15 outubro 2021

Opinião: O flagelo do #desemprego

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Geralmente o complexo de inferioridade atinge o desempregado

Como torturador, ele vai te aniquilando aos poucos

*Luís Alberto Alves

A tortura física machuca a carne, como bem sabe os #presos políticos que sofreram este martírio durante o #regime militar que esteve no poder entre 1964/1985. O #desemprego agride a alma, joga a autoestima para baixo, violenta a mente 24 horas, todos os dias, com pensamentos de incapacidade e até mesmo de #suicídio.

Imagine um #maestro sem orquestra para reger? Um #general sem batalhão para comandar? #Médico cirurgião impossibilitado de fazer qualquer tipo de operação? #Professor sem alunos para transmitir os conhecimentos que absorveu durante anos de vida acadêmica? #Motorista de ônibus sem este veículo para transportar passageiros? Diretor de empresa sem nenhum funcionário para delegar tarefas? #Jornalista sem redação para escrever as suas matérias?

O #desemprego retira os teus pés do chão. Não importa a competência. Os inúmeros cursos de #qualificação e requalificação, o domínio de outros #idiomas, a experiência acumulada nos vários anos de mercado. Como torturador, ele vai te aniquilando aos poucos. Primeiro retira, lentamente, o dinheiro das verbas rescisórias, depois a tua paz, mexendo profundamente na saúde.

Metas fixadas

Você se deita na esperança de dormir, mas não consegue. As preocupações invadem os teus pensamentos: “já venceu o #cartão de crédito, chegou também a #conta de luz, de #gás, de telefone, o #IPTU, #IPVA, condomínio, mensalidade da escola dos filhos. Final de semana precisa ir ao mercado para comprar alimentos...” A insônia vira parceira de cama, por mais que esteja cansado.

A nostalgia costuma entrar no coração do #desempregado. Ali, ela coloca o #combustível que sobe para o cérebro e logo você começar relembrar dos tempos de bons trabalhos. A chegada de manhã, na segunda-feira, as reuniões, as metas fixadas pela diretoria naquela semana, os projetos para concluir no mês. O bate papo durante o almoço, as viagens a trabalho, os negócios concluídos...

Lembra-se dos #finais de semana, do clima que invade, principalmente os #escritórios, nas tardes de #sextas-feiras, anunciando o começo da noite, quando geralmente diversos funcionários vão aos bares para beber e conversar sobre o que aconteceu durante a semana. Enfim, recurso utilizado como terapia. Outros procuram chegar logo em casa, driblando congestionamento, ou mesmo a superlotação do #Metrô e trens...

Primeiras discussões

Outra marca cruel do #desemprego é abalar o sistema nervoso de quem engrossa o triste time dos mais de 14 milhões de brasileiros sem trabalho. Nos primeiros meses, com ajuda do #seguro-desemprego e da grana das verbas rescisórias, estes focos de incêndio são debelados. Mas como #dinheiro acaba rápido, logo surgirão as primeiras discussões domésticas com o corte de despesas: “menos tempo no #chuveiro, leite de caixinha de menor preço, assim como #arroz, #feijão, #carnes bovinas menos nobres, coxa e sobrecoxa de frango no lugar do peito, iogurte de grife fora da lista de compra, almoçar fora de vez em quando”....

Viajar nos #feriados prolongados vira carta fora do baralho. #Roupas e sapatos de marcas finas também sairão da lista de futuras compras, claro, quando aparecer algum #dinheiro extra. Filhos #adolescentes, por causa desta fase de idade, não compreenderão, e começarão a bater de frente com você e sua esposa. Afinal, para eles dinheiro é fácil de ganhar. Nunca trabalharam e suaram a camisa para obter o salário do mês.

Em nome do bom senso, o #desempregado procura, na maior parte do tempo, se manter em silêncio. Porém, a dor interior, de sentir o coração pegando fogo, a garganta seca, e até as idas aos banheiros para fazer xixi e ele demorar a sair ou mesmo nem acabar expulso do seu corpo, vai te machucando. Os teus vizinhos e parentes começam a bisbilhotar a sua vida. Perguntam se está de #home office em casa. O carro parado a maior parte do tempo na garagem é a senha de que você virou alvo do #desemprego.

Chama de fazer amor

O prazer é outro alvo atingido pela falta de trabalho. Quando você se encontra na ativa, fica contando nos dedos as horas para chegar em casa, tomar banho, jantar e logo matar a saudade junto da mulher que jurou, diante de um altar, amar até o final da vida. Quando o #dinheiro é farto na conta corrente, as barreiras não resistem aos bons presentes. Como você fica a maior do tempo dentro de casa e vê a esposa amada assumindo as tarefas, que antes estavam sob o teu comando, o emocional sentirá o baque.

Mesmo nas #noites  frias, embaixo dos bons cobertores que ainda resistem no guarda-roupa, o tesão diminui. Não por falta de amor, mas pelas preocupações. O sentimento de #inferioridade que atinge todos os homens #desempregados. Nem o beijo, outrora caliente, é capaz de acender a chama de fazer amor com aquela mulher que entrou em sua vida para nunca mais sair.  Não! Ela não deixou de ser gostosa. Pelo contrário, continua ótima, mas o teu emocional ficou de freio de mão puxado!

Igual lutador de #boxe acuado no canto do ringue, o #desempregado é golpeado pelas respostas negativas das inúmeras empresas que receberam o seu #currículo. Outras vezes, são os gerentes de #RH afirmando que o seu #currículo é muito rico, não é válido para preencher aquela vaga. Você fica envergonhado de ligar para os amigos em busca de trabalho. Começa a se tornar refém da #depressão. Deixa de acreditar no próprio potencial. Caso tenha passado dos 40 anos, imagina que o fim da linha chegou. É o delírio do flagelo no deserto do #desemprego.

*Luís Alberto Alves, jornalista há 34 anos, atualmente #desempregado, após trabalhar, como repórter, editor, secretário de redação e editor-chefe, assessor de imprensa. Nesta trajetória esteve em empresas como #Diário Popular, #Imprensa Oficial do Estado de SP, Folha da Tarde (atual #Agora SP), #Folha Metropolitana, #Metrô News, #CNTQ, #Sindiquímicos Guarulhos, #Força Sindical Ambiental, revistas técnicas de construção civil, segurança do trabalho, noivas, portais de notícias, assessoria de meio ambiente.

Atualmente os seus sete blogues, juntos têm 1,6 milhão de visualizações. Neste espaço estão matérias sobre Música, Política, Gospel Music, Automóveis, Notícias e Artigos. Alguns deles são mais lidos no Exterior, principalmente Estados Unidos e Europa.

 Um Homem Tambem Chora (Guerreiro Menino) - Gonzaguinha

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14 outubro 2021

Flash back: Bebeto e o grande sucesso "menina Carolina"


Luís Alberto Alves

Na década de 1980, Bebeto estava surfando na onda do sucesso. E um dos seus hits nas rodas de samba e baile era a incendiante "Menina Carolina". 

Veículos: PEUGEOT Sport comemora 40 anos de inovação e sucesso

   Divulgação

Marca está presente em todos os circuitos e estradas do mundo

 

Luís Alberto Alves

A PEUGEOT Sport comemora seus 40 anos. Criada em outubro de 1981 com o nome original de Peugeot Talbot Sport, a PEUGEOT Sport marca presença desde então em todos os circuitos e estradas do mundo, competindo com paixão e sucesso nos maiores e mais prestigiosos campeonatos e competições. Pioneira, a equipe de competição francesa alinhou as máquinas mais extremas e os pilotos mais emblemáticos. Desde sua vitória em 1895 na primeira corrida cronometrada do mundo, a Paris-Bordeaux-Paris, o esporte automotivo tem sido um meio de acelerar o progresso tecnológico da marca. Hoje, com o programa Hypercar no Campeonato Mundial de Endurance da FIA (FIA WEC) e o PEUGEOT 9X8, seu modelo de última geração, a PEUGEOT entra em sua quinta década com a ambição de somar mais um capítulo vitorioso à sua grande aventura esportiva, que encarna perfeitamente sua busca por excelência e emoções compartilhadas.

Embora muitas vezes as estatísticas sejam apenas simbólicas, os fatos e os atos são reais e o número de sucessos estrondosos conquistados pela PEUGEOT Sport é bem maior que o número de anos que se passaram desde a sua criação oficial em outubro de 1981, demonstrando a qualidade constante da Marca e sua estratégia esportiva judiciosa. “O esporte é um laboratório tecnológico excepcional para a indústria automobilística, afirma Linda Jackson, diretora geral da PEUGEOT. Constitui um formidável acelerador de pesquisas e de progressos. No caso de nossa marca, o esporte é indispensável para o desenvolvimento de nossos carros e de nossos planos para a mobilidade de amanhã. Os 40 anos da PEUGEOT Sport são um sucesso, um orgulho e principalmente uma base, um alicerce para nossas conquistas presentes e futuras. É um legado que guia nosso futuro”.  

Criada por Jean TODT com o nome original de Peugeot Talbot Sport, a PEUGEOT Sport produziu carros icônicos, como os inesquecíveis PEUGEOT 205 T16, 405 T16, 206 WRC, 306 Maxi, 905, ou mais recentemente os PEUGEOT 908, 208 T16 Pikes Peak, 2008 DKR, 3008 DKR, 208 WRX, antes do já revolucionário PEUGEOT 9X8. Parte integrante da estratégia de eletrificação da PEUGEOT, o modelo é a demonstração perfeita da simbiose entre as equipes esportivas e de design. 

Ao longo dos últimos quarenta anos, as mulheres e os homens da PEUGEOT Sport enfrentaram inúmeros desafios, participando de provas legendárias e de campeonatos nacionais e mundiais. Sua paixão e profissionalismo, valores essenciais, continuam a inspirar as equipes atuais. 

No retrovisor da PEUGEOT Sport, vemos imagens espetaculares e históricas dos diversos títulos obtidos no Campeonato Mundial de Rali ou, mais recentemente, no Campeonato Mundial de Rali Cross-Country, os sucessos nas pistas do Dakar em diferentes épocas, as vitórias no 24 Horas de Le Mans, na subida de Pikes Peak e nos circuitos franceses, ou os pódios obtidos por seus motores na Fórmula 1. E a lista é muito mais longa…

Em 40 anos, a equipe obteve:

·         5 títulos de campeão mundial de rali de fabricantes (1985, 1986, 2000, 2001, 2002),

·         4 títulos de campeão mundial de rali de pilotos (Timo SALONEN, Juha KANKKUNEN e Marcus GRÖNHOLM por duas vezes),

·         3 títulos de pilotos e fabricantes no Intercontinental Rally Challenge (2007, 2008, 2009),

·         Inúmeros títulos em campeonatos nacionais de rali,

·         3 vitórias nas 24 Horas de Le Mans, em 1992, com Yannick DALMAS-Derek WARWICK-Mark BLUNDELL, em 1993 com Christophe BOUCHUT-Eric HELARY-Geoff BRABHAM e em 2009 com o trio Marc GENE-David BRABHAM-Alex WURZ,

·         3 vitórias na subida vertiginosa de Pikes Peak, em 1988 (com Ari VATANEN), 1989 (Robby UNSER) e 2013 (Sebastien LOEB),

·         Títulos de Campeão de Super Turismo, incluindo um dos mais prestigiosos na Alemanha, com o 406 (Laurent AÏELLO),

·         7 vitórias no Dakar (1987 com Ari VATANEN, 1988 com Juha KANKKUNEN, 1989 e 1990 com Ari VATANEN, 2016 e 2017 com Stéphane PETERHANSEL e 2018 com Carlos SAINZ),

·         1 título mundial no campeonato mundial de rali de cross country em 2015.

Os talentosos pilotos que conduziram essas máquinas marcando sua época e sua disciplina, puderam contar com o apoio das equipes da PEUGEOT Sport, sempre conscienciosas, rigorosas, combativas e inovadoras que, ao lado dos responsáveis pelos programas, sempre ostentaram com orgulho os valores da PEUGEOT nos circuitos de todo o mundo. Com imensa capacidade de liderança, alguns dos ex-diretores da marca, como Jean TODT, Corrado PROVERA, Jean-Pierre NICOLAS, Bruno FAMIN, para citar apenas alguns, foram movidos pela determinação de iniciar, inovar, reunir, progredir e, tudo isso, para ganhar.

Com o esporte automobilístico inscrito no DNA da Marca, todos os programas da PEUGEOT Sport refletem uma visão, uma estratégia tecnológica a ser desenvolvida pelo fabricante francês em áreas que vão da segurança ao desempenho, incluindo consumo, eletrônica, assistência à condução, novas energias.

Hoje, a eletrificação presente no programa Hypercar, com o PEUGEOT 9X8 no FIA WEC e nas 24 Horas de Le Mans, simboliza os desafios da mobilidade futura para a PEUGEOT. Num ciclo virtuoso que vai dos circuitos às ruas, a pesquisa avança e os pilotos testam hoje novas ideias para o benefício de todos os automobilistas. 

Este ano, em outubro, a PEUGEOT Sport comemora seus 40 anos - uma data que, embora seja importante, é apenas mais uma etapa de uma longa estrada que nos reserva aventuras, descobertas e experiências enriquecedoras.

 LINK PARA BAIXAR VÍDEO:

https://spaces.hightail.com/receive/uCKejbuNNU

Economia: Especialista aponta dicas para reorganizar as contas pós compras excessivas pela internet na pandemia

 Agência Brasil 

Na pandemia, o limite do cartão de crédito estourou rápido

Neste momento, os aplicativos e o comércio eletrônico pode deixar de ser o "vilão"

Redação

Com o isolamento social e poucas alternativas do que fazer nestes dois anos de pandemia, a população acabou recorrendo ao mundo virtual como forma de distração, e entre as atividades que cresceram na pandemia estão as compras pela internet, registrando um índice de 68% de crescimento, segundo pesquisas*.

Entretanto, grande parte dessas compras registradas pelos consumidores foram desnecessárias, sem de fato precisarem do item. A coordenadora dos cursos da área de Administração do Cesuca, Caroline Chagas Prates, explica que o comércio eletrônico cresceu substancialmente no período de pandemia, pois acabou sendo uma das únicas alternativas de muitas empresas continuarem com os seus negócios.

“Isso fez com que houvesse investimentos em redes e na ambientação das plataformas utilizadas, bem como em marketplace o que tornou as compras online mais fáceis, práticas e eficientes e, consequentemente, mais atrativas sendo utilizadas muitas vezes para realização de compras por impulso”, destaca.

Para organizar essas compras realizadas em excesso e finalizar o ano com as contas quitadas, a professora do Cesuca apontou algumas dicas, confira abaixo.

  1. Entender o tamanho da dívida e os prazos para pagamento. O primeiro passo é organizar em uma planilha de Excel ou até mesmo um simples “papel e caneta” todos os gastos até o momento e prazos de pagamento. O ideal é comparar as entradas de receitas (renda) com as saídas (gastos), período por período, e se a conta não fechar, ou seja, gasta-se mais do que recebe-se, deve-se primeiramente tentar "cortar" o que ainda pode ser cortado. Ressalta-se também que é indicado que ao menos 30% da renda seja guardada sempre que possível, para eventuais emergências.
  2. Renda Extra. Uma segunda alternativa para ajudar no momento, é pensar em um aumento de renda, entre as opções estão vendas de produtos pessoais que não estejam mais em uso, por exemplo.
  3. Aplicativos de comércio eletrônico. Neste momento, os aplicativos e o comércio eletrônico pode deixar de ser o "vilão" e auxiliar na captação de renda extra também.
  4. Evitar parcelamentos de cartões. O parcelamento do cartão de crédito deve ser evitado devido as taxas de juros elevadas, o que pode piorar as dívidas futuras ao invés de auxiliar na quitação

A docente explica ainda as consequências financeiras dessa nova forma de consumir. “Com a facilidade das compras online e as estratégias de marketing cada vez mais fortes buscando compreender o comportamento do consumidor, é necessário que haja um controle dos custos ainda mais detalhado pelo indivíduo ou família, do contrário, o endividamento será crescente. O aumento do desemprego aliada ao aumento da taxa de endividamento remete a um cenário em que muitas vezes o que é prioritário não poderá ser adquirido em detrimento de aquisições supérfluas”.

Por fim, a professora ressalta também que nos dias atuais a educação financeira na formação da criança e do adolescente é de extrema importância para mudar este comportamento de alto índices de endividamento da população.

“As pessoas precisam aprender desde criança ter o controle das entradas e saídas e identificar o que realmente é necessário. Gastos desnecessários causam o endividamento. No momento, as pessoas devem tentar buscar a felicidade e o prazer no convívio diário com a família, amigos, colegas de trabalho mesmo que muitas vezes este contato ainda seja virtual. Invista no que te trará retorno financeiro, como educação e formação continuada”, finaliza.

*Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com a Neotrust, sobre compras pela internet na pandemia.

Cidades: Mercado de energia gerada a partir do lixo espera que governo federal aloque mais energia nos próximos leilões

    Hourpress

Resíduos urbanos podem ser fontes para gerar energia elétrica

Leilão de energia A-5, realizado em setembro deste ano, marca o nascimento do mercado de energia a partir de WTE

Redação

O presidente da ABREN (Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos), Yuri Schmitke, comentou que a contratação no leilão A-5 da URE Barueri, primeira usina waste-to-energy (WTE) do Brasil, motivará muitas empresas a estruturarem projetos como o da URE Barueri a participar dos próximos leilões. “Houve um sinal positivo para o mercado de que o Governo Federal está interessado em dar solução ambientalmente adequada para a gestão dos resíduos sólidos urbanos. Esperamos que haja maior equilíbrio e isonomia nos próximos leilões, o que viabilizará muitos projetos, como da URE Mauá (80 MW), URE Caju (21MW) e URE Consimares (17MW), entre outros que estão sendo iniciados face ao sinal econômico positivo dado ao mercado neste último leilão”, informa ele.

Segundo a ABREN a oferta nos próximos leilões deve continuar com o mesmo preço teto até alcançar maior competitividade e redução de custos, principalmente com a organização do mercado interno de fabricação de peças e componentes, assim como construtoras aptas e preparadas para a implementação de usinas WTE.

Por meio das alterações promovidas na Lei nº 10.848/2004, a Geração Distribuída por Chamada Pública tomou melhores contornos. Agora a ANEEL deve elaborar uma nova consulta pública e afastar o entendimento anterior de que todas as fontes concorrem entre si e que o preço deve ser limitado ao menor custo global. Com isso, o valor definido na Portaria nº 65/2018, atualizado em R$ 626,00/MWh, será suficiente para que as distribuidoras promovam Chamada Pública específica para contratação de usinas WTE. A justificativa se dá pelo fato de serem termoelétricas limpas e renováveis, que geram energia no centro de carga e trazem elevados atributos para garantir confiabilidade e estabilidade ao sistema elétrico, além dos benefícios socioambientais e descarbonização da economia.

Schmitke comemora a notícia de que o WTE terá espaço no primeiro leilão de capacidade no início de 2022, e nos próximos. Ele acredita que o desafio é buscar quantidade suficiente de energia para viabilizar os projetos WTE existentes.

A Associação pretende constituir projetos com licenciamento ambiental para participar dos próximos leilões e estruturar concessões municipais com tarifa de lixo suficiente para atender as usinas WTE. O propósito é convencer a sociedade sobre a importância das usinas WTE, pois reduzem em 8 vezes as emissões de gases de efeito estufa (5º Relatório do IPCC, 2011), eliminam risco de contaminação dos recursos hídricos e reduzem drasticamente o dano à saúde pública decorrente da má gestão de resíduos, que hoje representa R$ 5,4 bilhões ao ano (ISWA, 2015).

Além disso, a ABREN entende que deve haver outros mecanismos de contratação além dos leilões regulados. Hoje não existem subsídios para as usinas WTE. Apenas o preço de contratação que ainda é elevado, mas tende a reduzir com o desenvolvimento de um mercado nacional. “Seria importante buscar mecanismos que precificassem melhor os atributos das usinas WTE, especialmente o atributo ambiental, o que ainda aguarda regulamentação por parte do MME. Com a exclusão do desconto no fio (TUSD/TUST), as fontes renováveis e também WTE perderam o desconto, tendo sido prometido que haveria uma compensação pela valoração dos atributos ambientais de cada fonte”, sustenta Schmitke.

A ABREN também espera que surjam concessões municipais em regime de autoprodução para abastecimento de frotas de caminhões e ônibus elétricos com a energia da usina WTE. Como na autoprodução não há incidência de encargos e tributos, apenas o custo do fio (que neste caso é bem reduzido), há um grande incentivo para viabilizar projetos dessa natureza, desde que a empresa que tem a concessão da usina também tenha a concessão da coleta de lixo e uma ou algumas frotas de ônibus. A garantia bancária se dá pela própria concessão e a tarifa de coleta e transporte de lixo e transporte de passageiros. Projetos dessa natureza também podem ser estruturados com o biometano de usinas de biodigestão anaeróbia que tratam a fração orgânica dos resíduos, que irão suprir frotas de veículos motivos ao GNV ou GNL.

A perspectiva da ABREN é que o Governo Federal possa alocar mais energia nos próximos leilões para as usinas WTE, permitindo o desenvolvimento de um mercado nacional, o que irá reduzir os custos e trará benefícios para todos. Schmitke citou o PROINFA, programa do Governo Federal que tinha como meta em 2004 contratar usinas eólicas, biomassa e PCH, e que conseguiu dobrar a meta que era de 10%, e hoje essas fontes somadas passam 20% da nossa matriz energética, com indústria nacional robusta e geração de renda e emprego para o País.

 

Sobre a ABREN: A Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (ABREN) tem como objetivo fomentar a recuperação energética de resíduos, resolvendo simultaneamente dois grandes problemas atuais do Brasil e do mundo: a destinação dos resíduos sólidos e a geração de energia limpa.

Cidades: Offshore não é ilegal nem imoral

    Pixabay

O ministro da Economia, Paulo Guedes, seria dono de offshores em paraísos fiscais

Advogado explica as situações em que é possível constituir uma offshore

*Hugo Menezes

O noticiário recente apontou duas figuras do alto escalão do Governo Federal que mantinham empresas offshores em paraísos fiscais, segundo informações obtidas pelo ICIJ – Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, na Pandora Papers.

A maior investigação da história do jornalismo que expõe um sistema jurídico que beneficia os mais ricos e poderosos do mundo, apontou que o ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente do Banco Central Roberto Campos Neto seriam donos de offshores em paraísos fiscais como o Panamá e Ilhas Virgens Britânicas.

Dr. Hugo Menezes, sócio do escritório Menezes Marques Advogados, explica que essas companhias são largamente reguladas no Brasil, tanto pela Receita Federal quanto pelo Banco Central e também são muito conhecidas no âmbito internacional, tendo inúmeros documentos da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico sobre o tema e suas regras de transparência.

De acordo com o advogado, no passado, havia sigilo, falta de transparência, as ações de empresas eram ao portador, o que dificultava substancialmente identificar o beneficiário final dessas estruturas. “Hoje, isso já não existe. Os sócios estão nos documentos societários, os bancos que abrem as contas dessas companhias solicitam toda a documentação de constituição e fazem a diligência necessária”, detalha.

Dr. Hugo destaca que a offshore é indicada para quem busca planejamento patrimonial para os investimentos que estão diversificados fora do país, seja uma conta bancária que hoje está mantida no CPF, seja para o patrimônio imobilizado que está nos EUA, por exemplo. “A vantagem que o investidor tem ao constituir uma companhia para a gestão patrimonial é otimizar os investimentos pois, se ele mantivesse esses investimentos numa conta de pessoa física, a apuração e pagamento de impostos acabariam gerando altos custos que poderiam ser reinvestidos dentro do seu portfólio”, argumenta.

O advogado cita o exemplo de uma pessoa física que tem US$ 1 milhão investidos no exterior que acabam gerando gatilhos fiscais para o fisco brasileiro. Dentro de uma companhia offshore esses investimentos são da empresa, cuja regulação é completamente diferente. “Imaginemos que o indivíduo tenha uma conta bancária, um apartamento em Miami e deseja organizar esse patrimônio em um ambiente para não ficar sujeito a uma jurisdição como a americana, que tem muitas regras fiscais a serem cumpridas, principalmente a parte regulatória de tax return — declaração de rendas enviada pelos contribuintes à Receita Federal dos EUA.

Dr. Hugo enfatiza que o fisco americano tem uma tributação elevadíssima sobre a sucessão do patrimônio de um não residente americano, em torno de 40% e, por esse motivo, muitas pessoas preferem manter uma companhia offshore em paraíso fiscal, pois a carga tributária é mais branda, de modo que os recursos de herança são muito maiores e torna o planejamento sucessório mais facilitado.

Sobre o caso envolvendo o ministro da Economia brasileiro e o presidente do Banco Central, Dr. Hugo esclarece que, dentro do código de conduta da alta administração pública federal, o ocupante de cargo no Governo não pode ter ativos que poderiam se beneficiar da política pública em que ele está inserido. “Independentemente de ser offshore ou ter uma conta bancária dele, pessoa física, ele não poderia ter nenhuma das duas, pois gera um conflito de interesses. O cargo que ele ocupa é o único ponto a ser questionado”, argumenta. De acordo com o advogado, qualquer pessoa pode ter uma offshore, desde que seja declarada.

Um dos principais argumentos, além da organização patrimonial e sucessória, para constituição de uma offshore, segundo Dr. Hugo, é evitar a exposição do CPF a obrigações fiscais enquanto o contribuinte faz investimentos no mercado externo, por exemplo, compra e venda de ações da Apple ou da Goodyear, investimentos e desinvestimentos em fundos. Por outro lado, para a conta dos custos x benefícios “parar em pé” e começar a fazer sentido ter uma companhia offshore, o valor mínimo a ser integralizado nessa empresa é de US$ 250 mil.

*Hugo Menezes,  advogado possui LLM em direito societário pela FGV-RIO, licenciado em Estate Planning pela Universidade de Berkeley e em curso na obtenção do certificado em Trust Management pelo STEP.Org (United Kingdom).

Cidades: Volta às aulas de bike compartilhada

Bicicleta é um meio de chegar rápido à USP


Com o retorno presencial de aulas na USP, laranjinhas do campus são reativadas 

Redação

As aulas presenciais foram autorizadas na Universidade de São Paulo (USP), e junto, foram reativadas as estações de bikes compartilhadas que pertencem ao Bike Sampa, projeto realizado pela Tembici, com patrocínio do Itaú Unibanco, que funciona em diversos pontos da capital paulistana. Distribuídas no campus da universidade, são 18 estações que se conectam com outras duas no metrô Butantã e uma na CPTM Cidade Universitária. 

Todos os alunos, professores e colaboradores já podem contar com as bicicletas para facilitar seus deslocamentos até a USP e também dentro da própria cidade universitária, consultando o mapa das estações no aplicativo Bike Itaú. 

Lançadas em março de 2020, essas estações precisaram ser desativadas em decorrência do encerramento das atividades presenciais na universidade como prevenção à Covid-19. 

 

Intermodalidade

Tembici dispõe de 2.700 bikes e aproximadamente 260 estações distribuídas pela cidade, muitas estão próximas a estações de metrô e terminais de ônibus. Cerca de 20% das viagens com as bikes compartilhadas começam ou terminam em estações próximas a pontos de transporte público, ou seja, 1 a cada 5 viagens do Bike Sampa, que funciona 24 horas, são originadas em estações de integração modal. 

A integração modal nas grandes cidades permite que pessoas que vivem longe das regiões centrais acessem o sistema de transporte, característica muito comum nos centros urbanos brasileiros, onde há uma grande periferia residencial e a concentração de empregos e atividades estão localizadas no centro da cidade, exigindo o deslocamento de muitas pessoas em grandes distâncias.

Há dois meses, a Tembici anunciou a chegada de novas estações em bairros que ainda não possuíam o sistema, Santana, Barra Funda, Saúde, Perdizes, entre outros. Para a escolha das localizações, o time de urbanistas da empresa realizou estudos e concluiu que os locais são importantes para complementar a mobilidade urbana na região. Atravessar o Rio Tietê com o projeto também traz um enorme ganho para os deslocamentos, pois existem poucas pontes cicláveis na cidade e essa barreira está sendo quebrada por meio da Ponte Casa Verde, abastecida com a ciclofaixa que conecta a Barra Funda e Santana.

 

Curiosidades

  • Hoje, São Paulo conta com cerca de 684 km de extensão de infraestrutura ciclável, maior malha cicloviária do país e o plano de metas entre este ano e 2024 é aumentar mais 300 km;
  • As laranjinhas com tecnologia canadense da empresa PBSC contribuem com o trânsito da cidade e melhores condições de deslocamento das pessoas, levando São Paulo para o caminho das cidades inteligentes. “O Bike Sampa, além de contribuir com o afastamento social durante a pandemia, é um modal sustentável, econômico e prático. No comparativo de janeiro a julho deste ano, houve um aumento de mais de 23% de viagens;
  • A maior adesão de bikes impacta significativamente no planeta. Somente em 2020, em São Paulo, mais de 800 toneladas de CO² foram economizadas, equivalente ao plantio de mais de 5.700 árvores para que o planeta não sofra os danos causados por esta emissão;
  • As bicicletas compartilhadas do Bike Sampa podem ser destravadas por QR Code, permitindo que a pessoa não tenha contato direto com as vagas, ou seja, além de prático ainda contribui com os cuidados pessoais exigidos na pandemia.

 

Higienização e cuidados com os usuários e cidade

Alinhado às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda a bicicleta como principal modal de transporte neste período de pandemia, a Tembici reforçou a higienização de todas as bikes e estações. Além da limpeza diária com álcool 70%, ainda no centro de operações da empresa, todas as bikes são lavadas com cloro diluído em água. Mesmo com a limpeza recorrente, a Tembici recomenda que os usuários também apliquem álcool em gel 70% nas mãos antes e depois de utilizar as bicicletas, além de fazer uso de máscara.

Opinião: Dragão adormecido da inflação acorda e aterroriza pobres

 

Retorna a época que o dinheiro perde o valor rapidamente

Hoje, o quilo do #tomate é comercializado a quase R$ 13,00

*Luís Alberto Alves

Desde 1994, época do lançamento do #Plano Real, o dragão da #inflação reduziu o tamanho de suas chamas. Em algumas vezes, elas nem saiam de sua boca. Os #preços no comércio demoravam em sofrer reajuste. Era visível o poder de compra. Seja na feira, no supermercado ou mesmo dentro das lojas, a #inflação não dava as suas caras.

Hoje, o quilo do #tomate é comercializado a quase R$ 13,00. Nas # feiras livres, o maço da #couve manteiga chega a R$ 5,00; o da #alface crespa atinge R$ 4,00. O saco de #arroz de cinco quilos não é encontrado por menos de R$ 18,00. O #combustível disparou de vez. Em vários postos do Rio de Janeiro o etanol é vendido a mais de R$ 5,00 o litro.

Desemprego

Não é possível mais se esconder atrás de desculpas esfarrapadas: a  #inflação retornou e com fôlego redobrado. No acumulado de 12 meses, setembro/2020 a setembro/2021, medida pelo #IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), setembro registrou 10,05%. O litro de leite de caixinha, só é encontrado acima de R$ 3,80. Em alguns supermercados, as marcas mais simples, têm preços de R$ 4,50.

Como o que ruim pode ficar pior, de acordo com o ditado popular, a taxa de #desemprego não para de subir. Portanto, no mesmo prato, o brasileiro tem #inflação e falta de #trabalho andando juntos. Não precisa ser mestre em economia para saber que o #dinheiro só entra na conta corrente quando alguém trabalha.

Na ausência dele, a #fome marcará presença dentro da casa de milhões de #brasileiros. Haja vista, o grande número de pessoas que acampam na porta dos #supermercados pedindo que alguém compre o quilo de feijão e arroz para saciar a fome dos filhos. Infelizmente, o #Brasil está sentado em cima de uma bomba relógio chamada “convulsão social”. Cabe ao bom senso dos governantes impedirem a sua explosão.

*Luís Alberto Alves é jornalista e editor do blogue Boca Ligeira

 

11 outubro 2021

Mata-fome: Aprenda a fazer biscoitos de leite condensado

         Abeaço

Este biscoito leva apenas quatro ingredientes

Redação

Celebrado em 15 de outubro no Brasil, o Dia do Professor tem como objetivo valorizar esse profissional tão importante para a formação de crianças, jovens e adultos. Para surpreendê-lo na data com bastante carinho, a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) trouxe uma receita prática e saborosa para dar de presente: biscoitos de leite condensado.

O biscoito leva apenas 4 ingredientes e é uma ótima opção para degustar durante o café da manhã ou lanche da tarde. Dica: Para deixar o mimo ainda melhor, insira os biscoitos em uma lata de aço e decore como preferir.

Depois de preparar sua receita, não se esqueça de lavar a lata com um fio de água ou retirar os restos de alimentos com papel toalha e colocar no lixo de recicláveis. A lata de aço é 100% e infinitamente reciclável.

Confira abaixo o modo de preparo:

Ingredientes:
- 1 lata de leite condensado
- 200 g de manteiga ou margarina
- 500 g de maisena
- 1/2 colher de fermento em pó

Modo de Preparo:
1. Misture os ingredientes amassando e sovando bem a massa.
2. Faça cordões e corte como se fosse nhoque.
3. Leve para assar em tabuleiro ligeiramente untado. Asse em um forno com fogo médio durante, aproximadamente, 15 minutos.

Sobre a Abeaço
Fundada em maio de 2003, a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) foi criada com o objetivo de fortalecer a imagem da embalagem de aço, além de dar suporte técnico e mercadológico aos seus fabricantes.

Veículos: Fiat Pulse será equipado com o motor 1.0 turbo mais potente do Brasil

 



Motor com força de 2.0


Propulsor reúne melhor performance, consumo, torque e aceleração entre seus principais concorrentes com a mesma motorização
Luís Alberto Alves

O “coração” do Fiat Pulse vai bater mais rápido e mais forte que qualquer outro do seu segmento no mercado brasileiro. É isso o que apontam os números de performance do mais novo motor da Stellantis que estreia no novíssimo SUV da marca.

Com o objetivo de expandir o conceito de downsizing em sua gama de produtos com um propulsor de última geração, que entrega performance sem abrir mão da eficiência, a Fiat trouxe para o seu primeiro SUV desenvolvido e produzido no país o motor Turbo 200 Flex, que gera 130 cv de potência máxima abastecido com etanol (125 cv com gasolina), sendo o motor 1.0 turbo mais potente de sua categoria no Brasil. A performance superior se estende também para o torque máximo, que atinge 20,4 kgfm a 1.750 rpm tanto com etanol quanto com gasolina.

Esses números são possíveis graças a itens como o uso do turbocompressor com wastegate eletrônica, da injeção direta de combustível e do exclusivo sistema MultiAir III, que possibilita um controle mais flexível e eficiente das válvulas de admissão. As tecnologias são as mesmas do premiado motor Turbo 270 Flex, que equipa a Nova Fiat Toro.

Outro ponto de destaque do novo Turbo 200 Flex diz respeito à aceleração. A maior potência e torque aliados a uma estrutura robusta, porém leve, arranca o SUV de 0 a 100 km/h em 9,4 segundos, o que representa o menor tempo comparado aos seus principais concorrentes.

A performance eficiente do novo motor traz ainda outros atributos ao seu desempenho. Aliado ao câmbio automático CVT de sete marchas, o propulsor Turbo 200 Flex entrega também o melhor consumo de combustível entre seus concorrentes com transmissão automática: 12 km/l na cidade e 14,6 km/l na estrada quando abastecido com gasolina.

A transmissão automática CVT possui três modos de funcionamento. No modo Automático o conjunto se ajusta conforme o modo de condução do motorista, e alia performance sem comprometer a eficiência e conforto. O modo Manual é voltado para quem gosta de estar sempre no controle e permite as trocas sequenciais por meio da alavanca de câmbio ou nas borboletas atrás do volante.

Por fim, o modo Sport leva ainda mais diversão na condução do Fiat Pulse. Ele atua na direção, no controle de estabilidade, no mapeamento do acelerador e altera o tempo de resposta e de troca de marchas, aproveitando ainda mais a potência máxima do Turbo 200 Flex. Tudo para uma tocada mais esportiva e dinâmica.

O novo câmbio automático foi projetado com um óleo lubrificante for life, ou seja, que não exige troca ao longo de toda a vida útil do veículo. Isso aumenta a durabilidade e reduz o custo de manutenção.

Acompanhe pela plataforma digital todas as novidades que foram reveladas a respeito do primeiro SUV nacional da Fiat: pulse.fiat.com.br

Cidades: Nobel completou 120 anos premiando poucas mulheres e nenhum brasileiro

    TT News Agency

Comissão do Nobel anuncia mais ganhadores do cobiçado Prêmio

Prêmio foi instituído em 1901 pelo químico Alfred Bernhard Nobel


Agência Brasil

Ao anunciar, hoje (11), os nomes dos ganhadores do Prêmio Nobel de Economia, a Real Academia de Ciências da Suécia encerrou as condecorações deste ano em que o mais cobiçado prêmio mundial completou 120 anos de existência.

Os economistas David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens se somaram as 947 pessoas e 28 organizações laureadas desde 1901, quando o prêmio foi instituído, por inspiração do químico e inventor sueco, Alfred Bernhard Nobel (1833-1896). 

Também empresário, Nobel ficou milionário ao desenvolver uma forma de ampliar a produção de nitroglicerina, inventar a dinamite e criar um detonador que tornou mais seguro o uso de explosivos em várias atividades.

Um ano antes de morrer, o inventor determinou, em testamento, que, após seu falecimento, a maior parte de sua fortuna fosse destinada a uma fundação que levaria seu nome e ficaria encarregada de premiar, anualmente, “a quem tiver feito a descoberta mais importante” nos campos da Física, Química, Medicina, Literatura e para promover a paz.

Inspirado na iniciativa de Nobel, o banco central da Suécia criou, em 1968, o chamado Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas, que passou a ser chamado de o prêmio Nobel de Economia - ainda que, originalmente, o inventor sueco não o tenha previsto.

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De cima para baixo estão os vencedores do Nobel de 2021. Medicina Ardem Patapoutian e David Julius; os vencedores do Nobel de física Giorgio Parisi, Syukuro Manabe e Klaus Hasselmann; os vencedores do Nobel de química Benjamin List e David MacMillan; e o vencedor do Nobel de literatura Abdulrazak Gurnah/Reuters

Não só porque a categoria Ciências Econômicas foi instituída 67 anos após as primeiras, mas também porque houve anos em que a Fundação Nobel não concedeu o prêmio em um ou mais campos, o total de láureas já entregues a cada área difere. Assim como o número de premiados, já que é comum que duas ou mais pessoas dividam o prêmio em uma mesma área do saber. 

Dos 609 Nobéis distribuídos até hoje, 115 reconhecem a importância de descobertas e invenções no campo da Física e 114 distinguem as contribuições mais relevantes à Literatura. As condecorações foram entregues 113 vezes para estudos e invenções ligadas à Química e 112 para a Medicina. A Fundação Nobel também já distribuiu 103 prêmios da Paz, enquanto o Nobel da Economia (o único distribuído ininterruptamente) foi concedido em 53 ocasiões. 

Mulheres

No total, 947 pessoas e 28 organizações receberam o Prêmio Nobel entre 1901 e 2021. Destas, apenas 58 são mulheres. 

Por outro lado, desde 2014, cabe a uma mulher, a paquistanesa Malala Yousafzai, o título de pessoa mais jovem a receber o prêmio: por seu ativismo em prol do acesso de crianças e mulheres à educação, Malala também recebeu o Nobel da Paz quando tinha apenas 17 anos de idade. Além disso, a cientista polonesa Marie Curie é uma das quatro únicas pessoas que conseguiram o feito de serem laureadas duas vezes - com o detalhe de que Marie Curie obteve dois Nobéis em áreas diferentes: Física, em 1903, e Química, em 1911, feito só alcançado pelo químico Linus Pauling (vencedor em Química, em 1954, e da Paz, em 1962). A família Curie ainda faturou outros dois prêmios: em 1903, o prêmio de Física também foi concedido ao marido de Marie, Pierre Curie. E , em 1935, foi a vez da filha do casal, Iréne Joliot-Curie ser escolhida uma das vencedoras em Química. 

Entre os 13 ganhadores deste ano, há apenas uma mulher, a jornalista filipina Maria Ressa, que dividiu com o também jornalista russo Dmitry Muratov o Prêmio Nobel da Paz. A título de comparação, no ano passado, quatro dos 11 premiados eram mulheres. Em 2009, ano com o maior número de ganhadoras, cinco pesquisadoras foram agraciadas. 

Este ano, além de Ressa, Muratov e dos economistas David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens, também foram agraciados o escritor Abdulrazak Gurnah, da Tanzânia, que recebeu o Nobel de Literatura; os neurocientistas norte-americanos David Julius e Ardem Patapoutian, laureados com o Nobel de Medicina, e os pesquisadores Benjamin List, que é alemão, e David MacMillan, norte-americano, em Química. Já o prêmio de Física foi concedido ao norte-americano nascido no Japão Syukuro Manabe, ao alemão Klaus Hasselmann e ao italiano Giorgio Parisi. 

Os ganhadores de cada categoria dividem, entre si, um prêmio de 10 milhões de coroas suecas, ou cerca de R$ 6,3 milhões, além de uma medalha e um diploma. Ao longo do tempo, só duas pessoas recusaram a distinção voluntariamente: o filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre, que, em 1964, se negou a receber o prêmio de Literatura, e o político vietnamita Le Duc Tho, um dos fundadores do Partido Comunista da antiga Indochina e que, em 1973, receberia o Nobel da Paz por, junto com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Henry Kissinger, ter negociado o acordo de paz que selou o fim da guerra do Vietnã. 

Além destas duas ocasiões, quatro vencedores foram forçados a recusar o prêmio . No fim da década de 1930, o ditador Adolf Hitler proibiu três cientistas alemães (Richard Kuhn e Adolf Butenandt, em Química, e Gerhard Domagk, em Medicina) de aceitarem o prêmio – os três receberam suas medalhas e diplomas posteriormente, mas já não puderam receber a premiação em dinheiro. Em 1958, foi a vez das autoridades da extinta União Soviética coagirem o ganhador do Nobel de Literatura de 1958, Boris Pasternak, a não aceitar o reconhecimento a sua obra. 

Brasil

Apesar de, oficialmente, nenhum brasileiro jamais ter ganhado a maior honraria científica, literária e cultural mundial, há, entre os 975 premiados, uma pessoa que nasceu em solo brasileiro. 

Filho de pai libanês e de mãe inglesa, o ganhador do Nobel de Medicina de 1960, o biólogo Peter Brian Medawar, nasceu em Petrópolis (RJ), em 1915. Sócio de um então importante fabricante de instrumentos odontológicos e ópticos, o pai de Medawar e a família mudaram-se para o Brasil a fim de inaugurar uma revendedora no país, a Óptica Inglesa. 

Com dupla cidadania, o futuro cientista cresceu entre a capital fluminense e Petrópolis até que, na adolescência, seus pais o enviaram para estudar na Inglaterra. Aluno aplicado, Medawar logo recebeu uma bolsa de estudos do governo britânico. 

Segundo a versão mais conhecida, foi para que Medawar não perdesse a chance de prosseguir com os estudos que sua família recorreu à influência do ex-ministro da Aeronáutica e ex-senador, Salgado Filho. Padrinho do futuro vencedor do Nobel, Filho pediu diretamente ao então ministro da Guerra, o futuro presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), que ajudasse o rapaz a ser dispensado de retornar ao Brasil para cumprir o serviço militar obrigatório. 

Como o pedido não foi atendido e Medawar não retornou para se alistar, acabou perdendo sua nacionalidade brasileira, tornando-se unicamente cidadão inglês e graduando-se pela prestigiada Universidade de Oxford. 

Medawar morreu em Londres, em 1987 – vinte e sete anos após ser mundialmente reconhecido por seus estudos a respeito da tolerância imunológica e o transplante de órgãos.




Flash black: Isley Brothers e a linda "The Highways of My Life"

Luís Alberto Alves/Hourpres Em 1973, a banda Isley Brothers lançava a bela "The Higways of My Love", que estourou nos bailes e rád...