RESEX Chico Mendes é a mais ameaçada, seguida pela APA do Tapajós e FLONA do Jamanxim


Os rankings, que correspondem ao período de 1º de agosto de 2021 a 31 de julho de 2022, antecipam informações sobre o desmatamento na Amazônia que podem contribuir para a preservação de florestas e regiões que, além de conterem parte da fauna e flora brasileiras, também abrigam povos e culturas de base. “As informações coletadas e analisadas pela PrevisIA são de extrema relevância para que os setores público e privado, assim como a sociedade, possam se unir e tomar atitudes para que a previsão não se torne realidade. A Floresta Amazônica é responsabilidade de todos nós e, com essa plataforma temos a chance de utilizar dados e tecnologia ao nosso favor e combater o desmatamento”, explica Lucia Rodrigues, Líder de Filantropia da Microsoft Brasil. 

Carlos Souza Jr, pesquisador associado do Imazon diz que “o grande avanço deste projeto foi democratizar o acesso a recursos avançados de Tecnologia da Informação para facilitar o engajamento de diversos usuários e organizações na prevenção e no controle do desmatamento”. 

“O PrevisIA tem potencial de ser usado também para avaliar áreas de restauração florestal e vulnerabilidade ao fogo, ajudando a produzir dados mais concretos para arranjos de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) em parceria com comunidades locais, que poderão ser adotados pela Vale em mercados de créditos de carbono”, explica Patrícia Daros, diretora do Fundo Vale, mantido pela Vale. A mineradora assumiu o compromisso de zerar suas emissões de carbono até 2050. Entre as iniciativas, está a meta de recuperar e proteger 500 mil hectares de florestas até 2030. Atualmente, a empresa já ajuda a proteger aproximadamente 1 milhão de hectares de florestas no mundo, dos quais 800 mil na Amazônia. 

A ferramenta também foi apresentada na COP26, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Glasgow, na Escócia. A utilização da plataforma foi abordada no painel “Metas baseadas em ciência: o papel de governos subnacionais e non-state actors brasileiros na implementação do Acordo de Paris” que contou com a participação de Lucia Rodrigues, Líder de Filantropia da Microsoft Brasil; Helder Zahluth Barbalho, governador do Pará; e Andrea Alvares, vice-presidente de Marca, Inovação, Internacionalização e Sustentabilidade da Natura; debatendo sobre o que as metas climáticas baseadas na ciência significam para diferentes setores e por que elas são estratégias-chave para um ciclo virtuoso de ambição Net-Zero. 

Parceria da PrevisIA com Ministério Público do Pará 

Com os dados gerados pela ferramenta, os setores público e privado podem tomar iniciativas focadas na prevenção do desmatamento, uma vez que prevenir demanda menos custos do que recuperar. Como desdobramento da iniciativa, para alavancar o uso da PrevisIA, o Imazon firmou uma parceria com o Ministério Público do Pará (MPPA) e o Centro de Apoio Operacional Ambiental (CAO AMBIENTAL), com o objetivo de fornecer subsídios técnicos visando a cooperação e o intercâmbio de informações entre os dois órgãos. Nessa iniciativa, o Imazon oferecerá apoio técnico e acesso a informações qualificadas, bem como treinamentos, oficinas e atuações conjuntas com ambos os órgãos. 

Inicialmente, foi escolhido como piloto o município de Altamira, no Pará, que possui 159.533 km² de área territorial (segundo o IBGE) e está no ranking dos dez municípios que mais contribuem com o desmatamento na Amazônia. Diante dessas circunstâncias, o Imazon está conduzindo o diagnóstico do desmatamento na região, levando em consideração a situação territorial, os dados de alertas de desmatamento, a história do desmatamento baseada no Prodes e o risco de desmatamento previsto na PrevisIA. 

As informações fornecidas pela PrevisIA e pelo Imazon serão usadas para a criação de um plano de atuação do MP-PA para a preservação das florestas no estado. A partir do diagnóstico e da atuação na prática, o órgão espera monitorar e avaliar os resultados, para reduzir os índices de degradação ambiental por meio de medidas preventivas, e, em última instância, legais, para evitar o desmatamento nos municípios - com base nas estatísticas providas pela plataforma. Por exemplo, o MP-PA pode liderar as ações para remover cadastros ambientais rurais (CAR) em áreas de proteção integral; avaliar se as ações de fiscalização estão ocorrendo em áreas com maior risco, garantindo assim maior eficácia no combate ao desmatamento e no uso de recursos públicos. Além disso, a expectativa é ampliar a aplicação da PrevisIA em outros municípios da Amazônia. 

A ferramenta 

A PrevisIA é uma das iniciativas do “Microsoft Mais Brasil”, um plano abrangente que tem como objetivo apoiar a retomada econômica do país por meio de um conjunto de ações e investimentos, lançado em outubro de 2020 e que acaba de completar um ano de existência. O programa é dividido nos pilares de “educação, capacitação profissional e empreendedorismo”, “habilitação da economia digital por meio da tecnologia” e “crescimento sustentável e impacto social”, frente da qual PrevisIA faz parte. 

Desenvolvida em parceria com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e Fundo Vale, ela utiliza, recursos avançados de nuvem do Microsoft Azure e com o algoritmo de IA desenvolvido pelo Imazon para detectar estradas em imagens de satélites, a PrevisIA está analisando dados diversos para identificar possíveis tendências de conversão da floresta pelo desmatamento. Essas informações estão sendo divulgadas publicamente em um painel de controle da iniciativa e poderão ser usadas por órgãos públicos para o planejamento e execução de ações preventivas, de combate e controle ao desmatamento. 

A PrevisIA conta com diversas fontes de informação, como imagens de satélite da floresta, que geram um grande volume de dados. Para que essas informações sejam analisadas de forma rápida e inteligente, são utilizados recursos de Big Data e Inteligência Artificial (IA). Dessa forma, é possível analisar grande volume de dados e fazer um monitoramento constante retornando informações em tempo real de regiões com maior risco de desmatamento e incêndios na Amazônia, para facilitar a tomada de decisão e o controle destas áreas. 

Para conferir essas e outras informações, visite previsia.org

Flash black: Isley Brothers e a linda "The Highways of My Life"

Luís Alberto Alves/Hourpres Em 1973, a banda Isley Brothers lançava a bela "The Higways of My Love", que estourou nos bailes e rád...